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Noite de quarta-feira é
perfeita para um blues e uma
exposição de cartuns, não
acham?

Intimista, de bom senso e com
humor inteligente! Expressões
que determinam a exposição Pra
Mim Você Morreu! do cartunista
Koostella!
Alucinante, de qualidade e sonoridade
perfeita! Palavras que traduzem
um pouco o som de Rick Boy Slim
em Dose Tripla. Criativo, cultural-artístico
e libertário! Esse é o Blues
Velvet em qualquer noite.
Nas paredes, 25 cartuns feitos
por Koostella, um moço aparentemente
normal, mas que carrega no íntimo
um potencial assustador. No
som, Rick Boy Slim em Dose Tripla,
blues alucinante. Me impressiono
ainda mais a cada saída de casa
para ir ao Blues Velvet, aquele
bar ali do centro que tem uma
porta com escadas que levam
ao reduto de apreciadores do
mundo cult.
Já há algum tempo, toda quarta-feira
rola a Quarta das Tribos,
um projeto bem interessante
e que valoriza a arte e os artistas
da Ilha. Já houve várias exposições,
lançamentos de vídeos e várias
programações bem diferenciadas.
Realmente, é aquela frase popular:
"Chega mais que aqui o trem
é bão!". Nesta quarta,
Koostella, um cartunista fissurado
desde os 13 anos, mostrou alguns
de seus inúmeros cartuns produzidos
aqui no Brasil e na Alemanha
(onde morou algum tempo e fez
vários trabalhos e exposições).
A exposição intitulada
Pra Mim Você Morreu!
produz, no imaginário
de quem não conhece as
obras, vários cartuns
na mesma filosofia ou idéia.
Mas não! Conversei com
Koostella e ele disse que a
coletânia não era só sobre
este tema, comparou com um CD
de música, já que todas
as faixas não seguem a mesma
ideologia da música-tema. "Pra
Mim Você Morreu! é o nome
de um dos meus cartuns e resolvi
usar para dar o nome à
exposição".
São
notáveis as críticas e o teor
político, econômico e social
dos cartuns de Koostella: num
deles, pessoas amassadas dentro
de um cinzeiro dão a
impressão de serem bitucas de
cigarro, um outro mostra Tio
Sam com elástico no antebraço,
viciado em petróleo... Vamos
parar por aqui, afinal, não
posso contar todos. Programe-se,
saia do sofá e vá ver uma exposição
do Koostella em algum canto
desta Ilha.
Gostar de blues não é para
todos. Mas acredito que até
o cara que mais odeie blues
iria delirar ouvindo Rick Boy
Slim. Um repertório bem selecionado,
uma presença de palco marcante,
um violoncelo assumindo o baixo,
o que dá uma sonoridade especial.
No telão, desenho do gato Felix
(Já viram?). Ah! Não poderia
esquecer de falar sobre o sanduíche
de tomate seco com rúcula, queijo
e azeite. Uma delícia!

Gil, o complacente proprietário,
abre espaço realmente para uma
galera mais cult. O Blues
Velvet está de portas abertas
para toda a forma de cultura
e arte. Além do atendimento
diferenciado, que só quem freqüenta
o bar conhece. Quarta das
Tribos, Paulera Records,
Jazz, Boutique de Quinta...
essas programações nos levam
a rever alguns conceitos e nos
transformam em freqüentadores
quase assíduos. Aliás, se você
quiser só beber alguma coisinha,
comer algum negocinho e ler
um bom livro ou revista, lá
também é um excelente lugar.

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