Museu Historico - Fachada

Museu Histórico de Santa Catarina Palácio Cruz e Sousa


Dicas de Cultura

O sobrado colonial foi construído pelo governador Brigadeiro José da Silva Paes com o objetivo de torná-lo o Palácio do Governo do Estado.

A exata data da construção é desconhecida, mas há registros do prédio no ano de 1785.

O Palácio foi palco de diversas solenidades e acontecimentos políticos e militares, dentre eles visitas dos imperadores Dom Pedro I e II. O “Palácio Rosado” foi o berço de Afonso Escragnolle Taunay, filho do então presidente da província, o Visconde de Taunay.

Aderbal Ramos da Silva também nasceu no Palácio, e mais tarde se tornou um dos governadores do estado de Santa Catarina.

Do casarão Colonial ao Museu

A casa do governo nem sempre manteve a mesma arquitetura. Na construção, os detalhes portugueses e açorianos eram visíveis e a cor do prédio era branca, o que denotava a simplicidade do colonialismo. Em 1785, o prédio era dividido em três seções e dois pavimentos.

No século XIX, a casa ganha um olhar moderno e perde a simplicidade de casarão. Ampliada em 1977, é acrescentada a arte do neoclassicismo. Em 1979, o edifício foi rebatizado de Palácio Cruz e Sousa, uma homenagem ao poeta catarinense de mesmo nome. Cinco anos mais tarde, o Palácio é tombado como Patrimônio Histórico de Santa Catarina e passa por nova restauração.

Em 1986, o local é reaberto e se torna o Museu Histórico de Santa Catarina Palácio Cruz e Sousa.

Panorama Atual 

Em 2005, foram reiniciadas restaurações nas pinturas decorativas das paredes internas e dos forros de estuque. Na entrada do palácio, o visitante pode observar três estátuas em mármore: a principal simboliza a federação Brasileira, as outras, a Europa e América Latina.

As escadarias em mármore de Carrara levam ao segundo piso e conotam a clareza, o equilíbrio e a medida da antiguidade clássica. Uma homenagem no teto acima das escadas é feita aos municípios mais antigos de Florianópolis, florões com os nomes de Palhoça, São José e Santo Amaro da Imperatriz estão lá.

A vontade de cada habitante que residiu no palácio trouxe diferentes estilos à residência, que ganhou claraboias no telhado, desenhos de gesso em cada sala, marchetaria com influência açoriana nos assoalhos, cada um com simbolismos específicos: na sala de músicas, anjos com partituras e instrumentos. Na sala de jantar, frutas e flores. No salão nobre, armas do estado.

Além de estátuas de bronze que fazem alusão à maçonaria, à agricultura e à indústria. A cor branca saiu e o Palácio Rosado, como é conhecido, ganhou o tom que prevaleceu até hoje. Assim, o ecletismo é a melhor forma de definir a arquitetura no Museu Histórico de Santa Catarina.

Atualmente, o antigo palácio também abriga o centenário Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Na sala Martinho de Haro, ocorrem lançamentos e exposições sobre arte e história.

 Memorial no Jardim

A principal entrada do Museu Histórico de Santa Catarina é pela Rua Tenente Silveira, as portas de vidros jateadas com o nome do Museu dão às escadarias, e logo a um jardim. Ali, também foi inaugurado um memorial ao poeta Cruz e Sousa, no dia 6 de maio de 2010. Os restos mortais estão depositados em uma lápide na parede do espaço projetado para receber um futuro café. Toda documentação sobre sua biografia está em uma sala no hall de entrada do museu.

Objetos

Móveis ao estilo de D. João V, a cópia do quadro da Primeira Missa no Brasil, de Victor Meirelles, violino, piano, uma caixa de música alemã estilo art nouveau e a primeira lâmpada elétrica residencial de Santa Catarina são algumas das peças em destaque no Museu.

Há apenas uma regra: no segundo piso o visitante é convidado a calçar uma pantufa, medida adotada para proteção e preservação do assoalho antigo.

Simbolista Poeta Cruz e Sousa

Nome de nascimento é João da Cruz e Souza, nasceu em 24 de novembro de 1861, na antiga Desterro. O pai era escravo e a mãe alforriada. Morou na casa do Marechal Guilherme Xavier de Sousa, onde recebeu uma educação exemplar, que em conjunto com a mente pensadora e abolicionista transformou a trajetória da própria vida. É classificado como um ícone do Simbolismo.

Conheceu muitos lugares pelo Brasil trabalhando com companhias teatrais. Atuou como diretor de um jornal, onde publicava artigos abolicionistas. O preconceito e a discriminação impediam o poeta de participar de círculos literários da época.

Casou-se e teve quatro filhos. Todos faleceram de tuberculose, o mais velho ainda alcançou os 17 anos. O poeta catarinense faleceu em 1898, na miséria, e a causa da morte também foi a tuberculose. Cada trecho dos poemas do artista traz sonoridades que despertam intensas emoções no leitor.

Encarnação

 Carnais, sejam carnais tantos desejos,
carnais, sejam carnais tantos anseios,
palpitações e frêmitos e enleios,
das harpas da emoção tantos arpejos…
Sonhos, que vão, por trêmulos adejos,
à noite, ao luar, intumescer os seios
láteos, de finos e azulados veios
de virgindade, de pudor, de pejos…

Cruz e Souza

 Residência e Comando

1747 -Brigadeiro José da Silva Paes. Primeiro governador da capitania de Santa Catarina. Ele mesmo envia uma carta ao Rei de Portugal pedindo a construção do Palácio do Governo.

1821 – O sistema muda, as províncias são as novas formas de governo no período imperial.

1823 – O primeiro presidente da província é Antônio Rodrigues de Carvalho, que tem como vice Floriano Peixoto.

1889 – Proclamação da República.

1895 a 1898 – Gestão de Hercílio Luz.

1898 – Morte do poeta Cruz e Sousa.

1954 – Palácio dos Despachos – A morada dos governadores é transferida à Casa da Agronômica, mas o Palácio fica específico para comando.

1977 - É feita a primeira restauração e criado o Museu Histórico de Santa Catarina.

1979 – O prédio ganha o nome de Palácio Cruz e Sousa em homenagem ao poeta catarinense.

1984 – O museu é tombado como patrimônio histórico de Santa Catarina e iniciam-se novas restaurações.

1986 – O Palácio é reaberto após restaurações.

2005 – O prédio sofre novos reparos e restaurações.

2007 – O Museu recebe os restos mortais de Cruz e Sousa.

2010 – Inauguração do Memorial no Jardim ao poeta Cruz e Sousa.

Endereço, Visitação e Contato

Palácio Cruz e Sousa - Museu Histórico de Santa Catarina – MHSC – Praça XV de Novembro, 227 – Centro.
Terça a sexta-feira, das 9h às 17h (Os horários de abertura dos portões continuam os mesmos: das 10h às 18h). Sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.
R$ 5. Alunos e professores de escolas da rede particular pagam R$ 2. Gratuito, mediante comprovação, para crianças de até 5 anos, alunos e professores da rede pública de ensino (municipal, estadual e federal), brasileiros maiores de 65 anos e guias turísticos. Aos domingos a entrada é gratuita para todos.
(48) 3028-8091 ou pelo site.


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