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Segundo dados oficiais, mais de
60 mil pessoas marcaram presença nas
duas noites de shows do Planeta Atlântida
2008.
11.01
Na
primeira noite do festival a baiana
Ivete Sangalo reinou absoluta. De acordo
com informações divulgadas pela organização
do evento, mais de 40 mil pessoas marcaram
presença neste dia, um recorde histórico
do Planeta Altântida.
Ivete literalmente levantou poeira.
Seu carisma conquistou o público e botou
quase todo mundo pra dançar. Sim, quase,
pois havia os inconformados com um show
de axé num festival que eles queriam
só de rock - e pop, vá lá. A baiana
trocou de roupa três vezes, cantou antigos
sucessos de carreira e até ensinou novas
músicas pra platéia, que saiu cantando
direitinho o sucesso que ainda não estourou
por aqui, Não me faça esperar.
Jorge Ben Jor não ficou atrás. Cantou
clássicos como W/Brasil, País
Tropical, Alcohol, Engenho
de Dentro, e Do Leme ao Pontal,
do Tim Maia. Na minha opinião, foi o
melhor show da noite.
Quando começou o Charlie Brown Jr.,
de quem não sou muito fã, aproveitei
pra descansar e fazer um lanche. Era,
na minha opinião (com todo o respeito
aos fãs) um show muito barulhento, aproveitei
para recuperar o fôlego.
A Banda Eva, berço de Ivete Sangalo,
também esquentou o público, tanto da
pista quanto do camarote. O vocalista
do grupo, Saulo, promoveu um verdadeiro
arrastão carnavalesco em pleno Planeta
Atlântida, fazendo a platéia pular da
esquerda para a direita conforme seus
comandos, era bonito de ver do camarote
esse movimento homogêneo da platéia
na pista.
12.01
Para
o sábado, confesso que minha empolgação
era menor. Não esperava muito de uma
noite que, felizmente, acabou sendo
divertida como a primeira. Do palco
principal, só assisti inteiro ao show
do Skank. Estava muito, muito bom. Os
mineiros, sob o comando de Samuel Rosa,
cantaram os sucessos lá do início da
carreira, algumas músicas que há muito
tempo eu não ouvia: Jackie Tequila,
Pacato Cidadão, Esmola,
Garota Nacional, Resposta,
É Proibido Fumar, Te Ver,
É Uma Partida de Futebol e umas
não tão antigas assim, como Três
Lados, Amores Imperfeitos,
Vou Deixar, entre outras. Mas
o sucesso mesmo, pelo que deu pra sentir,
foi relembrar as músicas do início da
carreira, aquelas que têm mais de dez
anos.
Depois do show do Skank, marquei presença
no palco Kzuka. Na noite de sábado o
palco era do pop-rock-reggae-black-music
(na sexta foi do pagode, mas eu não
assisti a nenhum show). Eu curti demais
o som das bandas daqui. Curti até os
intervalos, porque o DJ Zé Pereira escolheu
um repertório que não nos deixou
parar de dançar enquanto saía uma banda
e entrava outra. Saí do palco Kzuka
um pouco pra pegar o finzinho do show
do Nenhum de Nós com o Papas da Língua,
no palco principal. Curti também. Peguei
a parte do show em que eles estavam
cantando músicas de bandas gaúchas como
TNT, Tequila Baby, Reação em Cadeia
e Engenheiros do Hawaii (foram as que
eu ouvi). Findo o show, retorno ao palco
Kzuka, pois em seguida no palco principal
vinha Inimigos da HP que, decididamente,
não é a minha 'praia'. Pena foi que,
enquanto eu assistia ao show do Skank,
perdia a apresentação
da Aerocirco no Kzuka.
Sobre
o palco Kzuka eu teria muito o que falar/elogiar,
mas minha colega Ju Köbe fez um cobertura
exclusiva (aqui)
sobre os shows locais da noite de sábado,
então deixo com ela mais detalhes e
informações o palco alternativo que
pela primeira vez integrou a programação
do Planeta Atlântida.
Considerações finais:
1 - O pessoal que estava no
camarote (resguardadas as devidas exceções,
CLARO) era muito menos simpático - para
dizer de forma leve - do que a galera
que estava nas pistas. Lá embaixo o
clima era outro, pessoas animadas, dispostas
a se divertir numa boa, em paz, num
ambiente legal e descontraído. Já no
camarote reinaram o empurra-empurra,
as cotoveladas e as caras feias. Até
vi como resposta a alguém que muito
gentilmente pediu licença para passar
a seguinte frase: "dá a volta", seguida
de ombros colados no vizinho para impedir
a passagem. Meninas de cabelos compridos
amarrando-os seguidas vezes, com bastante
movimento, para bater no rosto de quem
estava atrás, querendo afastar ainda
mais quem só queria uma boa vista do
show. E, enfim, os grupos mais numerosos
que cercavam os que estavam sozinhos
ou em menor número, para depois forçá-los
a sair, alegando que ali estava um grupo
de amigos e que o outro era um intruso
- o outro que não havia saído do lugar,
invadido roda nenhuma, mas fora rodeado
por aqueles que, por pagar um pouco
mais (mas não mais do que os outros
que também estavam lá), achavam que
tinham comprado toda a área do camarote
e que eram donos do espaço. É cada uma
que parece duas...
2 - A batida de coco (única
que experimentei) servida pelo bar do
Pirata, no camarote, merece nota dez.
3 - Não, não é impressão sua,
caro leitor. Eu curto mesmo sucessos
antigos e fico feliz da vida em shows
nos quais as bandas ou cantores relembram
músicas bem velhinhas. Só os sucessos
dos últimos discos não dá, e esta edição
do Planeta Atlântida esteve cheia de
artistas que cantaram e tocaram clássicos
da nossa música brasileira. Eu adorei.
4 - Além dos shows, havia a
tenda eletrônica E-Planet e as tendas
dos patrocinadores, também com música
eletrônica, sempre cheias. E eu fiquei
me perguntando por que algumas pessoas
foram a um festival de música, com mais
de 30 shows ao vivo, para ficar numa
barraca ouvido música eletrônica.
Mas... questão de gosto. É ou não é?
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