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Fpolis, 29/10/2002

Códigos de Guerra

Título Original: Windtalkers
País: EUA
Ano: 2002
Duração: 135 minutos
Aventura / 14 Anos
Diretor
: John Woo
Elenco:
Nicolas Cage, Adam Beach, Peter Stormare, Noah Emmerich, Mark Ruffalo, Brian Van Holt, Martin Henderson, Roger Willie, entre outros.
Site Oficial


Crítica

Em se tratando de ação, John Woo é sem dúvida um dos melhores diretores de Hollywood da atualidade. É o que mostra em Missão Impossível 2 e agora em Códigos de Guerra. Mas quando a análise passa também pelo humano, como em quase todo filme sobre guerra, Woo é um fracasso.

Códigos de Guerra não é um bom filme. Apesar das seqüências de batalhas serem bem feitas, sempre fica um vácuo. E termina sem parecer que a história se resolveu.

Nicolas Cage é o sargento Joe Enderes, um fuzileiro que é ferido no início, fica cheio de traumas, mas faz de tudo para voltar à peleja. Ao retornar, é colocado no posto de "protetor do código". O marketing do filme, aliás, foi todo feito em Cage e no tal código baseado na língua dos índios Navajos. Através dele se comunicavam os soldados na Segunda Guerra, na campanha do Pacífico, em 1944, sem a possibilidade dos japoneses decifrarem.

Para os que esperavam uma análise profunda da utilização do código fica a decepção. A história apresenta sim o fato de índios recrutados nos EUA, que cantam o hino daquele país e o defendem como se, para eles, fosse a coisa mais importante. Mas tudo é feito de maneira politicamente correta e o filme perde muito por isso. É tudo muito falso.

Há uma ou outra piada racista feita por soldados brancos, mas todos acabam ficando muito bonzinhos. Um deles conta que, quando pequeno, via seu avô caçando "índios como se fossem esquilos". Pondera, ao pensar que hoje luta aliado a índios: "será que daqui a uns 50 anos não estaremos bebendo com os japoneses...".

Cage está bem, há quem diga que exagerou um pouco no sofrimento. Creio que a atuação foi na medida certa para o drama retratado. Christian Slater, que faz outro soldado guarda código (Ox Anderson) pouco aparece. Mas faz o suficiente para protagonizar uma das mais belas cenas do filme, acompanhando com sua gaita o Navajo que tocava flauta.

Em suma, Códigos de Guerra é mais uma película sobre guerra, que lembra o Resgate do Soldado Ryan, só que muito pior. Woo talvez devesse ficar com filmes como Missão Impossível, nos quais tudo é realmente fantasia. Retratar somente as batalhas é diferente de fazer um filme sobre tudo o que envolve uma guerra.
 



 

   

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