Folclore: Bernunça

Brincadeiras de Boi Proibidas


Dicas de Cultura

  • Museu O Mundo Ovo de Eli Heil

    Museu O Mundo Ovo

    O Museu O Mundo Ovo de Eli Heil guarda o numeroso acervo particular de Eli Malvina Heil, artista catarinense consagrada...
    Leia Mais

  • Marque - Museu de Arqueologia e Etnologia

    MArquE

    O Museu de Arqueologia e Etnologia da Ufsc (MArquE) abre as portas para a comunidade, convidando todos para conhecer um...
    Leia Mais

Dentre as manifestações folclóricas mais praticadas pelo florianopolitano, destacam-se as chamadas Brincadeiras de Boi, que demonstram o caráter eminentemente rural do açoriano aqui aportado, que, ao contrário do que se poderia imaginar, liga-se sob este aspecto mais à terra do que ao mar. Mas algumas das tradições com bois são proibidas por lei. Seguem as brincadeiras que não podem mais ocorrer, caso saiba de algo você pode denunciar.

Farra do Boi

A Farra do Boi é uma das manifestações mais polêmicas não só em Florianópolis, mas em todo o litoral de Santa Catarina. Trazida há mais de 200 anos, o folguedo acontece com mais intensidade durante a Quaresma. O boi, posto em “liberdade”, é perseguido nas ruas e no mato, ou em mangueirões, até esgotarem suas forças. Os participantes tentam de todas as formas irritar o boi para manter a brincadeira. O boi é sacrificado e sua carne é repartida.

A prática da Farra do Boi é considerada crime em todo o país desde fevereiro de 1998, como está transcrito abaixo:

Lei Federal nº 9.605, de Fevereiro de 1998 : Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

Capítulo V – Dos Crimes Contra o Meio Ambiente
Seção I – Dos Crimes Contra a Fauna
Art. 32: Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exótico.
Pena: Detenção, de três meses a um ano, e multa.

Boi de Campo

Boi de Campo é uma brincadeira ainda hoje muito popular em Portugal e na Espanha, e consiste em soltar um boi bravo nas ruas de pequenas vilas do interior. A população se transforma em massa de toureiros, que demonstram suas habilidades à frente do animal, substituído por outro, quando o esforço físico dispendido lhe tira a agressividade.

No fim do dia, o boi é morto e sua carne é distribuída entre os que se cotizaram para comprá-lo no início da brincadeira. Esta manifestação é proibida pelas autoridades policiais e, por esta razão, está em vias de extinção.

Até 1997, quando o Supremo Tribunal Federal proibiu a prática, o Boi de Campo era muito comum durante a Semana Santa, em Santa Catarina. A brincadeira se baseava em escolher um boi, enfurecê-lo e, só então, jogá-lo na rua – normalmente em lugares com mato por perto -, para que os participantes pudessem se divertir. A diversão incluía atacar o animal e, quando esse, já exausto, não correspondia às provocações, buscava-se outro para que a festa continuasse.

No Sábado de Aleluia, o boi era recolhido e, no Domingo de Páscoa, sacrificado para que sua carne fosse repartida entre os “sócios da farra”. Era o fim de uma festa e início de outra, em que os familiares se reuniam em um grande churrasco para compartilhar as experiências dos dias anteriores.

Boi de Vara

O Boi de Vara é semelhante ao Boi de Campo. A diferença é que, nesta “brincadeira”, o pescoço do animal é preso por uma corda, que possui a outra extremidade amarrada na ponta superior de uma vara de bambu. O boi movimenta-se de acordo com a flexibilidade do bambu, e os vaqueiros exibem sua perícia aproximando-se o máximo que a prudência recomenda. A tradição diz para irritar o boi para que ele tente atacar o boneco de pano que é amarrado na vara. Mas o boi nunca consegue, pois a vara sempre volta a sua posição original. Quando ele fica exausto, os participantes matam o animal e a sua carne é dividida entre todos. Atualmente é uma prática proibida pelas autoridades policiais, devido à crueldade.

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade