COLUNA
GUIA FLORIPA
Diário
virtual |
| As
informações contidas nesta coluna são de responsabilidade
dos
autores e não refletem, necessariamente, a
opinião do Guia Floripa.
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| "Que
viagem foi essa, brow!" |
21/11/2008
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Nossa Senhora
da Paz beijou a pele de Floripa
ontem com o Cordel do Fogo Encantado
no John Bull Pub.

Na fila de entrada
para o John Bull, quase chegando
na esquina, o contraste era
total. Uma das casas de rock
mais consolidadas da Ilha recebeu
nada mais, nada menos que Cordel
do Fogo Encantado.
Se fizéssemos
uma enquete, provavelmente,
bem mais da metade das pessoas
que estavam ali não freqüenta
o local ou nem mesmo conhece
a casa. Dreads e roupas
despojadas substituíram os usuais
modelitos de última moda. Mas
uma coisa não foi diferente:
a casa estava lotada. Já a energia,
com certeza, era outra - e o
cheiro também. É comum o questionamento
sobre qual categoria de música
eles se encaixam. E a verdade
é que Cordel do Fogo Encantado
é semelhante a nada mais que
Cordel do Fogo Encantado.
Uma mistura fantástica
de ritmos, que não se enquadram
em nenhum estilo específico.
Pular e "ser pulada"
ao som de A quebradeira
foi indescritível. Confesso
que senti saudades das minhas
botas! E mesmo munida de calçado
mais adequado para se misturar
à terceira fila, o pé
não ficou ileso. Nas
músicas mais agitadas,
surgem "movimentos de ondas
humanas". Bem diferente
de outros shows, em que pular
e se misturar nas energias é
sinônimo de incômodo.
Ali todos estavam em sintonia.
É impossível não
dizer o óbvio sobre os caras.
Eles são a denominação completa
do que se pode chamar de Artista.
O carisma e representação do
vocalista, José Paes de Lira,
a junção da música com o teatro,
a empolgação e a alegria das
pessoas fizeram do show um espetáculo
completo. Ou quase completo.
A verdade é que eles mereciam
um local bem mais apropriado.
Seus shows são sempre regados
de performances que precisam
de bastante espaço, o que não
havia ali. A acústica também
deixou a desejar. A voz de nosso
querido Lira ficou abafada.
Mesmo assim, a banda não decepcionou
os fãs e acendeu o fogo encantado
do Cordel.
Independente dos
pequenos problemas estruturais,
não há dúvidas de que o som
da banda balançou até mesmo
oo Beatles, Jimmy
Hendrix e Rolling Stones
pendurados nas paredes.
E viva Canudos!!!
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Aline Carrijo e Dani Medeiros
aline2586@gmail.com
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Divulgação
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| Ventania
mais uma vez deu um show
no luar do De Raiz |
17/11/2008
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O hippie viajante
deixou sua mensagem de ideais
de liberdade.
O cara é diferente,
"mutcho loco, locomélo"
e cheio de músicas de um CD
só. O dia todo foi de chuva,
mas São Pedro deu uma
trégua ao anoitecer.
O outro show feito pelo cantor
de São Tomé das
Letras (Confira
a coluna), em março,
estava bem mais lotado, mas
não tinha uma lua como
a da última quinta-feira.
Como era de se esperar, o maluco
começou a tocar já na madrugada.
O show estava bem intimista,
pouca gente, mas muita energia
boa. A lua cheia estava delirante,
havia uma auréola colorida impressionante,
dá até para fazer
uma analogia leiga de um arco-íris
em volta da lua. Bem viagem
de maluco, mas tudo bem. A verdade
é que noite já
valeu a pena pelo céu.
O show percorreu
todos os grandes sucessos de
Ventania: Cogumelos Azuis,
Só para Loucos (caretas não...),
A Malucada Pirou, Cama
de Micróbio, Maluco de
BR, O Diabo É Careta...
entre algumas outras.
Já o De
Raiz me surpreende a cada ida,
o palco está estruturado
mais no alto, uma grande e ampla
pista com algumas cabanas na
periferia, iluminação
bacana e cerveja bem gelada.
Timba e companhia merecem o
reconhecimento, a casa evoluiu
bastante. Além do visual
maravilhoso das dunas da Joaca,
claro.
O Ventania ganhou
tanto reconhecimento no Brasil
todo que até já
sentou na poltrona do Jô.
Uma surpresa para os que vomitam
a idéia de que os "micróbios"
são excluídos
da grande mídia. Confira
no youtube a entrevista exclusiva
que o Ventania cedeu ao Jô
Soares em agosto de 2007.
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Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Foto: Divulgação
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| Espetáculo
Vidas Divididas: até
onde você vai para
conquistar o sucesso? |
5/11/2008
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Peça
aborda a história de
três pessoas que buscam
"crescer na vida".
O único problema é
qual o preço disto?
Preciso concordar
com Walter Benjamim quando ele
afirma que o teatro é uma das
únicas formas de arte que mantém
sua aura intacta, já que a aura
depende do hic et nunc.
Sinto isto quando vou ao teatro,
ele não suporta reprodução alguma,
ali pode-se sentir claramente
o processo de criação original
e não uma reprodutibilidade
técnica. Assim foi o último
sábado no CIC com a peça
Vidas Divididas.

Dois grandes nomes
da dramaturgia nacional garantem
a direção e o
texto, que são assinados
por Marcos Paulo e pela portuguesa
Maria Adelaide Amaral, respectivamente.
No elenco, Henri Castelli, Antônia
Fontenelle e Fernanda Vasconcelos.
O choque inicial
dá-se no primeiro ato,
Marisete - interpretada por
Fernanda - levanta da cama só
de calcinha e, naturalmente,
se veste com uma camisa de Nelson.
Neste primeiro contato com o
público há olhares
arregalados de alguns mais conservadores.
O enredo conta
a história de três
pessoas - todos de origem pobre
- que trabalham juntas na mesma
empresa. Para ambientar o leitor,
vamos aos estereótipos
de cada personagem: Nelson é
executivo, egoísta e
só pensa em ser "alguém
na vida" e para conseguir
vale tudo; Marisete é
subsecretária do chefe
de Nelson, se veste de forma
estranha, não tem o português
correto e "fica" com
o Nelson, pelo qual ela é
apaixonadíssima; Gisele,
ou melhor, Gilberto adora ópera
e sonha com a cirurgia que libertará
o seu "eu" daquele
"negócio",
e para isso ela subloca o apartamento
para Nelson e faz shows em boates.
A dialética
que surge no decorrer do espetáculo
nos faz pensar na quantidade
de pessoas que se apropriam
da ideologia de Nelson para
crescer e obter sucesso. Nelson
usa as pessoas como se fossem
objetos descartáveis,
ele termina o relacionamento
com Marisete e, com seu mau
caráter, consegue ser
promovido, ganha um estágio
no exterior e ainda casa-se
com uma mulher rica. Mesmo assim
no final ele não está
feliz. Gisele torna-se amiga
de Marisete e ensina-a a ser
uma mulher elegante, educada
e culta. A trama se passa em
um único cenário,
com pouco efeito de iluminação
e algumas trilhas sonoras de
óperas e músicas
de Roberta Miranda, por exemplo.
O espetáculo
consegue arrancar algumas gargalhadas
da platéia e nos faz
refletir sobre as atitudes que
algumas pessoas adotam para
si como verdade; sendo cruéis
e falsos para conseguirem o
que querem. E você, o
que faria para ter sucesso nesta
vida? Vale a pena passar por
cima de toda a ética
social e bom senso? Fica a polêmica
e a realidade levantada pela
peça.
Asssita os
bastidores do espetáculo na
estréia em outubro:
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Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Foto: Divulgação
Vídeo: Rede
Globo
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| Fundação
Hassis: um museu de fruição |
4/11/2008
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“Um
dos mais inquietos artistas
plásticos que já tivemos...
senhor de uma carreira
em contínua mutação de temas
e formas, um experimentador
sempre quebrando o
dia de ontem, inconformando-se
hora após hora”
(Editorial de ô Catarina! Jan.fev.
2001).
Hiedy
de Assis Corrêa, o Hassis não
foi um artista qualquer. O homem
vanguardista com sede de senso
incomum é uma das grandes mentes
artísticas do estado.
Hassis ganhou
um Museu em sua homenagem que
reúne um acervo bem diversificado
e abrangente, que dialoga atentamente
com o público. A Fundação Hassis
em Itaguaçú é uma instituição
cultural que respira e inspira
arte. O "conteúdo"
da casa traz uma aura que nem
Walter Benjamim pode duvidar.
O artista viveu
e trabalhou ali de 1969 até
2001, ano de sua morte. Na sala
de entrada, o público é recebido
por pinturas em tela e uma porta
que "fala" mensagens
subliminares mudas e gritantes
ao mesmo tempo. A parede parece
uma obra inacabada, mas na realidade
foi pedido de Hassis deixar
o cimento prensado entre os
tijolos à vista. O muro
da frente é baixo e convidativo,
a casa de dois pisos também
nos trasmite a essência do artista.
Todo o rés-do-chão abrigava
o ateliê.
Claro que o local
sofreu algumas reformas para
se adaptar ao museu, mas mesmo
assim a estrutura está
intacta. Há sala de exposições
de longa duração e temporárias,
arquivo de fotografias, filmes
e documentos em papel, espaço
multimídia e sala de projeção,
espaço para oficinas de artes
plásticas, dança e teatro.
A Fundação abriga
o museu, arquivos, auditório;
promove oficinas, atividades
de difusão cultural como seminários
e exposições. Pelos cômodos
estão pinturas, desenhos, gravuras,
painéis murais, repoduções,
filmes, fotografias, obras em
papel e recorte e até esculturas.
Todas formadas entre 1944 e
2001. Além das obras imortalizadas
de Hassis, a Fundação abre espaço
para novas mentes inquietas
da arte catarinense contemporânea.
Para melhor entender
a vida e obra de Hassis pode-se
agendar visitas guiadas em que
um profissional conduz a leitura
de cada obra.
Entre na nossa
seção Cultura
> Museus >
Fundação Hassis e saiba
os horários de visitação.
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Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Foto: Divulgação
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| Gravação
do DVD ao vivo da Expresso
Rural no CIC |
31/10/2008
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Depois de 25
anos, uma das grandes bandas
dos anos 80 no estado retorna
em show único.

A música catarinense
ganhou mais uma produção de
qualidade na última quinta-feira:
Gravação do DVD ao vivo da banda
Expresso
Rural. A banda é considerada
um dos ícones do cenário
musical dos anos 80, e ainda
hoje, depois de 25 anos, carrega
uma legião de fãs para o seu
show. No ano de 1981 começa
a história deste grupo,
em 1995 eles resolvem parar
e a partir daí só
há participações
e shows especiais. Entre altos
e baixos, shows internacionais,
encontros e desencontros, acabam
se unindo novamente para novos
trabalhos. O reconhecimento
do público é unâmine.
No CIC lotado, entre uma poltrona
e outra, "entões" e remanescentes
mais novos curtindo um bom dedilhar
de viola e um grupo de amigos
que reafirmam a premissa do
poeta: "O tempo não pára".

No palco, a formação
original: Daniel Lucena (voz
e violão de seis cordas), Volnei
Varaschin (voz, guitarra, harmônica
e violão seis cordas), Paulo
Back (voz, contrabaixo e violão),
Zeca Petry (voz, guitarra, violão
12, violão nylon, cajon). Para
cantar Nas Manhãs
do Sul do Mundo e Dança
Molhada o baterista
Marcos Ghiorzi entra em cena,
ele que fez parte da primeira
formação e agora
mora em São Paulo. Para
substituir Marcos, Ricardo Malagoli
assume a bateria do Expresso
Rural. Nos sopros temos Tayrone
Mandeli tocando sax alto, sax
tenor e flautas - que participou
do primeiro e segundo CD. Com
certeza, em memória ali
no palco também estava
presente Márcio Correa
(teclados) - o músico
que acompanhou a banda desde
84 até o fim de sua vida
em 2006.

Inspirados na
música country, rock
rural e pop, o Expresso Rural
trouxe o gostinho das bandas
que não voltam mais. Suas letras,
ora românticas ora mais dançantes,
trazem uma mistura instrumental
e de vocais que impressionam,
difícil de serem copiadas.
Bem pudera! No palco, somente
grandes músicos. Já
ouvi dizer que o som deles era
uma grande novidade para o mercado
catarinense dos anos 80; creio
que continua sendo.
A platéia
cantou junto em várias
composições. Aliás,
o público está
de parabéns, barulho e alvoroço
não faltaram para o DVD,
que apresenta todos os grandes
sucessos em versões acústicas
dos três CDs já
gravados: Nas Manhãs
do Sul do Mundo (1983),
Certos Amigos (1985),
Ímpar (1988) e
Romance em Casablanca (1993).
Claro, que os extras serão
dignos de boas lembranças
para quem conhece o grupo desde
o início.
Assim, ficamos
na expectativa para ver o produto
final nas lojas e prestigiar
mais um trabalho desta banda
que permanece nos corações
de várias gerações.
Fica uma canção
para recordar este dia:
♪
Quando o coração teimar
que sim
O melhor é se deixar levar
Vai dar tudo certo com você
por perto
Me dando num beijo o dom de
voar.
Um dia eu quero voar ir longe
no céu
Buscar uma estrela pra te dar
Ah, meu amor vem me iluminar,
clarear meu dia
Muito prazer, meu nome é amor
Tudo que eu quero em tudo é
simples harmonia. ♪

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Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Ana
Corrêa
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| What's
Up no P12 Parador Internacional
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28/10/2008
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Muito glamour,
gente bonita, chuva, paisagem
exuberante e black music.

O que era para
ser um sunset acabou
sendo uma "party with
rain". Não pense que
o mal tempo desanimou a maioria
da raça. Bem antes das 15h a
entrada já estava lotada de
pessoas com guarda-chuva ou
não. Um atropelo na cabana de
entrega dos convites da lista
VIP. Várias pessoas amontoadas
na chuva, "empurra-empurra",
divisão de guardas-chuva
e tudo o mais. Saindo da cabana,
mais fila para entrar. As meninas
mais vaidosas, reclamavam aos
montes:
- Ai, minhas horas no salão!;
- Minha maquiagem está
borrando tudo!;
- Meu pé está
todo molhado...
... Enfim, já dá
para imaginar o desespero.
A festa, organizada
pelo Oculto, misturou em um
só dia o já conhecido hip hop
dos DJs Léo e Tuca (Oculto),
o som nativo do DJ Naomi com
a house music do DJ Leozinho
e a live percussion de Rodrigo
Paciornick. O projeto Leozinho
& Paciornick comemora 10
anos e sempre arrasta fãs por
onde passam (depois que você
ouve, percebe claramente o motivo).
Para completar, convidaram dois
MCs de peso: MC Lica de Porto
Alegre e MC Len da África do
Sul.
Uma pena que não
podemos usufruir de toda a estrutura
do P12, que lembra os grandes
day clubs do mundo. Além
da área coberta, há piscina,
praia artificial com cama, bangalôs,
espaço lounge, deck de frente
para a praia, restaurantes,
bares, espaço com spa, academia
de ginástica, quadras de esportes,
chuveiros, banheiros... um lugar
deslumbrante. A cada atração,
mais gente chegava num clima
gostoso de sabadão.
A última apresentação
ficou a cargo de Leozinho &
Paciornick. Deveras! A dupla
dá um show alucinante de musicalidade.
Uma mistura que é bem a cara
da arte contemporânea.
Fica a dica: a
próxima What's Up ocorre
dia 22/11 e apresenta show de
NegraLi e DJs Hadji, Léo e Tuca.
Lembrando que a festa também
comemora o aniversário do Léo.
Fique ligado na nossa Agenda
de Festas.
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Dani Medeiros
danielledemedeiros@gmail.com
Fotos: Marco
Cezar
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Veja tanta gente diferente
esperando pra a festa começar
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15/10/2008
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Seu Jorge
lota o Lagoa Iate Clube e coloca
o público para dançar
com com seu samba-funk-suingado.

Considerado uma
das maiores revelações da música
brasileira dos últimos tempos,
o menino de periferia que ganhou
o mundo veio a Floripa apresentar
o novo álbum: América Brasil,
o Disco. As expectativas
eram grandes. Logo no início
da semana, os ingressos de estudantes
haviam acabado, anunciando que
o público compareceria em peso
ao show do cantor carioca Seu
Jorge na última sexta-feira,
dia 10, no Lagoa Iate Clube.
No horário marcado para o início
do show a entrada do clube já
estava cheia de pessoas que,
ansiosas, quiseram chegar a
tempo para garantir o melhor
lugar para assistir a grande
atração da noite. E enquanto
o portão não abria, o relógio
avançava e o público ficava
ainda mais cheio de expectativas.
"Não entendo porque eles não
abrem logo, no convite está
marcado para começar às
21h30. Se soubesse teria chego
mais tarde ou traria um casaco
para ficar aqui nesse frio",
reclama uma das fãs.
De fato o clima
não estava dos melhores. Um
ventinho frio, daqueles que
só quem mora na Ilha conhece,
soprava forte e tornava aquela
espera não muito agradável.
Mas tudo bem, a causa era nobre.
Afinal estávamos todos esperando
a hora de cantar e dançar ao
som de Chega no Suingue,
Burguesinha, Pretinha
e tantos outros hits
que já estão na boca da galera.
Finalmente os portões abriram.
Para começar a noite, a dupla
Werner & Puel fez um showzinho
intimista no palco ao lado do
bar. Serviu para esquentar o
público e entrar no clima enquanto
o salão enchia. Já era quase
meia-noite e meia quando as
luzes do palco principal se
acenderam e Seu Jorge surgiu,
cantando seu primeiro grande
sucesso: Carolina.

Jorge Mário da
Silva, menino pobre nascido
em Belford Roxo, na baixada
fluminense, começou a carreira
musical ao lado da banda Farofa
Carioca. Mas só depois de seguir
a carreira solo que seu nome
entrou de vez para o rol de
cantores brasileiros que fazem
mais sucesso no exterior do
que no próprio país. O cantor,
compositor e instrumentista
embalou a noite com músicas
do disco novo, canções antigas
e até ensaiou um Maluco Beleza,
de Raul Seixas. E o público,
é lógico, foi ao delírio! No
meio das canções, um duelo de
pandeiros, três instrumentistas
numa disputa acirrada e com
muito humor. Pouco mais de uma
hora de show e Seu Jorge deixa
o palco com um gostinho de quero
mais. Voltou minutos depois
com um bis diferente: marchinhas
de carnaval com altas doses
de folia lembraram os bons tempos
dos bailes municipais. Houve
quem saiu desapontado porque
esperava mais. Houve quem vaiou,
talvez não estivesse
ainda em clima de carnaval.
Houve quem saiu satisfeito,
já que animação
e balanço não
faltaram.
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Lis Nascimento
Dani Medeiros
redacao2@guiafloripa.com.br
redacao@guiafloripa.com.br
Fotos: Otávio
Silva
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| O
Primeiro Round |
10/10/2008
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Sexta-feira
tem Clube da Luta na Célula:
preparem-se que o duelo só
está começando...

O palco torna-se
o ring e o soar do gongo
fica por conta da vibração do
público. All stars acionam
pedaleiras e sincronizam bumbo
e chimbal com as baquetas. O
cheiro de cigarro toma conta
dos ares, o que indica que a
Célula está lotada.
O
lugar é pequeno, literalmente
quatro paredes. Ali, todos se
encontram e as batalhas entre
bandas acontecem. Três grupos
por vez sobem ao palco, semanalmente,
a partir das 23 horas. O público
que entra à casa tem acessórios
punks ou convencionais,
piercing na sobrancelha
ou chapinha nos cabelos, all
star, salto alto ou coturno,
chapéu ou bandana, jeans
básico ou estilo inusitado.
Ao lado do viaduto
do bairro João Paulo, as noites
de sextas-feiras fazem ecoar
os versos que embalam a luta
pela afirmação musical na Ilha.
A semelhança com o filme não
está só no nome. Além do caráter
de resistência dos músicos,
as regras remetem àquelas impostas
pelo personagem de Brad Pitt
nas telas. Todos devem estar
por dentro do código do duelo
sonoro:
Regra
n° 1 -
Você faz suas próprias músicas;
Regra n° 2 - Você
faz suas próprias músicas;
Regra n° 3 - A festa
é toda sexta na Célula ;
Regra n° 4 - Os shows
duram 40 minutos;
Regra n° 5 - São
sempre três bandas e um
DJ;
Regra n° 6 - Quem
chegar até as 23h só paga
5 pila;
Regra n° 7 - Banda
que começar de palhaçada
não toca;
Regra n° 8 - Se
quer brigar vá para outra
festa, aqui a luta é outra. |
A união da classe
musical de Floripa é a nova
forma que o Clube
da Luta experimenta para
apresentar a música a quem se
dispõe a ouvir. Diante de tudo
o que não existia para os artistas
da cidade, as bandas locais
não se deixaram conformar e
tampouco se acomodaram com a
situação. Se outrora não havia
espaço e valorização, hoje as
perspectivas do sucesso não
estão aquém como estavam. "Infelizmente
os artistas musicais daqui têm
que lutar pra mostrar o seu
trabalho", diz o baterista Maurício
Alves, da banda Gubas e Os Possíveis
Budas.
Esta
necessidade alimentou a sede
pela luta, que está aí para
quem quiser encarar. Encontros
entre duas ou três bandas que
aconteciam aqui e acolá nas
noites de Floripa passaram a
ser parte de uma mesma idéia
em setembro de 2006. "O Marcinho
(banda Tijuquera) teve a atitude
de juntar isso", explica Jean
Mafra ao se referir aos projetos
Samambaia Convida, Circuito
Aerocirco e Berbiga's
Rock Night, precursores
do Clube da Luta. A partir de
então, a ousadia não ficou em
segundo plano: no Espaço Fios
e Formas, embaixo da ponte Hercílio
Luz, oito bandas passaram a
se apresentar freqüentemente
a fim de conquistar público
e um lugar ao sol.
Para o vocalista
Gustavo Barreto, que é músico
há 15 anos, a iniciativa é inédita
em Floripa e vem como resultado
de uma perspectiva de valorização
da produção artística local,
deficitária já há algum tempo.
"O Clube surgiu para que as
pessoas comecem a fazer sua
crítica musical e criem um sentido
de identificação com a música
produzida aqui", Gustavo afirma.
Hoje, são 16 bandas
integrantes do Clube
da Luta. Samambaia Sound
Club, Gubas e os Possíveis Budas,
Jeremias sem Cão, Aerocirco,
Maltines e Andrey e a Baba do
Dragão de Komodo estão entre
elas, que se alternam em apresentações
na nova casa do projeto, a Célula
Cultural. Os duelos contam com
os solos de guitarra e com performances
animadas reveladas de acordo
com o estilo.
Para se aquecer
do frio, valem desde requebradas
de quadris nos sons mais grooves
até as chacoalhadas de cabeça
acompanhando os sons mais rock
and roll. Aqui vale a analogia:
o lugar tem se tornado a célula
embrionária da música em Floripa.
Um dos produtores dos eventos
do Clube, DJ Zé Pereira, observa:
"é preciso que as pessoas de
Santa Catarina reconheçam que
aqui tem música de qualidade".
Seja por meiose
ou mitose, a música ali se reproduz
e vence o espaço da membrana
celular: no mês de aniversário
de dois anos do projeto, a luta
recebeu uma nova aliada para
divulgação. No início de setembro,
uma parceria com a emissora
MTV foi selada oficialmente
no show de lançamento do CD
ao vivo da Aerocirco. Com a
crescente presença de apreciadores
na Célula e com a projeção que
os que os lutadores vêm atingindo,
uma coisa é certa: o primeiro
round já tem um vencedor.
Veja também:
Jean
Mafra Entre-Música
- uma entrevista com o vocalista
da banda Samambaia Sound Club.
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Arielli Secco
arielli.secco@gmail.com
Texto e Fotos
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| Dazaranha
estréia nos palcos do Nação
Balanço |
6/10/2008
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Excelente
música, noite fresca,
Nação Balanço,
amigas, dança, alegria
e alto astral... esta foi a
noite de sexta-feira.

O projeto que
ocorre toda sexta-feira no Drakkar,
ali no Centrinho da Lagoa, recebeu
a banda Dazaranha.
O clima deixou a noite ainda
mais perfeita para uma boa balada:
ar fresquinho e Lua Crescente
surgindo por entre as nuvens.
Daza com Nação
Balanço? O que poderia
resultar desta mistura? A pergunta
é complexa, mas a resposta
é natural. Simplesmente
uma noite de muita energia positiva.
O
Drakkar foi reorganizado e ficou
bem melhor, com mais espaço.
Muita gente bonita, animada
e aberta para as experiências
de uma noite de primavera não
tão quente. A casa lotada
reuniu pessoas de todas as idades,
todos com muito gás.
Um povo que curte dançar,
cantar, sambar, rebolar e o
mais importante, se divertir.
No palco, Daza arrasa sempre.
O público unânime nas cantorias,
todas as letras na ponta da
língua, afinal a Tribo
Daza não perde um show da banda.
Um episódio que marca
esta paixão do público:
em uma das músicas o
microfone pifou. Acha que o
show parou? Nada. A galera continuou
o show com o gogó em
alta. Mais uma vez, fico impressionada
com a magnitude do som e da
energia. Nação Balanço com
Daza resultou em uma festa mais
do que animada, absolutamente
divertida.
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O
espetacular DJ Marcelo Pimenta
acreditou na idéia de uma
confraternização entre pessoas
que curtem cultura e arte de
forma mais ampla e com fé
em todos os santos; Pimenta
já caminha para o terceiro
ano do projeto Nação
Balanço. Então,
O NB torna-se um encontro de
raças, gente astral, do bem
e como pano de fundo bastante
musicalidade misturadas; bem
como uma colcha de retalhos
colorida. Toda a "urucubaca"
do stress do cotidiano
vai embora ao som de um sambinha
e suas vertentes. Tudo muito
bem mixado pelo DJ Pimenta,
que aliás acabou de chegar
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