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Choppada da
Esag retorna às origens e volta
a ser uma pequena grande confraternização
universitária.
Todo
mundo sabe que a melhor parte
de entrar na faculdade são as
festas. Desde a primeira fase,
com os trotes e as festinhas
de confraternização para o pessoal
se conhecer melhor, até o tão
esperado baile de formatura,
o calouro sabe que ainda tem
muitos litros de chope para
agregar ao seu currículo acadêmico.
Mas o melhor de tudo é sair
da faculdade e ainda continuar
freqüentando e curtindo essas
festas, como se fosse um eterno
estudante. E foi assim no último
sábado (4/4) na Choppada da
Esag, realizada pela segunda
vez na arena externa do CentroSul.
Há 21 anos, quando
um grupo de esaguianos idealizou
uma confraternização para reunir
os acadêmicos do curso, não
imaginavam a proporção que o
evento chegaria. Hoje a Choppada
da Esag já se consagrou como
uma das melhores festas universitárias
do sul do país. Já trouxe grandes
bandas nacionais, como Papas
da Língua e Nenhum de Nós. Já
recebeu um público de 15 mil
pessoas. Já ocupou locais com
mega infraestrutura. Mas o sucesso
e a popularidade alcançada ao
longo dos anos acabaram deixando
de lado as características iniciais:
uma confraternização de universitários.

Sendo assim, desde
a última edição que os organizadores
escolheram voltar às origens
e fazer algo mais restrito e
personalizado. O local mudou,
os convites foram limitados
e vendidos entre amigos. O chope,
no entanto, continuou sendo
o principal atrativo. Para a
edição deste ano foram 1300
litros de chope, 3600 latinhas
de cerveja e 800 litros de suco
gammy (aquele que deixa a língua
vermelha e os meninos com jeito
de que passaram gloss na boca).
E mesmo que a ideia era fazer
algo de menor proporção, a festa
conseguiu reunir duas mil pessoas
numa tarde de sábado ensolarada
que durou até altas horas da
noite.
O repertório musical
ficou por conta do que está
em alta entre os jovens, sertanejo
universitário com a dupla João
Lucas e Léo, pagode com os meninos
do Em Cima da Hora, eletrônico
e até funk carioca sob os comandos
dos DJs Robson e Bruno Menezes.
E quem foi embora cedo, como
eu, perdeu o ponto alto da festa
quando a Bateria da Consulado
do Samba, escola campeã do Carnaval
2009, subiu no palco e
colocou todo mundo para sambar.
E essa foi apenas uma das atrações
surpresa preparadas pela comissão
organizadora. Nos intervalos
entre um som e outro ainda teve
escolha da Garota Choppada,
concurso de chope na caneca
gigante e concurso para ver
quem conseguia gritar melhor
o bordão "Gelaaaaada...".
Vale constatar
um fato que, para mim, foi inédito
e me chamou a atenção. Pela
primeira vez em uma festa eu
não tive que enfrentar filas
para ir ao banheiro. Já os meninos,
coitados, penaram esperando
dez, 15 minutos numa fila. A
partir daí só pude tirar duas
conclusões: ou o público masculino
era bem maior que o feminino,
ou os homens não vacilaram e
foram com muito mais sede no
chope e na cerveja!
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