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Uma maneira
econômica e divertida de curtir
a África, no Brasil.

A Festa de independência
da Guiné Bissau, país africano
de colonização portuguesa foi
a peculiaridade do último
sábado. Organizada por estudantes
africanos da Aeguisc - Associação
dos Estudantes de Guiné Bissau
no Estado de Santa Catarina,
a festa foi um sucesso. Para
aqueles que não conhecem a África
ou têm curiosidade, esta
foi uma boa oportunidade de
estar mais próximo de uma cultura
que, na verdade, tem muito de
semelhante com a nossa: o calor
humano.
O evento que aconteceu
em um salão de festas embaixo
da casa noturna La Pedrera,
na Lagoa da Conceição, contou
com cerca de 450 pessoas, entre
elas brasileiros, porém a maior
parte era composta de estrangeiros
mesmo, o que torna a comemoração
tão singular. Africanos de Guiné
Bissau, é claro, Cabo
Verde, Moçambique, Angola, São
Tomé e Príncipe também estavam
presentes, todos países de colonização
portuguesa. O interessante é
que, embora a língua oficial
destes países seja o português,
é comum escutar os africanos
que estudam aqui falar em crioulo,
uma mistura do português com
as línguas nativas africanas.
E como prova de que a festa
era multicultural, apareceram
por lá outros estrangeiros dos
Estados Unidos, Uruguai e França.
Festas como essa
são organizadas todos os anos
pelos membros da Aeguisc e entre
eles estão estudantes da Ufsc
e outras universidades. Neste
ano a Guiné comemora 35 anos
de independência, após lutar
para se tornar autônoma de Portugal.
O que rendeu até um bolo de
aniversário com a bandeira do
país, com direito a parabéns
em línguas como o inglês e o
Crioulo.

E em se tratando
de comida, mais uma semelhança
com o Brasil. O bolo de aniversário
e os doces servidos aqui, como
o pudim de doce de leite, também
são consumidos na Guiné Bissau.
O detalhe foi o caldo de amendoim
no pudim que é bem tradicional
do país, em Guiné se exporta
amendoim. Entre as outras comilanças
da festa estavam pratos típicos
como o Caldo de Mancarra, um
caldo de amendoim com frango,
a Calderada, que é peixe com
vinho, azeite de oliva e outros
condimentos, a Cafriela, que
leva frango, limão, pimenta,
alho e cebola, salada de repolho,
alface e pepino, frango assado
e arroz. Todos pratos nativos
mas, ao mesmo tempo, nos lembram
a boa culinária brasileira.
E as pessoas gostaram tanto
da comida que ela se foi logo.
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Para completar
a noite da África, faltou falar
das danças e dos ritmos musicais.
A festa contou até com DJ da
Guiné, Patricio Souza Cordeiro,
que estuda em Florianópolis.
Na Guiné o ritmo mais influente
é o Gumbé, um estilo musical
agitado, geralmente cantado
em crioulo. Mas na festa tocou
de tudo, Zouk, Kizomba, Kuduro,
Gumbé, Decalé e até Funk, Reggae
e Dance também. Algumas dessas
danças, como o Zouk, são mais
lentas e é dançada em
pares. Mas cuidado, você pode
se apaixonar. Cordeiro diz que
se você quer paquerar uma pessoa,
tem que chamar para dançar Zouk.
Só faltou falar
das roupas. Na festa poucas
pessoas vestiam roupas tradicionais,
que são os vestidos para as
mulheres e as blusas longas
e calças para os homens feitas
de um tecido que só existe na
África, o Lecós, uma dica do
presidente da Aeguisc, Aladje
Amadú Candé. Entretanto, nem
todos na África usam essas roupas.
Os mais jovens gostam de usar
camiseta e jeans, universais
em qualquer parte do mundo.
No mais, para
quem perdeu a festa desse ano,
não esquente, ano que vem a
Guiné comemora 36 anos de independência!!!
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