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Um carnaval fora de época animou
Florianópolis nos últimas dias 15, 16
e 17. O Folianópolis, que teve agora
sua segunda edição, promete entrar para
o calendário da cidade.
Apesar dos meus 22 aninhos (recém completados
no início do mês), confesso que ultimamente
ando meio enferrujada, preferindo uma
canastra a sair para alguma balada.
É uma velhice interior terrível que
anda tomando conta de mim. Mas como
boa "ex-arroz de festa", me animei com
a idéia de um carnaval fora de época
- um evento diferente, com bandas maravilhosas
que, com certeza, iria me rejuvenescer
internamente de vez.
Primeiro dia de festa: chuva, vento
e frio. São Pedro estava de brincadeira
comigo, só podia. Logo agora que eu
ia voltar à ativa... Acabei não
indo.
Segundo
dia: nublado, ventinho, mais ou menos
frio. Mas eu ia de qualquer jeito. E
fui! Cheguei lá de casaco (mamãe disse
para eu levar) e não demorou muito para
o meu 'eu' baladeiro aflorar (e o casaco
esquentar). Aos poucos o lugar começou
a encher. Uma multidão de abadás, galera
animada e muita gente bonita (mesmo!).
Com algumas horinhas de atraso o grupo
Batom na Cueca começou a tocar e o povo
a pular atrás do trio. Eu como uma boa
profissional, me contive, e fiquei apenas
fotografando e observando aquele mar
de gente dançando feliz na minha frente.
A banda estava cantando a última música
quando o trio da Ivete Sangalo entrou
na avenida. Uma aglomeração se juntou
em volta e não demorou muito para entrar
aquele mulherão, de vestido dourado,
cantando Abalou (trilha sonora
do meu romance). Adorei né? E a chuva
começou a cair, mas quem se importou?
Não vou dizer que ela foi sensacional,
linda e maravilhosa porque seria muito
clichê. Mas para os curiosos que nunca
tiverem a oportunidade de vê-la de perto,
eu afirmo: sim, as coxas dessa mulher
são algo de outro mundo. E eu confesso
que não agüentei: meu lado tiete falou
mais alto e eu fui atrás do trio, dancei
e pulei até a última música. Ufa, eu
ainda tenho um fôlego...

No sábado teve Asa de Águia que, com
certeza, também estava maravilhoso,
mas minhas ferrugens não permitiram
que eu saísse naquela chuva.
Porém, ano que vem tem mais,
e eu estarei lá de novo, com certeza!
E vou rezando desde já para São Pedrinho
dar uma ajudinha...
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