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Estamos aqui, mais
uma vez na incansável coluna do Guia
Floripa, para falar sobre o tal Palco
Kzuka, no Planeta Atlântida 2008. Sim,
porque no segundo dia do evento esse
foi o local dos grandes shows. Sem querer
puxar a brasa pra nossa sardinha, aqui
se faz música de primeira, grandes festas
e Floripa é o berço de boas idéias musicais,
experimentação e talento.
Sinceramente, não tenho
por objetivo apresentar as bandas que
lá estiveram, já que para isso existem
os site de cada uma. E minha condição
foi a de espectadora nesse dia, fui
conferir na maior festa da cidade nossas
estrelas. Tudo bem que dividir espaço
com um superpalco ao fundo, uma tenda
em frente e outras três tendas
menores realmente tira a atenção de
muita gente, mas quem passou por lá
certamente não se arrependeu.
Essa coluna será diferente
das outras que falaram sobre os shows
de sábado no palco Kzuka. Aqui
não vamos falar sobre os integrantes,
há quanto tempo tocam juntos
ou quais seus últimos trabalhos. Para
tal, clique nos nomes em azul e acesse
os endereços de cada uma, até porque,
vamos combiná, né..., somos um site!
Interatividade, informação e links não
podem faltar.
Quem abre o palco pessimamente
intitulado de Kzuka foram os supertalentosos
Pedra do Urubu, ali do Campeche (oi
oi óh!), de quem eu infelizmente só
ouvi uma música. Uma música que já foi
o suficiente pra ver que a noite seria
ótima. Grande abertura. Na seqüência,
os ácidos Andrey
e a Baba do Dragão de Komodo, agitando
geral quem pro ali passava, e até ficava.
Titãs de primeira! E o melhor é que
eles admitem isso com orgulho, porque
a referência-mor é a banda no
período Cabeça Dinossauro. Sonzeira,
galera! E, já no segundo show, a revolta
tomou conta: Esse aqui é o Palco Local,
Santa Catarina, Clube
da Luta. Pronto! Agora posso falar
sobre isso aqui, acho que só a família
Sirotsky não sacou ainda que Santa Catarina
é um estado, e não um município da grande
Porto Alegre. Mas é isso aí gente, é
no grito que a gente se estabelece.
Logo depois, já no
astral "somos nós quem mandamos nessa
porra" a Aerocirco
e seus já consagrados sucessos fofinhos
abrilhantam o fim de tarde, início de
noite. Um dos momentos de pico do público,
teve nêgo que deu as costas pro
Skank, que eu não desmereço, altos shows
também, pra ficar ali suspirando com
as letras queridinhas do quarteto. Com
muito amor no coração e uma bandeira
de SC na caixa de som, ficamos todos
maravilhados com tanta delicadeza e
talento. Esses meninos vão longe...
Vale lembrar, antes
que você pense outra coisa, que entre
um show e outro o muito bem vestido
DJ Zé Pereira presenteava o público
com um repertório totalmente excelente!
Engraçado é que quando ele aparecia
nos bastidores do palco, a gente que
acompanhava da platéia sabia que o show
estava prestes a terminar. "Claro Ju
Kabeça..., todas as apresentações tinham
hora pra começar e acabar, óbvio". Sim,
eu sei, mas quando a gente tá ali curtindo
o show e tudo, quando ele aparecia o
sentimento era de "puxa, que pena, já
vai acabar". Mas tudo bem, no Palco
Clube da Luta é mesmo assim, logo depois
de um bom show tem uma outra ótima apresentação.
Sobem ao palco o Gubas
e seus possíveis Budas, de quem
sou ligeiramente suspeita pra falar,
já que sou fã do trabalho do Barreto
desde o Phunky Buddha. MUITO BOM!!!
Todo mundo dançou, curtiu e se apaixonou
pela Thais fofuxa! Que espetáculo, baita
estrutura, trio de metais, percussão,
tudo para uma apresentação muito especial.
E, pra finalizar, a dancinha Jay Kay
que todo mundo adora! Valeu mesmo.
Sem perder o embalo,
surgem os enfraldados da Tijuquera,
seguindo o ciclo de reclamações com
relação ao título do palco e mais algumas
mensagens de carinho e afeto pelo descaso
com a nossa cultura. Parabéns para Emília
Carmona que, além de ficar uma gracinha
de fralda, abrilhantou ainda mais essa
apresentação. E a Tijuquera dispensa,
né, oh! Essa rapaziada detona mesmo,
a galera canta junto, pula e todo mundo
adora! É verdade que "os Deus não são
nem os homens nem somos nóses" mas o
Alexandre Damaria, que vai ser papai
em breve, vai sentir algo parecido com
isso. Sorte, muita saúde pra você
e pra família e não se esqueça: não
adianta comprar fraldas em grande escala
porque eles crescem muito rápido.
Intervalo, Zé Pereira
e suas pick ups móveis de novo
no palco, mas dessa vez algo incomodou.
De repente a gente mal ouvia o som do
espaço, só aquela barulheira da tal
tenda eletrônica. Bom, vamos lá pedir
pro Zé aumentar, né... a gente queria
continuar dançando. E nada..., e nada...
, pô, eu vou lá na mesa de som ver o
que é que está acontecendo, quem sabe
uma falha técnica temporária, algo assim.
Eis que, chegando lá, o Júlio (que nome
mais lindo), de forma muito tranqüila
e carinhosa, me informa que a organização
do evento simplesmente mandou baixar
o som porque estava atrapalhando a tenda
eletrônica. Oh, tu tens essa noção?!
Os caras mandam baixar o palco local,
que é a "oportunidade", da qual eles
se gabam tanto em divulgar, para as
bandas da cidade, por causa da tenda
eletrônica?! Não... só podem estar brincando
comigo... Revolta pouca é "bobági",
agora a boa ação da RBS em ceder esse
espaço para nossos conterrâneos era
só fachada mesmo. Querido leitor, acesse
aqui a nossa agenda e vá aos encontros
do Clube da Luta, porque no Planeta,
realmente você só teve uma provinha
do que esse povo é capaz de fazer.
Depois de esfriar a
cabeça, a alegria contagiante dos meninos
da Samambaia
Sound Club bota todo mundo pra chacoalhar
o esqueleto. Músicas novas, muita insinuação
e mais um pouco de queixa pelo Palco
'Cazuza', a essa altura do campeonato
já nem tinha mais nome. O apresentador
do palco, que deve ser um cara bem conhecido
lá no RS, já nem aparecia mais pra pagar
o mico de "hoje é o dia rock do palco",
porque acho que se ligou que nem todas
as bandas tocavam rock. Floripa é feita
dessa maravilhosa miscelânea, onde tem
talento pra todos os estilos. Voltando
aos comunicativos da Samambaia, espetáculo
à parte essa apresentação. Quem
conferiu deu muita risada.
Eu nem sabia mais quem
se apresentava no palco principal, e
graças ao Júlio voltamos a ouvir só
o som que gostaríamos, sem intromissões
eletrônicas. Nós
Naldeia sobe ao palco mas eu já
ia sentando na brita, quem não tem ingresso
camarote também não tem onde sentar.
Eu admito, não sou assim grande apreciadora
de reggae, mas esse show me chamou especial
atenção pela qualidade. Até eu gostei!
Dancei aquele pacinho pulado e tudo,
pessoal mandou muito bem no repertório
e na simpatia. Beleza de apresentação.
Depois disso, meus
amigos, essa que vos fala entregou os
pontos e voltou pra casa amarradona
de buzão. Essa vida de mãe e planetária
é boa, mas cansa. Deixei de ver Maltines,
banda fofíssima, e os também
manés da Jucaboom.
Mas oportunidades não faltarão, e ainda
vou escrever sobre cada uma delas aqui
nesse nosso humilde espaço.
Bom, a lista dos agradecimentos
é mais ou menos do tamanho dessa coluna,
então vou direto ao ponto: muitíssimo
obrigada ao Cassiano
Ferraz, "olhos pelas fotos
mais lindas que alguém poderia ter tirado,
à Daise Ribeiro pela paciência
em esperar essa coluna, ao Lontra,
por me agüentar incomodando, e ao Della
da Aerocirco pela dica da hora.
Um beijo pra todo mundo
que lá esteve, principalmente pro Beto
Lee Que Rock é Esse que ficou
de cara com tanto talento vindo de um
estado só.
Essa coluna é dedicada
ao Marcinho, das bandas Tijuqueira e
Andrey e a Baba do Dragão de Komodo,
que não, não morreu, mas foi o responsável
por essa coluna, mesmo atrasadinha,
estar indo pro ar hoje. Beijão Marcinho,
e muito obrigada mesmo.
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