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Não
há elogios o suficiente para
descrever o show do rei Roberto
Carlos...
Mas, não precisava nos
fazer sentir como se fôssemos
simples plebeus. À distância
vimos o Rei, de longe sabíamos
que era ele, porque o telão
nos mostrava, se não houvesse
o telão nem distinguiríamos
o Rei; poderia ser até um sócia,
nem íamos saber.

Alguém
me disse que havia cadeiras
na frente do palco. Ingenuinamente,
achando que era para quem chegasse
cedo, fui para lá às
16 horas, quando cheguei já
havia muita gente e para minha
surpresa, as cadeiras não
eram para nós. As da frente,
aquelas bem pertinho do palco,
devia ser para convidados ilustres,
e algumas cadeiras ficaram vagas
- vai ver o convidado tinha
alguma outra coisa importante
para fazer do que ver o show
do Rei -, e só vimos porque
o helicóptero mostrou no telão,
mais atrás, as cadeiras dos
funcionários da RBS. 1.500 foi
o que disseram; a festa era
para eles afinal.
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Mas mesmo com
as 1.500 colocadas, quase ninguém
ficou sentado, já era longe,
dificil de ver e aquela multidão
à frente, sem contar
que o terreno era mais alto,
ficou quase impossível de ver
o palco, e nem os gritos de
senta, senta, mobilizaram os
funcionários para que sentassem;
para a infelicidade dos 'meros
mortais', permaneceram de pé
o show todo. E olha que fiquei
bem no início da cerca que separava
as cadeiras, afinal fui cedo,
mas não tão cedo
quanto um grupo de idosas, que
estavam ao lado do som.
As senhoras, fãs
do rei - acreditem - chegaram
às 10 horas da manhã,
munidas de salgadinhos, águas
e cadeiras. Uma delas passou
mal meia-hora antes do início
do show, foi amparada pelos
gentis seguranças do show, ali
não voltou mais, até
acharam que ela foi para a ambulância
e depois a RBS colocou ela em
cadeira de algum funcionário,
mas duvido muito.
Para essas senhoras
ver o Rei era um sonho, mas,
mais ouviram do que viram. A
RBS fez uma festa para seus
funcionários, uma festa com
muito champanhe, salgadinhos,
muita cerveja... tadinha das
velhinhas comendo salgadinho
desde às 10 da manhã,
mas tudo bem, fomos ver o rei.
Sem esquecer de elogiar os fogos
de artifícios, um espetáculo.
Não queria ser tão crítica,
a RBS teve boas intenções, mas
como diz o ditado de boas intenções
o inferno tá cheio.
Mas fica uma opinião,
quem sabe para a festa de 40
anos poderiam separar as festas,
uma para funcionário e outra
para o povo, e para cada qual
o devido respeito.
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