Foi
do pensamento inculto do homem de argila humana crua, que
nasceu as estórias de que cavalos galopeiam pelos
ares, quando são atacados por mulheres bruxas em
atividades extra-terrenas, para chupar-lhes o sangue.
Contam
que no dia seguinte, os animais que foram atacados durante
a noite, e que galopearam pelos espaços siderais,
apresentam-se sangrando, e com nós indesátaveis
nas crinas e nos rabos.
Apontam
como responsáveis pelos atos demoníacos bruxólicos,
mulheres de suas comunidades, que são magras, feias
e sujas, e que apresentam um dente no céu estrelado
da boca e falam grosso quénem Homem gordo, nariz
aquelino, etc.
Na
ilha de Santa Catarina é muito comum o homem do interior
cercar os ranchos ou estrbarias onde recolhem o seu gado,
com redes de pescaria usadas, porque as bruxas também
os chupam, acreditam, dentro da noite.
Hoje,
no século vinte, a madame ciência afirma que
quem faz os cavalos galoparem é o morcego, transmissor
da raiva, não pelos ares, mas sim, campo a dentro.
Ora
vejam, meus amigos,
Que nesta Ilha encantada,
Até bruxas são astronautas,
Que pilotam cavalhada.
Na
bonita praia do Rapa,
De aguá azul e saborosa,
Elas entram de biquini,
E saem cobertas de rosas.
Franklin Joaquim
Cascaes/Ilha de Santa Catarina