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Grupo
fala sobre o sucesso do espetáculo
no TAC.

Foram duas horas de muito
humor e risada. Já quero começar
este texto fazendo uma recomendação:
Por favor, pelo amor de qualquer
coisa, vá um dia, pelo menos
um dia, assistir ao Teatro de
Quinta (T.Q). Você não vai se
arrepender e garanto: você vai
se dobrar e ter dor de barriga
de tanto rir; Até então eu só
ouvia as pessoas falarem, comentários
sobre a grandeza do espetáculo.
Digo grandeza porque o negócio
é de primeira, aliás, deveria
se chamar "Teatro de Primeira"
e não de quinta. (há há há dê
uma risada agora!). Tentei ser
engraçado com este trocadilho,
mas deixa com eles que a risada
é garantida: Milena Moraes,
Igor Lima, Malcon Bauer e os
convidados ilustríssimos, Daniel
Olivetto e Renato Turnes, que
fizeram dois dias de espetáculo,
no sábado (8) e domingo (9),
no Teatro Álvaro de Carvalho
(TAC), na Capital.
Breve histórico
do T.Q
Vamos lá... eu vou contar um
pouquinho da história desse
grupo: Certo dia, no primeiro
semestre de 2004, o Produtor,
Renato Cristofoletti (Criador
e Produtor do T.Q) idealizou
acerca de um grupo de teatro
que se apresentasse no formato
stand-up comedy - Um estilo
solo de contar piadas e de encenar.
O jeito "cara limpa", sem cenários,
criado no final do século XIX,
nos Estados Unidos. Já no Brasil,
na década de 60, quem fazia
o gênero era o ator e comediante,
José Vasconcelos - Pois então...
Cristofoletti resolveu se reunir
com o ator Paulo Vasilesco (o
cara que cede o corpo para que
a diva mór Zuleika Zimbábue
encarne) para a idéia do Teatro
de Quinta. Mas a grande questão
foi: Quem serão os componentes?
Bem, de acordo com fontes que
sabem tudo sobre T.Q, houve
uns desencontros nas reuniões
do projeto. No entanto, Cristofoletti
não desistiu. Continuo firme
e conseguiu agrupar, André Silveira,
Igor Lima, Graziela Meyer e
Gilbas Piva. Pronto. Formou-se
o esquadrão. A guerra começou
e estreou no mesmo ano, fazendo
uma apresentação que durou três
horas. É mole?! A partir daí
foi só sucesso. Desde a primeira
formação o único sobrevivente
da guerra é Igor Lima, que botou
a boca no trombone e disse -
"estou aqui no T.Q por uma fatalidade.
Hollywood ainda não me c hamou".
É. O cara não é fraco. Todo
o charme e sutileza de Milena
e o talento indiscutível de
Bauer, ocuparam os lugares de
Piva e Silveira, em 2005. É
perceptível que houve uma rotatividade
no elenco desde a estreia. "É
até bom que nós tenhamos uma
gama flutuante no elenco. Se
faltar um, ou não der para outro
comparecer, a gente chama um
de fora para substituição",
afirmou a atriz e produtora
Milena.
Público fiel
Confesso que foi minha primeira
vez com o Teatro de Quinta.
Mas pude perceber que há um
público fiel que não resiste
às apresentações, onde quer
que eles estejam, esse público
comparece mesmo. "Sempre que
posso, eu vou assistir. Dou
ótimas gargalhadas como se fosse
o meu primeiro dia com eles",
foi o que disse a estudante,
Cristini Moritz. Mas realmente,
até eles mesmos confessaram
que há uma grande abrangência
do público e uma procura também,
por isso há necessidade de sempre
ter personagens novos ou convidados.
"Tentamos não nos limitar. Estamos
inventando constantemente e
procuramos inovar para que não
fique cansativo para o público
que já assistiu uma vez", falou
e disse o único sobrevivente
Igor Lima.
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Participações
mais que especiais
Renato Turnes e Daniel Olivetto
foram os convidados super especiais
dessa curta temporada no TAC.
Como sempre muito engraçados
e irreverentes. Turnes, famoso
ator, diretor e roteirista do
premiadíssimo Ângelo, O Coveiro,
deu sua contribuição no show
com quatro personagens: Sinhômoça
- o protagonista, meio ou totalmente
gay, da nova novela das seis
de uma emissora redonda; o Tuiuiú
- um especial sobre a vida sexual
do pássaro, contado
pelo apresentador Igor Lima,
que deu uma de Sérgio Chapelin;
e Valéria - a apresentadora
de um programa de auto-ajuda,
que deixa qualquer um com auto-estima
lá em cima. Já aviso que o bordão
dela vai pegar: Vem viver Valéria!
O ator Daniel Olivetto também
deixou recado com uns personagens
marcantes: a simpática pré-candidata
ao Governo do Estado, Elza Furtado
- que apresenta propostas tentadoras
para a alta sociedade. Ela pensa
bem pequeno; O professor de
Psicanálise bem "equilibrado
das ideias"; e um apresentador
de um programa que sorteia um
camarada da platéia (vivido
por Malcon Bauer) em que ele
conta todas as mazelas que o
chifrudo, digamos assim, anda
vivendo, só que através de uma
canção. Olivetto é musical.
O Show
Foram 14 personagens. Não vou
destacar nenhum porque seria
injusto. Mas tiveram momentos
marcantes. A começar pela simpática
Mixirica, vivida por Milena,
que tem até um Hit meio funkeado,
mais ou menos assim: "Mixirica
eu eu eu, êêeu eu eu...". Com
direito a remix ao vivo e tudo.
Muito engraçado.
Uma alusão "assombrosa" do filme
O Chamado, por Igor Lima, que
necessita de coca-cola para
se comunicar. O contador de
poesias belas do Brasil, por
Malcon Bauer, que recitou: "Stephanie,
absoluta!". Já pode imaginar,
não é?! Teve também o Wellington
Luiz, interpretado por Igor
Lima, um fugitivo do Morro da
Costeira, que invade
o Teatro. O índio Moema, representado
por Bauer, que vive sendo enganado.
A autêntica Xuca marcou presença.
Versão mais sincera e verdadeira
de uma apresentadora infantil,
vivida por Igor Lima. E Maria
Marta, uma compulsiva que não
assume de jeito nenhum suas
compulsões. No final, um magnífico
número musical com os grandes
vencedores do Concurso de Dança
de Joinville: Os 5 Jackson.
Gente, muito bom mesmo. Eu comecei
a matéria recomendando e quero
terminar: Não deixe de ir ver
esses caras. Eles são demais.
Quero agradecer a todos esses
atores maravilhosos que me receberam
de braços abertos: Milena Moraes,
Igor Lima, Malcon Bauer, Daniel
Olivetto e Renato Turnês. Também
ao Gilbas, que estava por lá
e ao criador disso tudo, Renato
Cristofoletti. Em nome deles,
também agradeço ao Café das
Artes, Academia Superação, Lule
Dog, Vinil Filmes e Caleidostore.
É isso. Quando você ver algum
anuncio sobre o Teatro de Quinta,
vá, corre lá que o riso é garantido.
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