Campeche - Praia da Ilha do Campeche

Campeche

O bairro Campeche está localizado no sul da Ilha de Santa Catarina, entre os bairros Armação do Pântano do SulRio Tavares. Atualmente, é uma das regiões da cidade com maior potencial de crescimento, em termos de expansão urbana, pois está localizado na maior planície da Ilha.

Apesar de possuir uma das poucas comunidades onde a pesca artesanal ainda é praticada, o Campeche vem perdendo o ar rústico e praieiro e se transformando em um bairro misto, com comércio, serviços, escolas, creches, posto de saúde, prédios e condomínios residenciais. O principal fato que tem impulsionado esta mudança é a sua proximidade com a região central da cidade, que atrai pessoas que buscam qualidade de vida por meio da prática de esportes e do contato com a natureza sem abrir mão das facilidades urbanas.

Na ultima década, o Campeche recebeu vários investimentos em infraestrutura, com a pavimentação das principais vias, como a Avenida Pequeno Príncipe, que corta o bairro no sentido Leste-Oeste, e a Avenida Campeche e a Rua do Gramal, no sentido norte-sul.

Os turistas que procuram o Campeche encontram no bairro uma boa variedade de pousadas e apenas dois hotéis de classe turística. A Praia do Campeche, um dos principais atrativos do bairro, atrai um grande número de banhistas em busca de condições perfeitas para a prática do surf e do kitesurf, ou simplesmente para se deliciar em suas águas de tom azul-escuro.

Logo de frente para a praia está a Ilha do Campeche, que possui um rico ecossistema e guarda uma parcela significativa do patrimônio arqueológico de Santa Catarina, além de contar com uma dúzia de trilhas. Contudo, essas trilhas só podem ser realizadas na companhia de um monitor.

Outro ponto da região que possui trilhas é o Morro do Lampião, que leva esse nome por conta das luzes que ali eram acesas para auxiliar os aviões que pousavam no campo da Sociêté Latécoère, primeiro aeroporto internacional do sul do Brasil. Do alto do morro, é possível ter uma vista panorâmica não apenas da praia e da Ilha do Campeche, mas também de bairros vizinhos como Carianos, Costeira do Pirajubaé, Saco dos Limões e Rio Tavares.

Muitas feiras e festas populares são realizadas nas dependências da Capela de São Sebastião, construção que data do século XIX. Há, inclusive, uma trilha que sai da capela e segue em direção às dunas do Campeche. Ela é usada para as procissões da paixão de Cristo, sendo, portanto, uma das referências culturais mais importantes da região, pois revela um pouco dos costumes dos antigos moradores.

Recentemente, o trecho da praia do Campeche conhecido como Riozinho começou a se destacar como o novo ponto de encontro dos jovens em Florianópolis, principalmente dos adeptos de esportes como o kitesurf. A área dispõe de alguns bares e de um espaço para shows, tendo recebido nomes importantes da música nacional e internacional ao longo dos últimos anos.

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História

O nome do bairro Campeche vem da ilha em frente à praia, já que ela é conhecida dessa forma pelo menos desde o século XIX. Historiadores afirmam, contudo, que o termo é muito mais antigo e vem de uma árvore de caule avermelhado chamada Pau Campeche. A exemplo do Pau Brasil, o Pau Campeche teria sido muito procurado no início do processo de colonização para a tinturaria de tecidos.

A formação do Campeche teve início por volta de 1880, quando algumas famílias de origem açoriana se deslocaram da Lagoa da Conceição em direção às planícies do sul da Ilha. Lá fixaram residência e iniciaram pequenas lavouras, com destaque para o cultivo da mandioca e do algodão. Havia criação de aves, bovinos e suínos, mas a proximidade do mar tornava a pesca a atividade mais importante da região.

Com a construção da Capela de São Sebastião, as relações entre os membros da comunidade passaram a girar em torno das tradições católicas. Ali começaram a ser promovidos bailes e saraus, além de festividades como o Terno de Reis e a Festa de Santos Reis. A confecção das rendas de bilro – traço da colonização açoriana ainda presente no bairro – também já era realizada nessa época.

Durante a década de 1920, o correio aéreo francês instalou no bairro um campo de pouso que era utilizado para o reabastecimento dos voos entre Paris e Buenos Aires. O comandante da rota, ninguém menos que o escritor Antoine de Saint-Exupéry, aproveitava para descansar e acabou fazendo amizade com os moradores da região. Daí nasceu a lenda de que o nome do bairro teria vindo do apelido francês que o visitante deu ao lugar: campo e pesca, ou seja, champ et pêche.

Por volta de 1950, o modo de vida dos moradores do Campeche foi alterado pela introdução da pesca embarcada. Vários nativos viram aí uma possibilidade de ascensão social, já que a fonte de renda extra permitia a aquisição de materiais mais sofisticados para a pesca. Contudo, essas possibilidades se reduziram drasticamente com a chegada de grandes empresas do ramo de pescados durante o regime militar.

Entre as décadas de 1970 e 1980, com a modernização de Florianópolis, o bairro se aproximou do centro da cidade por conta de uma série de obras de grande porte. Destaca-se a construção da estrada geral, entre 1973 e 1974, e sua posterior pavimentação, em 1984. Já a pavimentação da SC-405 aconteceu em 1980. Houve melhoria na distribuição de energia elétrica, a regularização do transporte público e a construção de um posto de saúde.

Nos últimos anos, o Campeche tornou-se um dos principais alvos da especulação imobiliária na capital. Aos poucos, os grandes terrenos foram dando lugar aos condomínios residenciais e um expressivo fluxo migratório impactou significativamente a região. Atualmente, a grande preocupação dos habitantes do Campeche é conciliar o crescimento do bairro com a preservação dos bens naturais e históricos.

Vídeo da Praia do Campeche

Vídeo da Ilha do Campeche:


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