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Que delícia de show,
melhor dizendo, espetáculo!
A Vanessa
da Mata é sem dúvida alguma
uma das grandes, e, belas vozes
femininas brasileiras. No show
Perfumes de Sim ela encantou
todos os casais que estavam
na casa, e os solteiros também
- digo casais com mais ênfase
por que era a maioria. Nunca
vi tanta gente no Floripa, e
tantos 'parzinhos'.
Ela, magnificamente,
sobe no palco, descalça
com um vestido longo amarelo,
que ao rodar a saia me fez até
lembrar do canto Modinha
das Saias da Dulce, e o
que era amarelo ficou todo colorida
pelos tecidos internos da saia.
Como se não bastasse
o feitiço sonoro, os
seus movimentos de danças
africanas iluminavam os olhos.
Um espetáculo
que há tempos não
via. Com uma produção
cuidadosa, cenário impecável,
que carrega muitas energias
positivas e mensagens subliminares
de paz e alegria. Ao primeiro
olhar parece que a menina de
Alto Garças está em um
bosque com árvores de começo
de primavera com flores e rosas
brotando de galhos secos. Uma
paisagem que vai bem mais além.
No pedestal um buquê dava
o charme a mais.

Uma beldade, por
assim dizer. Presença de palco
que hipnotiza. Lá pelas tantas,
ela pede para todos se levantarem.
Mais do que óbvio! Aqueles
toques não mereciam pessoas
sentadas ouvindo. Já
em outra situação,
ela senta com as pernas cruzadas
como uma moleca que se prepara
para brincar na areia, e balançando
o corpo no ritmo da canção
Ainda bem joga teu feitiço
novamente. Também cantou algumas
músicas de outros compositores,
como Último Romance do
Rodrigo Amarante e Um Dia,
Um Adeus, Guilherme
Arantes.
A turnê que passou
por Floripa marca o lançamento
do primeiro DVD e CD ao vivo
da carreira, Multishow ao
Vivo, que faz uma miscelânea
de toda a sua produção: Sim,
Essa Boneca tem Manual e
Vanessa da Mata. Com
uma voz calma e serena, apresentou
a banda algumas vezes e são
eles: Davi Moraes (guitarras),
Donatinho (teclados), Stephane
San Juan (bateria) e Alberto
Continentino (baixo).

Fiquei sentindo
falta de algumas músicas
menos conhecidas e que só
os fâs mesmo sabem, mas
tudo bem. Precisamos nos acostumar,
já que é quase
unanimidade tocar apenas as
músicas mais 'tops'.
O que percebi é que a
matogrossense é absurdamente
linda, simpática, astral;
a voz é daquelas de raro
timbre, difícil de se
imitar.
Parabéns
à Ágere
que foi muito feliz na escolha
da atração. E
em breve, estou sabendo que
vem BNegão.
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