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Mais uma vez, o Ricaldinho
da Ilha e o aniversário
de Floripa são o tema
da nossa coluna - se a festa
foi boa, merece!
A velha Desterro
de casos e ocasos raros completou
282 anos no último dia 23 de
março de 2008. Na mesma data,
o nosso querido e nativo colunista
do Guia Floripa, Ricardinho
Machado, também fez aniversário
e, como acontece todos os anos,
o istepô aproveitou para comemorar
durante a oitava edição do seu
Ricaldinho da Ilha.
Tá certo que a
festa teve que ser antecipada
para o Sábado de Aleluia, dia
22, por culpa da Páscoa, mas
nem o coelhinho seria capaz
de fazer desandar a tão aguardada
patuscada. Só que aí foi a minha
vez de comemorar, pois (por
sorte) nasci na véspera do aniversário
da cidade.
Tudo aconteceu
no clube Náutico, mais ou menos
ali debaixo das pontes, num
dia em que até o sol brilhou.
No palco, bandas locais tocavam
(muito bem, diga-se de passagem)
ora sambinha de raiz, ora ritmos
diversos. Teve o pagode do Swing
Maneiro e muito samba com a
bateira da Embaixada Copa Lord,
além das passistas faceiras.
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Da comilança,
então, nem se fala (de boca
cheia), era caldinho de tudo
que é jeito: de feijão, de minestra,
cavaleiro branco (parecido com
uma dobradinha, só que com carne-seca
no lugar do bucho), de peixe,
de siri, de camarão, de frutos
do mar, de cebola, de "cozido"
e até de jabá (esse não tive
coragem de experimentar, mas
quem comeu se regalou). Para
quem preferiu algo mais fresquinho,
tinha bolinho de charque, crepe
no palito, marisco ao bafo (esse,
sim, detonei o baita pratão
que me serviram), risoto, capeletti,
minipizza, sanduíche e mousses
de chocolate, limão e maracujá
em miniatura, servidos pelos
melhores restaurantes e preparados
pelos melhores chefs
da capital de todos os catarinenses.
E não parou por
aí, não. Teve bolo de aniversário
bem grande, porque era muita
gente, com o desenho da "ponte
velha", que o Prefeito Dário
Berger ajudou a cortar. Que
eu me lembre, não faltou nada,
nem mesmo berbigão e caldo de
cana.
Já de pancinha
cheia, devido ao calor, me encostei
no Quiosque do Pirata, e, em
vez de Sonrisal, me tratei com
batidinha de abacaxi, ainda
que houvesse fartura de cerveja
gelada, cachaça, caipira de
frutas, água e refrigerante.
Às quatro da tarde
tinha manezinho que não se agüentava
em pé, mas dizem que a festa
passou das sete da noite. O
responsável por tudo isso foi
o Neném Alves, que organizou
"tudinho, tudinho", entendesse?
De lambuja encontrei meu professor
de Mecânica, os amigos do vôlei
e mais um monte de amigos queridos.
Também, pudera
(e convenhamos): é no Ricaldinho
da Ilha que a magia desse pedacinho
de terra se concentra uma vez
por ano. O resto é feijoada.
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