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Chega de espera. Após
30 anos, Gal Costa se apresenta na cidade
e inaugura a casa de shows Floripa Music
Hall.
Da
penúltima vez que esteve em Floripa,
Gal ainda era uma jovem cantora. A "Doce
Bárbara" usava roupas coloridas e planejava
com os amigos Gilberto Gil, Bethânia
e Caetano Velloso uma turnê pelo Brasil.
Os shows pararam por aqui, Gil foi preso
em Floripa.
Trinta anos se passaram e a Gal de 2007
está diferente. Voltou à cidade para
a inauguração do Floripa
Music Hall no último dia 18,
de vestido preto e guardando a rebeldia
da juventude apenas nos cabelos. Gal
entrou discreta no palco. Não tinha
dado nem cinco minutos que o show acústico
de Júnior e Beto terminara quando a
cantora apareceu acompanhada do músico
e produtor catarinense Luiz Meira.Logo
nas primeiras músicas a cantora explicou
que não sente rancores da cidade e que
não voltou antes por falta de tempo,
agenda e oportunidade.
O show em formato voz e violão relembrou
antigos sucessos como Força Estranha
e Meu Bem , Meu Mal. A baiana
fez os homens cantarem em coro " Eu
sei como pisar no coração de uma mulher...Já
fui mulher eu sei..." e apresentou
clássicos da Bossa Nova, que segundo
ela foi o grande movimento de revolução
da música brasileira.
"Vai minha tristeza e diz a ela que
sem ela, Não pode ser, diz-lhe numa
prece Que ela regresse, porque eu não
posso, Mais sofrer..." Tom Jobim
e Vinícius de Moraes

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Enquanto Gal se apresentava, a estrutura
do Floripa Music Hall funcionava. Mais
de mil pessoas sentadas e cerca de 60
garçons servindo ostras, camarões e
tábuas de frios. A casa inovou também
ao apresentar o sistema de crédito antecipado
para evitar filas no final do show.
A idéia agradou o público que espera
poder utilizá-lo outras vezes. Mas para
que isso aconteça, será preciso que
a casa faça algumas adaptações ao sistema.
Em breve, Gal e Luiz Meira farão turnê
pela Europa. Nós aqui da Ilha vamos
ficar com bons shows. Tem Luiz Meira
e Cláudia Barbosa dia 8 de maio no Jinga
Bar e na programação do Floripa Music
Hall estão shows de Marina Elali, Inner
Cicle e Ed. Motta.
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