|
O primeiro show da série Floripa Instrumental
superou todas as expectativas de um
grande espetáculo musical. Todos os
ingressos já haviam sido vendidos na
véspera, sinal de que a boa música brasileira
ainda tem apelo popular. Renato Borghetti,
junto com seu trio, deixou extasiado
o público que lotou o Teatro Álvaro
Carvalho nesta quarta-feira (13/9).
O músico gaúcho, o mais conhecido e
conceituado acordeonista do Brasil,
apresentou um repertório especial, que
agradou desde os mais jovens - que provavelmente
conheceram seu trabalho através das
participações nos discos de Engenheiros
do Hawaii - até os fãs mais antigos,
que o acompanham desde o lançamento
de seu primeiro disco, em 1984.
Conhecido
por manter a tradição da música folclórica
do Rio Grande do Sul, o acordeonista
não se limita aos ritmos gaúchos. Seu
acordeon de oito baixos flutua leve
pela sonoridade jazzística de Astor
Piazzola, música erudita, valsa, Villa-Lobos
e Luiz Gonzaga. Com trajes típicos do
Rio Grande do Sul, Borghetti não tem
receio de transformar baião em vaneira,
samba-canção em milonga ou qualquer
tipo de transmutação sonora. O ápice
do show ficou para a segunda metade:
Merceditas, com arranjo surpreendente,
Felicidade, de Lupicínio Rodrigues,
com uma pequena "ajuda" do canto do
público, e Milonga para as missões,
a mais conhecida de seu repertório.
O Renato Borghetti Quarteto é formado
por Daniel Sá (violão), Victor Peixoto
(piano) e Pedro Figueiredo (saxofone
e flauta). O som do acordeon (ou gaita,
fole, sanfona) de Borghetti ainda soa
nos ouvidos de quem compareceu ao TAC
nessa quarta e serve de aviso para os
próximos shows do Floripa Instrumental:
Toninho Horta na quinta, 14, e Guinga
na sexta, 15 - confira
a programação do Floripa
Instrumental na agenda de shows
do Guia Floripa.
|