As
informações contidas nesta coluna são de responsabilidade
dos
autores e não refletem, necessariamente, a
opinião do Guia Floripa.
Estréia
de La Gonga no Blues
Velvet Bar
01/08/2008
Zoológika
transforma-se e sai do casulo
em três programas diferentes
que vão se intercalar
toda terça-feira.
Eve,
a vencedora, e Renato com o
gongo dizendo: "Tá
jóia!".
Criatividade
é pouco para o que faz a mente
inquieta do ator Paulo Vasilescu.
A personagem drag mais
inusitada da Ilha, a Zuleika,
ganhou vida própria e agora
ninguém segura, nem mesmo o
seu criador. É bem a história
de que às vezes a criatura
domina o seu criador.
O projeto Zoológika
que começou há alguns anos,
agora se multiplicou em três
programas diferentes que serão
apresentados no Blues Velvet
toda terça-feira pontualmente
às 22h. Nesta terça estreou
o La Gonga, um show de
calouros em que a grande final
será em dezembro. Quando recebi
a programação, imaginei um verdadeiro
show de calouros mesmo, e a
realidade não deixou a desejar.
Uma interação
difícil de ver nas baladinhas
tradicionais. Não há barreiras
entre as pessoas, é tudo como
se fosse uma grande família
ali reunida. O La Gonga adapta
os programas de calouros realizados
pelo eterno Chacrinha e o Sílvio
Santos. Uma febre nacional em
um certo tempo. Mas a apresentadora
também dá um show à parte.
Entre um calouro
e outro, Zuleika e a banda Os
Gongo Boys (formada pelo bluesmann
Rick Boy Slim na guitarra,
Danilo no baixo e Motcho da
banda "Zuleika e Os Confirmados",
na batera) mostraram uma performance
de Metallica, Nirvana nunca
vistos antes. Como
o próprio cartaz diz: "Fora
da Rede Nacional de Televisão,
amotinado no Blues Velvet o
formato cresce em despudor e
animação. E, ao passar pelas
mãos nervosas de Zuleika, com
certeza, não será o mesmo show
daqueles sábados à tarde, quando
o bacalhau da Elke Maravilha
voava pelos ares; ou dos domingos
à noite quando os lírios do
Pedro de Lara enchiam a tela
e a Araci de Almeida sentenciava:
"paga dez paus e manda pra casa!".
Mas ali no bar, o show foi cheio
de zuação e gargalhadas. Nos
jurados estavam: o jornalista
Marcos Espíndola - foi bem bonzinho
nos comentários-, o escritor
Fábio Brugmann - um senhor modesto
-, a dançarina do grupo Cena
11, Karin Serafin - a loira
mais afiada -, o ator e diretor,
sócio da Vinil Filmes, Renato
Turnes - o mais enlouquecido
e crítico - e o publicitário
Ricardo Tromm - que também acompanhou
Turnes na baderna.
O
primeiro calouro a subir e enfrentar
os malvados jurados com aquele
gongo enorme (rs) foi o Fernando
cantando Como Nossos Pais
de Elis Regina, já dá para ver
que como cantor ele dá um ótimo
jornalista. No intervalo de
um e outro, Zuleika cantou e
alegrou com suas caras e bocas.
Depois, a segunda concorrente,
atriz do Teatro de Quinta e
do Comédia com Leite,
Grazi Meyer, chega mais com
a música One Way or Another,
do Blondie. Depois a cineasta
Loli Menezes entra em cena com
uma pluma de avestruz branca
e também solta o gogó em Proud
Mary do Creedence Clearwater
Revival. Muito bem. A última
caloura, a jornalista Eve Nunes
fechou a noite de shows em grande
estilo cantando I Heard It
Through The Grapevine do
Zapp & Roger.
Parabéns mais
uma vez ao proprietário do Blues,
Gil Eanes que abre esse espaço
para que gente do bem como o
Paulão faça seu trabalho com
propriedade, apostando numa
noite alternativa com programações
bem variadas. Não perca por
esperar.
Otras cositas
más
Pergunto: "Como
há tanta criatividade nessa
cabeça?". Ele responde:
"Noites incansáveis em
claro!". Só podia mesmo.
Como eu disse no começo, serão
três projetos: A Casa da
Boneca Bizarra, Rádio
Zuleika e La Gonga.
Como não fui em todos, ainda
não posso tecer comentários
com mais propriedade. Mas o
diretor Renato Turnes está com
um trabalho bacana sobre A
Casa da Boneca Bizarra.
É só clicar aí no vídeo
para conferir.