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O
título original (My Big Fat Greek Wedding)
assusta. Mas a tradução foi generosa
e Casamento Grego é um dos poucos filmes
no qual o nome em português ficou melhor.
Além disso, o que parecia bobo foi sucesso
de bilheteria e crítica nos Estados Unidos,
chegando aqui com muito crédito e divulgação
na TV.
O
filme do desconhecido Zoel Zwick é sobre
um tema farto de chistes: as diferenças
culturais. Desde aquela velha história
de fazer o estrangeiro dizer algo absurdo, enquanto
ela acha que está elogiando, até
divergências culinária: tudo é
motivo de piada. Mas por incrível que pareça,
o filme não cansa, o ótimo roteiro
flui como acontece em poucas comédias.
A
protagonista Tola Portokalos (Nia Vardalos - também
roteirista) é daquelas mulheres que precisam
"dar uma melhorada" para chamar atenção
de um homem na rua. Além disso, vive para
o trabalho e para os pais - a família é
dona de um restaurante grego. Como não
poderia deixar de ser, ela quer mudanças.
Assim, mesmo a contragosto do pai, passa a freqüentar
cursos de computação - o patriarca
acha que ela já é "esperta
de mais para uma garota".
Tal
decisão marca a mudança na vida
da moça, que passa se vestir nos padrões
e usar maquiagem. Era o que faltava para chamar
atenção do xeno (não-grego)
Ian Miller (John Corbett - de Sex and the City).
O problema é que a família só
admite casamentos entre gregos.
Partindo
daí você pode até pensar que
é mais uma história sobre amores
proibidos. Mas o cerne da história não
é o amor, mas as famílias. As melhores
partes são protagonizadas pelo ótimo
Michael Constantine (o pai), quando é induzido
pela mulher (Lainie Kazan) a tomar as decisões
que ela (e a filha) querem. A mãe diz que
"o marido é a cabeça, mas a
mulher é o pescoço, que vira a cabeça
para onde ela deseja..."
Casamento
Grego merece o destaque que tem recebido por ser
um filme independente, como orçamento baixo,
atores pouco conhecidos, mas com um resultado
que há muito não se via nas comédias
românticas estadunidenses: a originalidade.
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