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A banda Balança Pema
agita mais uma noite de projeto Nação
Balanço, no Bra Drakkar
Antes
mesmo de saber qual era a programação
da quarta-feira (19/9), não tive qualquer
esforço. Minha irmã, em férias aqui
na Ilha, queria conhecer uma festa em
que o som fosse efetivamente bom, as
pessoas efetivamente interessantes e
o ambiente, mais efetivamente do que
nunca, autêntico e plural. "Vamo pro
Nação?"
Energia, clima, vibe
- chame do que quiser. Só sei que, mesmo
antes de entrar no Nação Balanço, esse
lance já te envolve completamente. O
diálogo com a recepcionista, para apontar
meu nome na lista de convidados, é entrecortado
por versinhos desafinados de Balança
Pema e algum requebrado. Entro sambando,
como sempre - e inevitavelmente - entrei.
Desde a primeira vez que
eu fui ao Nação, quando ainda acontecia
em frente às dunas da Joaca, no De Raiz,
muita coisa se transformou. O público
está cada vez mais diversificado, o
Drakkar tornou a festa mais
"moderna", passaram por ela bandas e
DJs das mais diversas vertentes - e
virou sinônimo de pluralidade. Mas algumas
coisas não mudam - e nem deveriam. O
Nação Balanço já possui uma identidade
sólida que lhe é intrínseca e se manifesta
em nossos ouvidos, pés e quadris a cada
música genialmente escolhida pelo DJ
anfitrião Marcelo Pimenta.
Nessa última quarta, pra
incrementar o sambalanço de toda semana,
rolou mais uma edição do NB Experimental,
que trouxe uma dupla de percussionistas
de peso para acompanhar a samba-funk-set-list.
De fato, os convidados Rafinha da Costa,
do Grupo Gente da Terra, e Gerry, do
Dazaranha,
transformaram a festa em um espetáculo
sinestésico de suíngue e confraternização
- com direito a uma grande ciranda na
pista de dança.
Saí do Drakkar concluindo
aquilo que sempre soube: com tanta festa
artificial por aí, o Nação Balanço é
mesmo um achado. Minha irmã ficou satisfeita,
e eu também, pra variar. Algumas coisas
realmente não mudam.
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