Praia da Tapera

Tapera

Centro e Rodoviária: 22,6 km | Aeroporto: 18,6 km
Bairros próximos: Carianos, Ribeirão da Ilha.
Praias próximas: Tapera, Ribeirão da Ilha.


O bairro Tapera, também conhecido como Tapera da Base, está localizado no sul da Ilha de Santa Catarina, logo após a Base Aérea de Florianópolis. O acesso é feito pela Rodovia SC-405, seguindo pela Rodovia Aparício Ramos Cordeiro ou, para quem vem do extremo sul da ilha, pelo Morro das Pedras, através da Rodovia Baldicero Filomeno e depois pela Rodovia SC-401. Há acesso pela Base Aérea de Florianópolis,  restrito a militares, moradores cadastrados e algumas categorias de servidores públicos.

A região da Tapera é residencial, com moradias humildes, em grande parte de baixa renda. Possui um posto de saúde e uma escola pública, além de um modesto comércio local, destinado a suprir as necessidades de seus moradores. Por ser pouco explorado pelo turismo, no bairro Tapera não há meios de hospedagem e os restaurantes são poucos e bem simples.

A Praia da Tapera é muito procurada por famílias em busca de tranquilidade, sendo o principal lazer dos moradores da região nos fins de semana. Apesar de sua pequena extensão, aproximadamente 520 metros, a faixa de areia é estreita, grossa e em tom amarelado. As águas são calmas e mornas, bem transparentes em dias de vento sul, apesar do fundo do mar ser lodoso e repleto de pequenas conchas.

Para os que desejam se aventurar, bem próximo ao litoral há duas ilhas: Dona Francisca, também conhecida como Ilha das Flechas, e a Ilha das Laranjeiras. No momento em que a maré está baixa, é possível caminhar por uma estreita faixa do leito do mar até a Ilha Dona Francisca. Já para se chegar até a Ilha das Laranjeiras, somente é possível contratando um transporte por barco, que pode ser solicitado para os pescadores na praia.

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História

O nome do bairro da Tapera é de origem tupi, sendo que “taba” significa “aldeia” e “uêra”, por sua vez, algo como “extinta”. Popularmente, no português, o termo passou a designar lugares abandonados ou em ruínas, o que faz com que muitos acreditem que a região tenha permanecido desabitada por algum tempo após a extinção do grupo carijó que ali vivia.

De fato, os registros mais antigos a respeito da ocupação da Tapera e que não tenham ligação com os carijós e itararés, jês ou guaranis datam da década de 1920, quando o Centro de Aviação Naval foi construído na região. Descobriu-se, então, a existência de uma pequena colônia de pescadores na área que, devido à presença das ilhas das Laranjeiras e a de Dona Francisca, costumavam praticar a faina.

Alguns anos mais tarde, com a transformação do Centro de Aviação Naval na Base Aérea de Florianópolis e com a elevação do antigo Campo de Pouso da Ressacada – instalado no bairro vizinho, Carianos – à categoria de aeroporto, uma grande quantidade de trabalhadores foram convocados para atuar em Florianópolis e muitos deles se fixaram na Tapera.

Ao longo da década de 1960, foi a vez das águas calmas da praia chamarem a atenção dos moradores da capital, sobretudo dos que buscavam opções de lazer em família. No entanto, o acontecimento mais importante da época no bairro foi a descoberta de um sítio arqueológico com 172 sepultamentos (93 adultos e 79 crianças) em cova rasa, aberta na areia, acompanhados dos seus adornos de conchas e de dentes de animais.

. Atualmente, boa parte das peças ali encontradas estão expostas no Museu do Homem de Sambaqui.

Com a construção das rodovias SC-405 e SC-406, na década de 1980, tanto a Tapera quanto os demais bairro do sul da Ilha ficaram mais próximos do centro da cidade, o que atraiu uma nova leva de novos moradores para a região.


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