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A menina meiga do início da
carreira se transformou em mulher
que sabe a força que tem.
Maria
Rita sobe ao palco da Pacha
para fazer o show do seu último
trabalho, Samba Meu,
e assim como pediu o poeta,
não deixou o samba morrer.
Em seu vestidinho prata brilhoso
mostrou suas curvas e pernas.
E que pernas!
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Mesmo com um
público resumido, provavelmente
devido à ameaça iminente de
temporal poucas horas antes
do show - que não chegou a cair
durante a apresentação - a cantora
colocou todos os presentes para
sambar. Até aqueles sem talento,
que não tiram o pé do chão,
arriscaram umas requebradas
da cintura e joelho.
Com duas horas de atraso para
iniciar o show, desculpou-se
pela demora, explicou que a
ventania da tarde estragou a
estrutura do palco, que precisou
de reparos. Mas como a espera
valeu a pena, as reclamações
param por aqui. Com muito samba
no pé e muito jingado, Maria
Rita se impôs no palco - que,
aliás, estava adornado
com um cenário colorido,
alegre, variando de acordo com
a música, mas sempre
majestoso - desfilou, dançou,
usou todo o poder da sua voz,
mostrou que é mais macho
que muito homem, e sem perder
a elegância. Cativou.
Ok, mais uma
reclamação, mas
dessa vez, voltada ao público.
A cantora se despede e sai do
palco. Quando volta para o biz,
encontra uma plateia quieta
que ficou ali, parada, esperando
o já sabido retorno.
Faltaram as palmas e os gritos
de "mais um". Fãs
de Maria Rita, só relembrando,
mesmo que todos saibam que o
artista vai voltar, é
sempre bom uma recepção
calorosa. Faz parte de um acordo
tácito entre público
e artista, para deixar o espetáculo
ainda mais glamouroso. Mas é
apenas um detalhe, afinal, ter
ido a um show, correndo o risco
de ter de enfrentar um temporal
já está valendo.
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