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Duas combinações perfeitas,
com duas atrações top de linha
- Infected Mushroom e Paul Van Dyk.
Num dos dias mais quentes de 2007,
o calor, que era quase insuportável,
só aumentou à noite. Fazia
muito tempo que eu não participava
das noites de Floripa, muito menos de
baladas eletrônicas. Mas quando
surgiu a oportunidade de participar
da inigualável programaçao de
verão do El Divino, não pensei
duas vezes, e lá fui eu.
Cheguei cedo e fiquei observando do
camarote, gentilmente cedido pelo pessoal
do El Divino, as pessoas chegarem. No
ambiente interno o pessoal já estava
aquecido e preparado para a noite que
prometia, nos sofazinhos externos o
pessoal relaxava e suplicava aos céus
por uma pequena brisa ou qualquer coisa
que refrescasse o corpo ou a alma. E,
é claro, o pessoal que é
alucinado por música eletrônica
que literalmente abraçava as caixas
de som!!
Aliás, as diferenças apresentadas
pelo El Divino são muitas, com estrutura
melhor que qualquer outra apresentada
anteriormente, com mictórios
(ouvi certos indivíduos chamando-os
de microtoys), montados no seu antigo
palco principal, deixando mais espaço
livre pra galera circular e dançar.
Os camarotes muito bem organizados,
bem limpos, com barmans fazendo
e treinando acrobacias com as garrafas.
Todo organizado, visualmente lindo e
moderno, não deixa nada a desejar pra
clubes de renome internacional. O visual
das telas e progetores reforçava o clima
pisicodélico da música
eletrônica e a lua que aparecia
no fundo do palco dava um toque de charme
a mais à noite.

O público, como em toda festa
eletrônica, era bastante misto
e estiloso, via-se todos os tipos de
pessoas e atitudes convivendo pacificamente
em um mesmo ambiente livre de julgamentos,
sendo esse - na minha opinião
- um dos maiores motivos de sucesso
da musica eletrônica!
Quem gosta sabe que vibe é
única e que não se acha isso em qualquer
balada, o DJ tem que sentir a galera
e provocar aquela vontade de pular com
a batida como se a batida fosse a do
seu próprio coração. Eu
honestamente até sei alguma coisa
de música eletrônica, mas
certamente não posso me considerar entendida,
eu já havia ouvido falar de Infected
Mushroom e Paul Van Dyk e ouvi algumas
músicas online antes de ver o
show, mas confesso que esperava um DJ
tocando simplesmente... Quando o palco
e os equipamentos começaram a
ser montados vi que iria me surpreender,
mas nem imaginava que o show seria aberto
com um solo de guitarra sensacional,
nem que iria ouvir um som pesado.
Bem depois pesquisei a dupla mais a
fundo e descobri que Erez Eisen e Amit
Duvdevani têm formação
em música clássica, o
que traz qualidade ao som que fazem.
Hoje com o baterista brazuca Rogerio
Jardim e o guitarrista Tommy Cunningham
eles formam uma banda que traz vários
sabores à música eletrônica.
Eu venho tentando achar palavras pra
descrever mas simplesmente não tem como,
imagine se sentir num show de heavy
metal por alguns segundos, em seguida
sentir a batida trance vindo
e em seguida aquela sensaçao gostosa
da música clássica...
Difícil, né?! E ainda
com o Amit agitando a galera o único
resultado possível era o público
dançar até derreter de suor e
aproveitar até não agüentar
mais em pé!
Muito bom, surpreendente e definitivamente
empolgante!
Já no sábado, o clima da festa
pareceu acompanhar o clima do dia, apesar
de ter tido um público maior
do que o show do Infected, (dizem as
más línguas que tinha
algo em torno de 17.000 pessoas no sábado)
o show de Paul Van Dyk me pareceu menos
empolgante.
Talvez o fator cansaço tenha contribuído
para ter essa impressão. As músicas
tocadas e feitas por Paul Van Dyk são,
de fato, muito boas. Porém, o
carisma não é seu ponto forte.
Paul Van Dyk tem musicas ótimas,
sabe como agitar e sabe dar aquele up
and down pra manter a galera animada,
mas senti falta da presença de pessoal
que Amit tem de sobra. Quem sabe se
estivesse menos cansada no sábado
ou tivesse assistido primeiro ao Paul
e depois ao Infected, não ficasse desapontada
com sua performance, mas devo confessar
que não foi tudo que eu esperava apesar
de ter sido bem legalzinho.
Nesses shows fui surpreendida nos dois
dias, naquele em que não tinha grandes
expectativas tive uma ótima experiência
e aprendi o quanto a música eletrônica
pode ser diferente.

De qualquer maneira, foi gostoso sentir
o El Divino com cara de Clube Top de
Linha, cheio como em seus shows internacionais
mais cobiçados curtindo o ambiente e
o verão da nossa Ilha, dando
uma opção aos locais e aos milhares
de turistas que com certeza ficaram
com uma ótima impressão.
E certamente essa não vai ser a última
vez que eu vou participar do verão
que vai entrar pra história do
El Divino, seja como colunista ou mera
espectadora. Parabéns aos organizadores
e ao público que fez a festa
ficar melhor e mais bonita ainda!
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