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Admito
que foi com certa empolgação
que me dirigi ao Teatro Multiuso, em
São José, ontem, para
assistir ao espetáculo Valsa
Aérea, a Valsa nº 6 de Nelson Rodrigues,
da Cia. Aérea de Teatro. Recebi
a sinopse da encenação,
li algumas críticas e esperava
boa coisa. E foi boa coisa o que vi.
O espetáculo é diferente,
um tanto inusitado e interage com a
platéia. A começar pela
forma de assistir à peça.
O público não fica sentado
nas poltronas, vendo de fora, como se
assistisse a um filme. Não, ele
sobe ao palco e é de lá
que confere a apresentação.
Não há cenário,
apenas a personagem e jogos de luzes
que conduzem o olhar do espectador.
A peça foi escrita por Nelson
Rodrigues em 1951, único monólogo
do escritor, e o grupo optou por representar
a personagem através de três
atrizes, como se cada uma fosse um diferente
eu daquela adolescente perturbada
e confusa.
E não é só aí
que o grupo inova. Chama-se Cia. Aérea
de Teatro porque a peça se dá,
em muitos momentos, no ar. As atrizes
revezam-se no alto de uma saia de dois
metros, transformando a encenação
também em acrobacia ou balé.
Foi um espetáculo que agradou
a todos os presentes, não teve
quem não deixasse, ao final
da apresentação, seus
parabéns à equipe. Quero
parabenizar também a Cia. Aérea
de Teatro, as atrizes (bailarinas e
trapezistas) Christiane Martins, Luiza
Lorenz e Margô Ferreira, e deixar um
agradecimento à Gika Martins,
pelo contato e convite.
Quem quiser conhecer mais o espetáculo
e o grupo Cia. Aérea de Teatro
pode acessar o endereço ciaaereadeteatro.blogspot.com.
E pra finalizar, aproveitem que a peça
continua em cartaz até quinta-feira
(22) e assistam. Informações
em nossa página de espetáculos.
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