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A
luta continua. E digamos que a batalha
do dia 8 de dezembro foi digna de um
ringue de Don King. A noite começou
com a banda Rufus, que nocauteou os
presentes com um hardcore afiado. Com
ritmos que fugiam do óbvio e letras
bem interessantes, esses lutadores mostraram
que é possível fazer um som pesado sem
o melodrama usual apresentado pela maioria
das bandas atuais desse estilo.
Na seqüência subiu ao palco a Tijuquera,
que mostrou de forma muito competente
por que é uma das bandas mais maduras
de Floripa. O som estava alto e claro,
o que permitiu perceber como estão entrosados
seus integrantes. A interação com o
público é uma das marcas da banda. Além
de mostrar um instrumental matador,
onde a percussão dá um show à parte,
todas as músicas foram acompanhadas
por um coro que deixa qualquer banda
satisfeita. Sem dúvida a Tijuquera já
é um clássico, e nem precisa ser um
de seus inúmeros fãs de carteirinha
para comprovar a afirmação.
Praticamente
é possível dizer apenas o velho chavão
"sem comentários" para a apresentação
da terceira banda que subiu ao palco
desse Clube da Luta. Mas como essas
duas palavras podem ser interpretadas
tanto para o bem como para o mal, vamos
adjetivar adequadamente a performance
dos Gubas e os Possíveis Budas: fantástica!
Literalmente uma sonzeira de primeira
que incendiou a galera e não deixou
um esqueleto parado. Nota máxima para
as músicas, que baseadas num "funkão"
esperto trazem pitada de outros estilos
de forma muito competente, e para a
presença de palco de todos seus integrantes,
que mostram uma empolgação rara e contagiante.
Tenho até medo do que aconteceria juntando
isso tudo com um trompetinho que seja.
O fechamento da noite ficou por conta
da banda Samambaia Sound Club. Às
vezes fechar uma noite é tarefa complicada:
o povo já está cansado, a comparação
com os artistas anteriores é mais criteriosa,
etc, etc... Mas isso não abala, e acho
que até melhora o desempenho da Samambaia.
A apresentação sempre performática e
bem executada musicalmente não poderia
ser mais adequada para encerrar essa
rodada do Clube. O show inclusive trouxe
novas músicas muito boas.
Por
fim, merece destaque também a seleção
feita pelo DJ, que no intervalo entre
as brigas mesclou de maneira equilibrada
e competentemente sons nacionais e gringos
do mais alto calibre. Creio que é esse
tipo de evento que vai divulgar cada
vez mais o som feito aqui para o resto
do Brasil. Temos qualidade musical,
diversidade e público. O que nos faltava
era esse tipo de união entre bandas
tendo um objetivo comum. E que venha
o próximo round!
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