Jardim Atlantico: Praça

Jardim Atlântico

Localizado na região continental, a 7,3 km do centro de Florianópolis, o bairro Jardim Atlântico faz fronteira com o bairro Barreiros, no município vizinho de São José. É um bairro bastante dinâmico, que começa assim que se cruza a pequena ponte sobre o Rio Buchele e segue no sentido Continente-Ilha.

As duas principais vias do bairro são a Avenida Atlântica, que cruza o bairro no sentido norte-sul, e a Avenida Marinheiro Max Schramm, que acompanha a orla no sentido leste-oeste.

A Avenida Atlântica possui algumas opções de comércio, como padarias, farmácias, pet shops e serviços. Na altura do cruzamento com a Rua Felipe Neves há uma grande área de lazer estruturada, com playground, bancos e uma pista de skate com aproximadamente 380m², com vários obstáculos, transições, gaps, spine, pirâmide, corrimão e mini-rampa. Do outro lado da rua há um campo de futebol.

Bem próximo dali, na Avenida Juscelino Kubitscheck de Oliveira, mais conhecida como PC3, está o TiJar – Terminal de Integração do Jardim Atlântico, desativado desde 2005 e que serve, entre outras coisas, para o treinamento de direção. Contudo, tramita na Prefeitura de Florianópolis um projeto para transformação deste espaço em um Mercado Público.

Ao longo da Avenida Marinheiro Max Schramm é que está o principal núcleo comercial da região, com filiais de duas grandes redes de supermercados, Angeloni e Comper, além de um grande número de restaurantes e lojas comerciais, com destaque para concessionárias e lojas de automóveis, peças e serviços automotivos.

Bem próximo a divisa com o Município de São José está o principal meio de hospedagem da região, o Hotel Brisa Mar, antigo Dimas Park Hotel.

Outro elemento importante do bairro é a Escola de Aprendizes Marinheiros, que atrai todos os anos muitos alunos.

O Jardim Atlântico é um bairro predominantemente residencial, com muitas casas e poucos prédios. Atualmente ocupa a 11ª posição entre os bairros mais populosos de Florianópolis, com aproximadamente mais de 12.200 habitantes, em sua maioria, de classe média.

No bairro há, somente, uma escola pública estadual e uma unidade de ensino particular.

As opções de lazer noturno são escassas, entretanto, para os amantes da gastronomia de bar, o Bokas é uma das opções mais procuradas, sendo as porções de camarão as opções mais procuradas.

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História

Em 1943, o interventor federal Nereu Ramos viajou para o Rio de Janeiro e lá ficou a par de uma pesquisa que indicava Florianópolis como uma das menores capitais do país. Logo que voltou à capital, sua primeira atitude foi formar uma comissão com o objetivo de efetuar uma revisão do território de Santa Catarina e, como resultado dessa iniciativa, uma porção do município de São José foi cedida a Florianópolis no ano seguinte.

No entanto, essa região já era bastante popular entre os moradores abastados da cidade muito antes do episódio da anexação. As praias ali presentes figuravam entre suas favoritas desde a década de 1920, sendo que essa predileção se estenderia pelo menos ate a década de 1960. Isso fez com que o continente ganhasse valor em termos imobiliários, atraindo investimentos e novos residentes.

A criação do loteamento Jardim Atlântico, na década de 1950, foi um reflexo desse processo. Concebido e concretizado por Jacques Schweidson, o Jardim Atlântico representava a esperança de que a porção continental de Florianópolis seria a área escolhida para a expansão da malha urbana da cidade. Por conta disso, a propaganda em torno do loteamento procurava chamar a atenção da classe média emergente.

Contudo, o tempo e os incentivos estatais mostraram que o futuro de Florianópolis estava ligado ao norte da Ilha de Santa Catarina. Com a poluição dos balneários continentais, a construção da ponte Colombo Salles e a abertura da rodovia SC-401, logo ficou claro que os bairros do continente não realizariam todos os sonhos das propagandas veiculadas nos jornais da capital.

Ainda assim, muitas famílias de classe média efetivamente foram morar no Jardim Atlântico, mas várias das melhorias públicas prometidas para a área demoraram a sair do papel ou foram completamente abandonadas. Quando as melhorias que não foram esquecidas finalmente chegaram, o loteamento assumiu ares semelhantes aos dos típicos bairros suburbanos de países como Estados Unidos e Canadá, aparência que conserva até hoje.


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