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O Brasil é do samba, do baião, da milonga,
da bossa nova e, por que não, do jazz.
A miscelânea de ritmos brasileiros e
também daqueles importados e adaptados
ao suíngue da música brasileira alcançam
amplitude no brazilian jazz de
Toninho Horta e Banda. Na segunda noite
do Floripa Instrumental, no Teatro Álvaro
de Carvalho (TAC), todo o talento e
a experiência do guitarrista mineiro.

Toninho Horta, que já fez parte do
lendário 'Clube da Esquina', ao lado
de Milton Nascimento, já tocou com Hermeto
Pascoal, Pat Metheni, Tom Jobim, Elis
Regina e outros bambas da música instrumental
e da MPB. O músico passeia pelo Jazz
e flerta com a Bossa Nova num estilo
único de tocar.
Antonio Maurício Horta
nasceu em Belo Horizonte e viveu cercado
de música desde o berço. Seu pai tocava
violino, sua mãe, bandolim e seu avô
materno, maestro de banda, tocava diversos
instrumentos e compunha músicas sacras.
Toninho aprendeu os primeiros acordes
no violão com seu irmão mais velho,
o contra-baixista Paulo Horta: "Na verdade,
eu nunca aprendi mesmo. Enquanto engatinhava
já estava ouvindo muita música o dia
inteiro. Meu irmão mais velho começou
a se interessar por jazz quando eu tinha
doze anos e eu fui de carona".
No palco do TAC, a banda
que acompanhou o músico - Beto Lopes
no baixo/guitarra e André Queiroz "Limão",
na bateria - tocou com muito entrosamento
um repertório com composições de Toninho
Horta e do baixista da banda. Outra
atração que subiu ao palco foi o acordeonista
radicado em Florianópolis, Alessandro
Krammer, que acompanhou a banda com
muito talento num forró retirado do
repertório do álbum Com o pé no forró
(2004), último trabalho de Toninho Horta,
indicado ao Grammy Latino.

Sempre com o pé na estrada, e depois
de mais de dezessete viagens ao Japão,
lá estava o guitarrista, num breve intervalo
do espetáculo, dizendo "Campai" - 'Saúde'
em japonês - para alguém da platéia
que havia espirrado. Outro momento inesquecível
do show foi quando Toninho Horta fez
um solo da canção de Henry Mancini,
Moon River. Para encerrar, a
platéia acompanhou o músico numa suíte
de músicas que marcaram a carreira do
guitarrista, como Beijo Partido
e Manoel, o Audaz.
Sucesso no Brasil e no exterior, Toninho
Horta já atravessou diversas vezes três
oceanos para apresentar seu estilo mineiro
de tocar jazz. Inglaterra, Eslovênia,
Rússia, Japão, Coréia, Estados Unidos.
A lista é grande, mas a música faz a
ponte para o guitarrista. E dessa vez
Floripa foi o destino desse andarilho.
"Lugares bonitos inspiram. Acho que
vai sair uma música de Florianópolis
também". Vamos aguardar!
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