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A peça O Caminho de
Santiago, que esteve no Teatro do Cic,
em Florianópolis no último final de
semana (dias 18 e 19/8), peca pela falta
(ou pelo excesso... não sei bem ao certo).
O texto é baseado na experiência
do escritor Paulo Coelho quando percorreu
o caminho de Santiago de Compostela.
Graças às pessoas que
me acompanhavam - e a uma enorme força
de vontade - consegui manter-me acordada
durante todo o espetáculo. A peça, que
começou com mais de 20 minutos de atraso
(deixando a platéia bem incomodada),
não conseguiu (me) empolgar.
A história gira em torno
de um casal, interpretado pelos atores
Patrícia Lucchesi (aquela da propaganda
do primeiro sutiã) e Cláudio Scabora.
Patrícia é Beth, uma desvairada (e chata)
que só pensa em balada, e seu namorado
- chamado carinhosamente (o tempo todo)
por ela de Moio - é tipo um panaquinha
que, preocupado com as profecias sobre
o fim do mundo, resolve fazer o Caminho
de Santiago. Claro que a baladeira vai
junto e claro que lá ela não pára de
reclamar. E a partir daí eles só caminham,
ela só reclama, ele escuta e reclama
dela e eles brigam, e eles sentam e
ficam sentados. Ah, mas eles também
encontram pessoas pelo caminho, e estas
compartilham suas histórias com os dois,
que se emocionam... e continuam caminhando
e sentando e...
Mas a história não é de
todo ruim. A maioria das cenas tem efeitos
especiais em 3D que chamam muito a atenção
do público. Os atores no teatro interagem
com o vídeo, sutilmente, criando efeitos
mágicos: eles saem da tela para o palco
ou do palco para a tela - uma loucura!
Talvez o erro - na minha
singela opinião - tenha sido o tempo
de exibição. Toda a história poderia
ser contada em uma hora, ficando menos
cansativo e mais interessante. Apesar
de tudo, parando para pensar com carinho,
a peça emociona, passa uma mensagem
bonita. Mas tudo ficaria muito melhor
se o estacionamento do CIC não fosse
tão ruim. O que também já é outra história...
já chega de reclamar por hoje.
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