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A banda Tia Veya, de
Curitiba, mandou ver na mistura de sons
em seu show que agitou a noite de sexta
no Latitude 27º.
Ecléticos.
O termo é clichê, mas descreve
muito bem o show da banda Tia Veya,
a atração principal da
Sexta Clássica do Latitude 27º
do último dia 16. Do princípio
ao fim, os curitibanos variaram entre
músicas de CPM22, O Rappa, Armandinho,
Charlie Brown Jr., Global DJs, U2 e
outros.
O momento mais surpreendente do show,
mesmo para mim que já os conheço
de outras noites no palco da casa, foi
quando, após uma sessão
de músicas eletrônicas
como The Killers song e
White Horse, o vocalista Rodrigo
Buchecha, munido de um repique,
emendou a versão para as pistas
de Califórnia dreaming
com um batuque ao estilo de bateria
de escola de samba. Aí o público,
que acompanhava o show e lotava a pista
da casa, já não sabia
mais se arriscava uns passos de samba
ou mantinha o ritmo da batida eletrônica;
mas ninguém parou de se mexer.
A banda formada pelos guitarristas Robson
e Jefferson Dombrowski, o baterista
Samuca, o baixista Vinícius e
o vocalista Rodrigo Buchecha
está com o lançamento
do primeiro CD com composições
próprias marcado para junho e
deu uma amostra de uma das músicas
do novo trabalho. Particularmente, não
sou a maior fã dos estilos hardcore
ou emocore, que parecem ser as principais
inspirações dos garotos
(na verdade nem sei bem o que distingue
um do outro), mas a qualidade do som
da banda é suficiente para fazer
a ida ao Latitude valer a pena.
Aliás,
para quem ainda não conhece a
casa que fica na Lagoa, motivo para
voltar é o que não falta.
Ok, os preços das bebidas são
salgados (R$ 4,00 por uma latinha de
cerveja, ou R$ 3,00 por uma garrafinha
de água) mas, infelizmente, nada
que diferencie muito da grande maioria
das casas desta Ilha onde tudo é
muito caro. A vista compensa. Do deck
externo do Latitude, a vista da Lagoa
da Conceição, tranqüila,
lá embaixo, contrastando com
o agito da balada.
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