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A
atividade deste feriado (15/11) foi
um espetáculo de cores, sons e imagens,
uma descontraída caminhada repleta de
surpresas e descobertas. Os detalhes
encheram os olhos, enquanto o pano de
fundo azul celestial e áurea luz completavam
o edênico cenário.
Folhagens de bromélias verdejantes,
adornadas por roupagens rubras, róseas,
laranjas e pormenores muitas vezes dourados
brincavam conosco de esconde-esconde
no alto das árvores, nas dunas de areia,
nos locais mais inacessíveis da trilha
ou mesmo explodiam com alegria intensa
na nossa frente, bradando um sonoro
"achou! Estou aqui, me vejam!".
Entre
as gramíneas queimadas, vegetação de
costão e mata semifechada, descortinava
um verdadeiro show da natureza; formas
estelares, em canoas, luas, circulares,
perpendiculares, espiraladas, em fios,
muitas vezes exóticas, geometricamente
perfeitas, esteticamente inebriantes.
Um espetáculo! Eram flores belíssimas,
desde minúsculas - e até pisoteadas,
ignoradas pela insensibilidade alheia,
revestidas por violeta quase fluorescente
ou azul cintilante e detalhe em amarelo,
algumas singulares premiadas por formosura
e requinte como uma alva e outra lilás
- ambas concordando com a terra, o ar
e o mar -, outras psicodelicamente divagantes,
até curiosas - parecendo um porco-espinho
floral - em nuance vermelho intenso
e vibrante.
O que dizer de uma orquídea florida,
dessas que se compra (sem investigar
o passado dela, se foi roubada e criada)
na floricultura em tons alvo-lilás,
escondidas das mãos perniciosas do homem?
E o Brinco-de-Princesa em tons avermelhados
e aglutinados (parecendo formar uma
pirâmide invertida) sobre troncos e
galhos em meio a um túnel de árvores
e vida da pequena floresta, de um jeito
que nunca tínhamos visto?!
É...
O dia foi de encantamento com os cumprimentos
da romântica Primavera e virtuosa Mãe
Natureza.
Tivemos ainda a inesperada companhia
de um mascote muito especial: o Horácio.
Abelha ou marimbondo? Ser ou não ser?
Um inseto muito "gente boa" e preguiçoso
que resolveu pegar uma carona em nossas
mochilas, nos acompanhando durante quase
todo o percurso.
Ao chegarmos à Lagoinha do Leste
por Matadeiro, ficamos no rio. Subimos
uma duna de areia gigantesca e tiramos
uma foto... Que imagem é aquela!!! Espero
que a revelação da foto acompanhe pelo
menos uns 60% daquilo que presenciamos.
Enquadramos boa parte do curso do rio
cobreado de lá de cima após escalar
aquela imensa duna de areia.
E
a aventura não parou por aqui!!! Pegamos
nossas coisas e continuamos a caminhada
por dentro do rio. Refrescante sensação,
delícia... Já pararam para ver a beleza
de se caminhar pelo ângulo do rio, observando
o leito dele, a margem e os detalhes
ao redor?! E os pássaros, muitos pássaros,
com performances variadas de sons, além
de seus desenhos, cores, formas e tamanhos...
Caminhando pela mata da Lagoinha, visitamos
algo curioso. Paramos para uma foto
de uma casa construída com barro e garrafão
de vinho, janelas de madeira, com uma
espécie de mezanino, cama suspensa e
abertura no sótão para contemplar as
estrelas no anoitecer. Os
canteiros de árvores e flores eram ornamentados
por garrafas de pinga viradas de cabeça
para baixo.
Retornamos pela trilha que sai no Pântano
do Sul, com muita alegria, entusiasmo
e um desejo incomensurável de voltar
para explorar o misterioso lago que
forma a Lagoinha do Leste, as montanhas
em anexo e os demais espetáculos daquele
ecossistema.
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