Brava - Praia Panoramica direita

Praia Brava

Centro e Rodoviária: 34 km | Aeroporto: 46,2 km
Bairros próximos: Ingleses do Rio Vermelho, Ponta das Canas.
Praias próximas: Ingleses, Lagoinha.


Localizado no extremo norte da Ilha de Santa Catarina, a Praia Brava está distante 34 km do centro de Florianópolis, entre os bairros da Ponta das Canas e de Ingleses do Rio Vermelho. Oficialmente, a Praia Brava faz parte do Distrito da Cachoeira do Bom Jesus e não é um bairro reconhecido por lei. Atualmente, sua população fixa não ultrapassa os 1.000 habitantes. Entretanto, durante a temporada de férias e veraneio esse número pode ser cinco vezes maior, principalmente durante os períodos de Réveillon e Carnaval.

A Praia Brava possui características bem peculiares, por estar isolada entre uma área de costões e morros. O acesso ao bairro é feito unicamente pela Avenida Epitácio Bittencourt, que começa no trevo de Ponta das Canas, sobe o morro e termina lá. O bairro é servido por três linhas de ônibus, sendo uma Executiva (1122), com carros com ar condicionado, e duas comuns, a D266, que liga o bairro ao terminal central de Florianópolis (TiCen), e a 266, que liga o bairro ao Terminal Integrado de Canasvieiras (TiCan).

Repleto de condomínios verticais luxuosos e casas de veraneio, alguns hotéis, pousadas e imobiliárias, o bairro possui uma infraestrutura turística limitada, com poucos bares e restaurantes, um mercado e algumas lojas de artigos diversos.

Mesmo com o crescimento contínuo da cidade, a Praia Brava tem mantido suas características principais, o sossego e a grande presença do verde e da natureza.

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História

O nome do bairro da Praia Brava foi emprestado da praia de mesma designação. Por se tratar de uma praia aberta, voltada para o oceano, ela está exposta à ação de fortes ondulações, o que faz com que seja um dos pontos preferidos dos praticantes de surf em Florianópolis. Além disso, o repuxo é intenso e os buracos são muitos, características que exigem a atenção redobrada dos banhistas.

Cercada por morros íngremes, a localidade nunca chegou a comportar uma aldeia indígena ou uma vila devido à grande dificuldade de acesso. No entanto, não se pode afirmar que a Praia Brava costumava ser deserta ou totalmente isolada do restante da cidade, já que algumas poucas famílias de pescadores viviam em casebres próximos à beira do mar.

Entre as décadas de 1960 e 1970, Florianópolis passou por um grande processo de modernização. Vários órgãos públicos foram instalados na capital, entre eles a Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc). Houve também uma transformação significativa na malha urbana, com destaque para a construção da Ponte Colombo Salles, o aterro da Baía Norte e a inauguração da rodovia SC-401.

Paralelamente a essas ações, discursos a respeito do suposto potencial turístico de Florianópolis circulavam por todo país. Tanto essa campanha quanto a chegada das estatais atraíram uma grande leva de turistas e novos moradores para cidade, o que impulsionou o ramo da construção civil e obrigou a prefeitura a pensar em estratégias para uma melhor ocupação do solo urbano.

Nesse sentido, as leis das Áreas Verdes, de 1977 e 1978, determinaram os balneários de Florianópolis que se tornariam zonas de expansão urbana. Um ponto importante nessa lei foi a definição de que praias de mar aberto e com até dois quilômetros de extensão seriam consideradas zonas de urbanização diferenciada, ou seja, teriam projetos específicos, elaborados por seus proprietários e com a supervisão do órgão de planejamento competente.

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Em 1979, um evento curioso inseriu a Praia Brava na rota do desenvolvimento de Florianópolis: o empresário Nilton Ramos, membro da tradicional família Ramos, foi acampar com os filhos na região. Sua experiência por ali aparentemente foi boa, já que ele não demorou a entrar em contato com os moradores e se oferecer para comprar seus terrenos. A partir daí, foi mera questão de tempo até Nilton Ramos tornar-se dono de quase toda a praia.

A ideia do empresário era construir um loteamento semelhante aos de Canasvieiras e Daniela. Para tanto, ele contratou o arquiteto André Schmidt, que acabou desenvolvendo um projeto de bairro nobre. Para que o projeto saísse do papel, foi necessária uma parceria entre o grupo Ceisa, a empresa Sul Catarinense e a prefeitura de Florianópolis. No ano de 1990, um grupo de empresários argentinos construiu o primeiro condomínio do loteamento, o Três Américas.

Dois anos mais tarde, outros três condomínios já faziam companhia ao primeiro. De 1993 em diante, vários outros empreendimentos foram lançados, o que fez com que a população do bairro aumentasse consideravelmente. Por meio de muita propaganda, o balneário também começou a atrair um número maior de turistas, o que incentivou os donos de alguns dos imóveis a alugarem suas propriedades no verão.


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