Sambaqui - Orla

Sambaqui

Sambaqui está localizado no norte da Ilha de Santa Catarina, a 19,3 km do centro de Florianópolis, entre os bairros Daniela e Santo Antônio de Lisboa. Pertencente ao Distrito de Santo Antônio de Lisboa, o bairro abriga uma população residente em torno de 1.408 pessoas.

O acesso ao bairro é feito pela rua Gilson da Costa Xavier, que parte do centro histórico de Santo Antônio de Lisboa, e concentra boa parte das residências e comércio. Sambaqui é um bairro simples, com ruas pavimentadas e sem prédios. A região é atendida por cinco linhas de ônibus da empresa Transol, sendo uma executiva (2124) e quatro convencionais (310, 331, 332 e 365). O comércio no bairro é bastante modesto, constituído basicamente de pequenos mercados, padarias, peixarias e farmácias.

Ao contrário da maioria dos bairros em Florianópolis, nas últimas décadas, Sambaqui não sofreu impactos relevantes causados pela expansão imobiliária e continua mantendo o seu ar pacato e charmoso de vila de pescadores. Por isso, é na beleza natural que o bairro ganha destaque. Ao longo da orla, há diversas opções de bares e restaurantes, para todos os gostos, que oferecem aquela cervejinha gelada acompanhada por petiscos elaborados com ostras e mariscos cultivados na região.

Da praia, é possível admirar a Baía Norte, os bairros do continente e a famosa Ponte Hercílio Luz. Tudo isso regado aos dourados raios do entardecer, emoldurado pelo sol que se esconde entre a silhueta de barcos e dos morros no horizonte.

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História

O nome de Sambaqui vem do tupi-guarani e é uma referência aos montes de conchas encontrados na região, vestígios da ocupação humana no período pré-histórico. Os povos caçadores e coletores viviam sobre os restos dos moluscos que consumiam e ali sepultavam seus mortos, o que torna os sambaquis importantes fontes de estudos para a compreensão do modo de vida dos primeiros habitantes do litoral de Santa Catarina.

No século XVII,  a ocupação da Ilha de Santa Catarina era ainda bastante modesta. Contudo, os primeiros povoados surgiram por volta dessa época, sendo Santo Antônio de Lisboa um deles. Como consequência de suas características físicas, a localidade dividiu-se em três partes: além da vila central, existia também uma pequena vila ao norte, chamada de Sambaqui, e outra ao sul, conhecida como Cacupé.

Em 1714, o sargento-mor Manoel Manso de Avelar construiu um porto em Sambaqui para incentivar o comércio marítimo em Santo Antônio. A escolha não foi por acaso; além da excelente água potável, a posição geográfica fazia com que Sambaqui fosse protegido dos ventos que castigam a Ilha. O tempo mostrou que Avelar estava certo e a prosperidade de Santo Antônio fez com que o povoado fosse elevado à categoria de freguesia em 1750.

Já no século XIX, a intensa movimentação de mercadorias que ocorria por intermédio do porto fazia com que Santo Antônio fosse tão importante quanto a região central da Ilha. Prova disso foi a visita que Dom Pedro II fez à freguesia. Tão ilustre presença fez com que as autoridades ”corressem contra o tempo” para apresentar um belo recanto ao Imperador, que desembarcou em Sambaqui às nove da manhã do dia 21 de outubro de 1845.

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A primeira metade do século XX, por outro lado, não foi tão positiva para Santo Antônio e Sambaqui. Florianópolis recebeu uma grande remodelação urbana inspirada nas grandes capitais da Europa e no Rio de Janeiro, tendo como principal símbolo a construção da ponte Hercílio Luz. Tanto esse novo contato entre ilha e continente quanto a abertura de estradas enfraqueceram substancialmente as atividades portuárias na cidade.

Esse processo de estagnação acentuou-se na década de 1970, com a construção da SC-401. A abertura de uma estrada estadual asfaltada aliada à poluição das praias próximas ao centro da cidade fez com que os turistas passassem a se dirigir para praias como Canasvieiras, Ingleses e Barra da Lagoa, relegando Santo Antônio, Sambaqui e Cacupé a uma posição subalterna.

No entanto, essas localidades voltam a crescer na década de 1980, tornando-se bairros predominantemente residenciais. Em Sambaqui, mais especificamente, a construção de alguns loteamentos irregulares trouxe um número considerável de novos moradores, gerando alguma tensão entre eles e as famílias que ali já estavam estabelecidas.


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