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Ao chegar ao CIC, surpresa com o tamanho
da fila. Os ingressos para o espetáculo
Pequenas frestas de ficção sobre
realidade insistente, ou simplesmente
PFdFSRi, foram vendidos sem cadeira
marcada, e o público chegou cedo
querendo garantir o melhor lugar na
platéia para assistir à
nova apresentação do grupo
catarinense de dança contemporânea
Cena 11.
PFdFSRi é um trabalho
que está sendo finalizado e aprimorado
pelo grupo. Foi mostrado pela primeira
vez em maio último em Berlim
(Alemanha) e o grupo, ao trazer o espetáculo
para o Brasil, fez questão de
apresentá-lo em sua cidade, Florianópolis.
Não
faz um mês que conheci o trabalho
do Cena 11, quando assisti à
apresentação de Skinnerbox
(clique
aqui para ler o texto). Foi com
muito prazer, portanto, que recebi o
convite para ver tão rapidamente
um novo projeto deste grupo, que demonstra
claramente a seriedade com que desenvolve
seu trabalho e todo o processo de pesquisa
e conceituação que o sustenta.
Pequenas frestas de ficção sobre
realidade insistente discute o corpo
em movimento, a repetição,
o condicionamento e a reação
a estímulos exteriores. As câmeras
estavam de novo lá, desta vez
gravando e projetando no palco os rostos,
mãos e risos da platéia,
entre um ato e outro. Como eu já
disse no texto anterior, o Cena 11 não
deixa a platéia passiva. De uma
forma ou de outra o público é
provocado, instigado a mergulhar naquele
universo rico, embora sem palavras -
a não ser as cantadas, em inglês,
por Hedra Rockenbach. Um universo repleto
de referências e indicações,
que cabe a cada espectador descortinar
e interpretar à sua maneira.
O espetáculo deverá entrar
em cartaz oficialmente em 2007 em todo
o país. Acompanhe a agenda e
o trabalho do grupo Cena 11 através
do site www.cena11.com.br.

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