|
O ambiente perfeito. Imagens
ontológicas na decoração única
do bar. A iconografia radiográfica
da música de importância das
últimas décadas. Própria para
um grande espetáculo. Tanto
é que o vocalista Beto Bruno
falou que não seria outro lugar
senão o John Bull para a apresentação
roqueira na ilha, nesta quarta-feira
chuvosa de primavera. Compondo
todas as imagens imortalizadas,
cenas distintas, emolduradas
passagens fantásticas, postadas
nas paredes da casa, a apresentação
do Cachorro
Grande na Ilha comprovou
que os caras, muito à vontade,
destacam-se pelo talento, criatividade
e presença de palco.
O show de lançamento do novo
CD Cinema marcou pela
presença do grande público.
Eclético, ávido, maduro e torpe
em conhecer mais. Cheio da verve
entusiasta de quem gosta de
música que mexe nos ossos. A
Cachorro sabe disso, sua música
não é a esmo e as novas canções,
poucas mostradas, tocam o som
que fez deles uma autêntica
banda de rock and roll. Sem
adornos ou recados. O som é
direto, rasgado e franco, mesmo
nas carregadas baladas, que
por serem carregadas, diferem
do pop que se ouve por ai.
A primeira parte do show, músicas
como Hey Amigo, Que
loucura e Dia Perfeito
saciaram a sede dos antigos
sucessos. Às saídas do forno
demonstram a preocupação da
banda com aprimoramento e experimentalismo
de sua arte. Destaque para participação
no palco de Rafael dos Acústicos
e Valvulados e de Matheus e
Samuel "Buca" da Lenzi Brothers
curtindo no meio da galera.
Noite boa. Sonzeira. Parabéns
ao John Bull e vida longa a
Cachorro Grande.
|