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Tangos e Tragédias,
mais uma vez na Ilha, lota o
Teatro Ademir Rosa em quatro
noites de espetáculo.

Não tem jeito. São vinte e
quatro anos de apresentações
e o Tangos e Tragédias continua
o mesmo, um baita sucesso! Esse
espetáculo tem praticamente
a minha idade e esta foi a primeira
vez que eu pude conferir a peça
ao vivo. Quase todo mundo já
viu, menos eu, então o que eu
digo de novo? Nada. Muitos disseram
que é ótimo, e eu digo: "é ótimo
mesmo!"
Dizem que é engraçado - e como
não dizer? Os grandes momentos
do espetáculo são quando Maestro
Pletskaia e Kraunus Sang dirigem
a platéia em cantos loucos,
palmas alopradas, "resmungos"
como plim, plom,
blém, blehhh (com
careta de língua) e coisas do
gênero (?!). A platéia
já conhece o repertório
do show, músicas como
Ana Cristina, Copérnico
e O drama de Angélica
eram acompanhadas pelo público
com canto, palmas e, não
seria diferente, gargalhadas.
Depois tem a já clássica descida
pela rampa do CIC - Centro Integrado
de Cultura. Maestro Pletskaia
e Kraunus Sang, quando termina
a peça, descem do palco, vêm
até a platéia e conduzem-na
para fora do teatro - e para
perto do ponto de vendas de
seus discos e CDs, não casualmente
- lembrando o Flautista de Hamelin.
A peça, assim, continua mais
um 'cadinho. Depois de (re)cantar
os maiores clássicos da Sbørnia,
os dois ficam à disposição do
público fazendo fotos, dando
autógrafos e muitos sorrisos.
Tangos e Tragédias é pura comédia.
E a Sbørnia com certeza é um
lugar fantástico.
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