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Fpolis, 12/11/2002

Casamento Grego

Título Original: My Big Fat Greek Wedding
País: EUA
Ano: 2002
Duração:
96 min
Comédia Romântica/ Livre
Diretor
: Joel Zwick
Elenco:
Nia Vardalos, John Corbett, Michael Constantine, Laine Kazan, Andrea Martin, Joey Fatone, entre outros.


Crítica

O título original (My Big Fat Greek Wedding) assusta. Mas a tradução foi generosa e Casamento Grego é um dos poucos filmes no qual o nome em português ficou melhor. Além disso, o que parecia bobo foi sucesso de bilheteria e crítica nos Estados Unidos, chegando aqui com muito crédito e divulgação na TV.

O filme do desconhecido Zoel Zwick é sobre um tema farto de chistes: as diferenças culturais. Desde aquela velha história de fazer o estrangeiro dizer algo absurdo, enquanto ela acha que está elogiando, até divergências culinária: tudo é motivo de piada. Mas por incrível que pareça, o filme não cansa, o ótimo roteiro flui como acontece em poucas comédias.

A protagonista Tola Portokalos (Nia Vardalos - também roteirista) é daquelas mulheres que precisam "dar uma melhorada" para chamar atenção de um homem na rua. Além disso, vive para o trabalho e para os pais - a família é dona de um restaurante grego. Como não poderia deixar de ser, ela quer mudanças. Assim, mesmo a contragosto do pai, passa a freqüentar cursos de computação - o patriarca acha que ela já é "esperta de mais para uma garota".

Tal decisão marca a mudança na vida da moça, que passa se vestir nos padrões e usar maquiagem. Era o que faltava para chamar atenção do xeno (não-grego) Ian Miller (John Corbett - de Sex and the City). O problema é que a família só admite casamentos entre gregos.

Partindo daí você pode até pensar que é mais uma história sobre amores proibidos. Mas o cerne da história não é o amor, mas as famílias. As melhores partes são protagonizadas pelo ótimo Michael Constantine (o pai), quando é induzido pela mulher (Lainie Kazan) a tomar as decisões que ela (e a filha) querem. A mãe diz que "o marido é a cabeça, mas a mulher é o pescoço, que vira a cabeça para onde ela deseja..."

Casamento Grego merece o destaque que tem recebido por ser um filme independente, como orçamento baixo, atores pouco conhecidos, mas com um resultado que há muito não se via nas comédias românticas estadunidenses: a originalidade.



 

   

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