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Título Original:
High Crimes
País: Estados Unidos
Ano: 2002
Duração: 116 minutos
Drama-Suspense/14 anos
Direção: Carl Franklin
Elenco:
Ashley Judd, Morgan Freeman, Jim Caviezel e Adam
Scott.
Página
Oficial |
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Há
quem diga que todos os filmes com Morgan Freeman
no elenco são muito bons.
Coincidência ou não, Crimes em
Primeiro Grau, que estréia nesta quarta
em Floripa, é o número dois nas
bilheterias dos Estados Unidos. Só fica
atrás de O Quarto do Pânico,
drama estrelado por Jodie Foster, que deve demorar
um pouco mais para chegar por aqui.
Além de Freeman, o drama policial conta
com Ashley Judd, que também foi parceira
do ator em Beijos que Matam.
A
história é de uma influente promotora
de justiça (Judd) em defesa de seu marido
(Jim Caviezel), acusado de um crime militar. Quando
descobre que um recém formado (Adam Scott)
é indicado como procurador no caso, percebe
que precisa de uma ajuda a mais. Aí é
que entra Freeman, um advogado militar aposentado,
que aceita ajudar na causa, motivado por um acerto
de contas pessoal com a hierarquia militar.
O ator veterano já foi indicado três
vezes para o Oscar e esteve no Brasil recentemente,
lançando seu novo filme no Festival de
Brasília.
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Quem
assistiu pode tirar duas conclusões, dependendo
da quantidade de vezes que tem ido ao cinema.
Se for daqueles cinéfilos de carteirinha,
vai achar que está vendo mais um drama-suspense
sobre julgamentos nos Estados Unidos e pode até
adivinhar o que irá acontecer. Quem vai
ao cinema de vez em quando provavelmente vai gostar
mais ainda.
No
início parece que você entrou na
sala errada, são cenas de guerra, distorcidas
e diferentes do típico cinema ianque. Mas
logo depois as imagens já são de
uma cidade nos Estados Unidos e aparece a advogada
Clarie Kubik (Ashley Judd), típica profissional
bem sucedida, dando entrevistas e sorrindo para
as câmeras da TV, contando mais um caso
em que foi vitoriosa. Mais parece uma estrela
de Hollywood antes da cerimônia do Oscar.
Tom Kubik (Jim Caviezel) é o marido ideal,
até ser brutalmente preso e capturado por
agentes do FBI. A cena extremamente exagerada,
na qual inúmeros agentes e até um
helicóptero são colocados para prender
um só homem já deixa clara a guinada
que dá a história.
Morgan
Freeman tem o papel sob medida para uma boa atuação
e, como sempre, se saiu muito bem. Ele faz o advogado
militar Charles Grimes que é beberrão,
usa brinco, está sempre despenteado e anda
de Harley Davidson. Imperdível para os
fãs de Freeman.
Uma
das idéias do diretor Carl Franklin é
mostrar a vida planejada da sociedade atual, quando
até a hora do dia para fazer um filho é
cuidadosamente calculada. O filme tem até
um certo tom de cinema-denúncia, bem discreto,
tratando dos bastidores de uma guerra.
O
que torna a história comum são alguns
clichês utilizados em suspenses. É
como levar um susto mais de uma vez até
não se intimidar mais. Outro ponto indolente
é o dos personagens que surgem do nada,
para confundir o espectador, mas acabam ficando
perdidos na história. Há também
uma parte em que há um excesso de sentimentalismo
que não convence.
A
película, em geral, vale a pena. A história
prende quem assiste e também surpreende.
O roteiro vai melhorando a partir do momento em
que o inesperado acontece, quando o filme já
estava ficando cansativo.
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