MITO
E MAGIA
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Esta
página é baseada no universo mágico de Franklin Joaquim
Cascaes. Franklin Cascaes, em mais de trinta anos de trabalho,
reuniu uma grande quantidade de informações
sobre o folclore em Florianópolis através
de pesquisas e entrevistas com antigos moradores da Ilha.
Coleção Professora Elizabeth Pavan Cascaes.
Museu Universitário Professor Osvaldo Rodrigues Cabral
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...esta
ilha, antiga Nossa Senhora do Desterro, mergulhava até
há bem poucos anos atrás nas brumas das lendas de seres
imaginários: boitatás, lobisomens, fantasmas, feiticeiras,
bruxas e embruxados que arrastavam suas sinas nas horas
mortas da noite, pelas matas e na imensidão dos mares...
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A Ilha de Santa Catarina traz, junto com sua história,
as lendas de um lugar encantado e misterioso. São lendas
que falam de reuniões de bruxas, bruxas que atacam pescadores,
que roubam barcos, bruxas que bailam dentro de tarrafas
de pescaria e de vassouras bruxólicas.
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Bruxas dando nós em caudas e crinas de cavalos .Madame Estória conta que as mulheres bruxas costumavam,
para levar cabo suas malvadezas bruxólicas, roubar cavalos nos pastos e potreiros, fazê-los galopar pelos ares e dar nós indesatáveis nos rabos e nas crinas deles.
CASCAES / Ilha de Santa Catarina |
"Ilha
rodeada pelo incomensurável, o desconhecido que atrai e
assusta, batendo furioso contra as rochas e transportando
as bruxas em suas viagens noturnas sobre vassouras ou em
baleeiras roubadas dos pescadores." |

As
lendas contam sobre dois tipos de bruxas: a terráquea, bruxa
por opção própria, e a espiritual, predestinada, devido
ao fato de ser a primeira ou a sétima filha de um casal
sem varões. De acordo com a tradição, para se evitar essa
maldição, a irmã mais velha deve batizar a mais nova.
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O
Boitatá
"Este
Boitatá esta passeando sôbre a Ilha de Santa Catarina.
É
meia-noite. Ele esta apreciando, lá de riba as sessentas
praias que ela possue, brancas quiném jasmim. |
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Para
afugentá-lo a pessoa que o avista deve chamar a outra
que estiver mais perto e gritar assim: zenobra trás a
corda do sino mode amarrar o boitatá que ele anda por
aqui. Ele
foge imediatamente do mundo fascinante da fantasia humana".
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Franklin
Joaquim Cascaes
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Já
os lobisomens apareciam com muitas formas. E a transformação,
segundo os ilhéus, era assim. Diziam que no meio da noite,
o sujeito ia até o lugar onde um animal estivesse deitado.
Qualquer animal: cachorro, boi, vaca, porco. Ele então levantava
o animal, tirava a roupa e rolava no chão, no calor do outro
animal. Aí ganhava a metamorfose de lobisomem, porque ele
nasceu com aquele instinto de ser lobisomem, porque ele
já tinha toda a propensão.
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- Leia
os contos de Franklin Cascaes:
Balanço Bruxólico
Nossa Senhora, o linguado e o siri
A Bruxa metamorfoseou o sapato
Balé das mulheres bruxas
Mulheres bruxas atacando cavalos
O Boitatá
Mulheres dando nós em caudas
e crinas de cavalos
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