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Fpolis, 30/04/2002

CRIMES EM PRIMEIRO GRAU

Título Original: High Crimes
País: Estados Unidos
Ano: 2002
Duração: 116 minutos
Drama-Suspense/14 anos
Direção
: Carl Franklin
Elenco:
Ashley Judd, Morgan Freeman, Jim Caviezel e Adam Scott.
Página Oficial
Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma

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Há quem diga que todos os filmes com Morgan Freeman no elenco são muito bons.
Coincidência ou não, Crimes em Primeiro Grau, que estréia nesta quarta em Floripa, é o número dois nas bilheterias dos Estados Unidos. Só fica atrás de O Quarto do Pânico, drama estrelado por Jodie Foster, que deve demorar um pouco mais para chegar por aqui.
Além de Freeman, o drama policial conta com Ashley Judd, que também foi parceira do ator em Beijos que Matam.
A história é de uma influente promotora de justiça (Judd) em defesa de seu marido (Jim Caviezel), acusado de um crime militar. Quando descobre que um recém formado (Adam Scott) é indicado como procurador no caso, percebe que precisa de uma ajuda a mais. Aí é que entra Freeman, um advogado militar aposentado, que aceita ajudar na causa, motivado por um acerto de contas pessoal com a hierarquia militar.
O ator veterano já foi indicado três vezes para o Oscar e esteve no Brasil recentemente, lançando seu novo filme no Festival de Brasília.


Crítica do filme

Quem assistiu pode tirar duas conclusões, dependendo da quantidade de vezes que tem ido ao cinema. Se for daqueles cinéfilos de carteirinha, vai achar que está vendo mais um drama-suspense sobre julgamentos nos Estados Unidos e pode até adivinhar o que irá acontecer. Quem vai ao cinema de vez em quando provavelmente vai gostar mais ainda.
No início parece que você entrou na sala errada, são cenas de guerra, distorcidas e diferentes do típico cinema ianque. Mas logo depois as imagens já são de uma cidade nos Estados Unidos e aparece a advogada Clarie Kubik (Ashley Judd), típica profissional bem sucedida, dando entrevistas e sorrindo para as câmeras da TV, contando mais um caso em que foi vitoriosa. Mais parece uma estrela de Hollywood antes da cerimônia do Oscar. Tom Kubik (Jim Caviezel) é o marido ideal, até ser brutalmente preso e capturado por agentes do FBI. A cena extremamente exagerada, na qual inúmeros agentes e até um helicóptero são colocados para prender um só homem já deixa clara a guinada que dá a história.
Morgan Freeman tem o papel sob medida para uma boa atuação e, como sempre, se saiu muito bem. Ele faz o advogado militar Charles Grimes que é beberrão, usa brinco, está sempre despenteado e anda de Harley Davidson. Imperdível para os fãs de Freeman.
Uma das idéias do diretor Carl Franklin é mostrar a vida planejada da sociedade atual, quando até a hora do dia para fazer um filho é cuidadosamente calculada. O filme tem até um certo tom de cinema-denúncia, bem discreto, tratando dos bastidores de uma guerra.
O que torna a história comum são alguns clichês utilizados em suspenses. É como levar um susto mais de uma vez até não se intimidar mais. Outro ponto indolente é o dos personagens que surgem do nada, para confundir o espectador, mas acabam ficando perdidos na história. Há também uma parte em que há um excesso de sentimentalismo que não convence.
A película, em geral, vale a pena. A história prende quem assiste e também surpreende. O roteiro vai melhorando a partir do momento em que o inesperado acontece, quando o filme já estava ficando cansativo.

 

   

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