Costeira do Pirajubaé - Pôr do Sol

Costeira do Pirajubaé

Centro e Rodoviária: 6,5 km | Aeroporto: 5,1 km
Bairros próximos: Carianos, Rio Tavares, Centro, Saco dos Limões , Pantanal.
Praias próximas: Praia do Campeche.


A Costeira do Pirajubaé é um bairro localizado na parte sudoeste da Ilha de Santa Catarina, distante aproximadamente 6,5 km do centro de Florianópolis. Espremida entre o Maciço da Costeira e a orla por onde passa a Via Expressa Sul, a “Coixtêra”, como é carinhosamente chamada pelos nativos da Ilha, é um bairro predominantemente residencial. A maioria dos seus 12.000 habitantes moram em casas nas encostas do maciço.

O bairro é caminho obrigatório de quem se dirige aos bairros do sul da Ilha pela via Expressa Sul, ao Estádio da Ressacada e ao Aeroporto Internacional Hercílio Luz.

Por causa da construção do aterro da Via Expressa Sul, o bairro Costeira do Pirajubaé ganhou muitas áreas de lazer, como a ciclovia que acompanha toda a orla, gramados com campos de futebol e quadras para vôlei e futebol de areia. À beira-mar existem diversos trapiches para a atracação de barcos, de onde se pode admirar um belíssimo pôr-do-sol nas tardes de primavera e verão.

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História

Existem duas hipóteses a respeito do nome da Costeira do Pirajubaé. A primeira delas defende que o termo “prejibahi” seria o resultado da junção de “breguigoens”, que significa “berbigão”, com “igbaheapina”, que seria “caminho das águas”. Juntos, os termos significariam algo como “caminho de berbigões”. Já a segunda, mais aceita, diz que “pregibaé” seria uma palavra de origem do tupi e significaria “peixe de cara feia”.

Nos séculos XVIII e XIX, o relacionamento estabelecido entre as freguesias deu origem a uma verdadeira rede de estradas dentro da Ilha de Santa Catarina. A via de acesso ao sul passava obrigatoriamente pelo vilarejo de Pregibaé, cuja população era, então, bastante reduzida. As casas ficavam bem distantes umas das outras, sendo que algumas famílias viviam à beira do mar e outras preferiam habitar os terrenos mais altos.

Os que moravam próximos do mar tiravam dali a maior parte do seu sustento. Já os moradores da parte mais alta do povoado dedicavam-se à agricultura e à criação de animais, aos engenhos e à produção de cal. Também existiam áreas de uso comum, onde todos podiam soltar suas cabeças de gado, fazer roças e de onde retiravam lenha para as atividades domésticas cotidianas.

Na década de 1920, o desenvolvimento do Saco dos Limões fez com que o bairro se expandisse e alcançasse a área que hoje corresponde à Costeira do Pirajubaé. Nos trinta anos que se seguiram, a Costeira foi deixando seu ar de cidadezinha do interior para se transformar em um bairro residencial, sobretudo para famílias vindas do interior da Ilha e das cidades vizinhas.

Em 1970, Florianópolis passou por reformas urbanas que trouxeram mudanças significativas para a Costeira do Pirajubaé. Até então, as praias do sul da Ilha eram pouco procuradas pelos turistas por conta das dificuldades de acesso. Para a construção de uma via que levasse à região, foi necessário o aterramento de uma parte da costa do bairro. A obra trouxe uma série de consequências, sendo a mais séria delas a alteração do ecossistema marinho local.

No ano de 1995, foram iniciadas as obras da Via Expressa Sul, que tinha por principal objetivo melhorar o trânsito do centro de Florianópolis. Esse empreendimento também implicou em transformações significativas nas condições ambientais da Costeira do Pirajubaé. Segundo pescadores, espécies como o camarão, por exemplo, simplesmente deixaram de existir. Isso fragilizou ainda mais as atividades pesqueiras do bairro, que já se encontravam em declínio.


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