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Festa embalou
com muito rock/pop e desanimou
com som mal equalizado.

Geralmente no
sábado à noite de qualquer pessoa,
não importa a idade, é feita
uma programação toda especial.
Uns pensam em namorar, ir a
um cineminha curtir aquele filme,
outros preferem ficar em casa,
fazer um luau ou ir para uma
boa festinha mexer o esqueleto.
Eu, como um exigente festeiro
que sou (mas me desconstruindo
de tantas exigências assim),
resolvi ir mexer o esqueleto
na Rocket, neste último
sábado (31), lá no Hi-Fi, na
Trindade.
Só pra você entender,
caro leitor, a Rocket,
organizada por Tiago Franco
- conhecido como o pai da Devassa
- é uma festa regada a muito
rock and roll e alguns clássicos
do rock/pop. Sucessos da banda
Nirvana e do Guns N' Roses foram
alguns dos sons que ouvimos
durante a noite. Além dos shows
dos DJs Ju Baratieri, Tiago
Franco e da queridíssima Manu,
teve também apresentação da
banda - com o som rock de garagem,
synthpop e new wave
- Copacabana Club, de Curitiba/PR.
A banda, dona do EP King
of the Night, é composta
pela notável vocalista Camila
Cornelsen, que chegou com os
olhos pintados de laranja, Alec
Ventura, multiinstrumentista
e guitarrista, Lulli Frank,
guitarra base, e Tile, no baixo.
Não sabemos ao certo o que ocorreu,
mas a casa ou o som - talvez
- não tenha oferecido estrutura
pra suportar tantas guitarradas
e sintetizadores.
Eu confesso a
vocês que fiz força pra entender,
em cada cinco segundos, uma
frase da vocalista, porque não
se entendia 5% das palavras.
Tinha momentos que só se ouvia
ruído. Algumas pessoas chegaram
a reclamar por não entenderem
o que se cantava, mas... Alguns
estavam ali somente pra pular
(e pularam!), e o que de fato
importava era a festa. De qualquer
forma, eu babei pra baterista
Claudinha Bukowski. Ela arrebentou,
deu um show à parte e
desceu o braço na batera. Para
a proposta que se pede para
as músicas da banda, o ideal
mesmo é uma baterista como ela.
Eu vibrei!
Enfim... No conjunto
da obra, tava bom demais! Mas,
o som da banda, não. E pra quem
não entende dessa complexidade
que é fazer som pra uma banda
de pop-rock como a Copacabana,
que usa bastante sintetizador
em suas melodias, é um prato
cheio pra não gostar do negócio.
No mais, por mais que tecnicamente
o som não tenha contribuído:
créditos para o esforço da Camila,
com seu charme marcante, a garra
da Claudinha na bateria (virei
fã), e o som eletrizante dos
dois rapazes da guitarra e do
homem de chapelão, no baixo.
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