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Guerra
nas Estrelas
Episódio II - Ataque dos Clones
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Título Original:
Star Wars Episode II - Attack of the Clones
País: EUA
Ano: 2002
Duração: 140 minutos
Ficção / Livre
Direção: George Lucas
Elenco:
Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen,
Christopher Lee, Samuel L. Jackson e Ian McDiarmid.
Site
Oficial |
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A
história se passa dez anos após
A Ameaça Fantasma e a pergunta é
a mesma: onde está Darth Vader, o grande
vilão de Guerra nas Estrelas?
A
galáxia vai de mau a pior: depois de anos
de decadência e corrupção,
a República está começando
a se fragmentar. O maior indicador é o
crescimento do Movimento Separatista, liderado
pelo Conde Dookan. Contra ele, o Conselho Jedi
une todos os cavaleiros para tentar manter a paz
no universo e, pela primeira vez em séculos,
os senadores consideram a possibilidade de montar
um Exército Republicano. Obviamente, isso
acabará em guerra.
Este
cenário hostil vai servir para George Lucas
inovar mais uma vez. É sabido que a primeira
trilogia foi um sucesso em termos de efeitos especiais,
levando os espectadores à loucura. Dessa
vez, os tais efeitos não devem parecer
tão especiais assim para quem assiste,
mas representa um avanço na maneira de
fazer filmes de ficção.
O
diretor, roteirista, produtor, e fazendeiro nas
horas vagas, gosta de alardear que o vídeo digital
é o futuro do cinema. Para Ataque dos Clones,
encomendou à Sony e à Panavision
uma câmera especial, de altíssima definição.
As duas mega empresas uniram forças e produziram
o equipamento necessário. Dessa maneira,
a maioria das cenas foram gravadas com fundo azul,
e os cenários, personagens estranhos e
outros elementos, foram adicionados depois, na
pós-produção. Com certeza
deve funcionar nos cinemas que possuem sistemas
digitais compatíveis com as produções
de Lucas, mas não dá para prever
como esse prodígio da evolução
se comportará em telas e áudios
antigos como os de Florianópolis e São
José.
Além
disso, apostar todas as fichas na digitalização
total de um filme é algo para quem pode.
Uma boa dica é a de que antes de entrar
em cartaz, o Episódio II de Guerra
nas Estrelas já tinha milhões
de espectadores garantidos. Em outras palavras,
a renda justificaria os gastos com pós-produção
e as chances de Lucas sair no prejuízo
seriam ínfimas. E outra fonte de lucro
está sendo aguardada: este longa-metragem
será uma espécie de portfólio
da Industrial Light & Magic, empresa de Lucas
especializada em efeitos digitais, e deve atrair
novos trabalhos para a indústria de Hollywood.
No
entanto, todo esse empenho em revolucionar a maneira
de fazer cinema não tem dado os melhores
resultados. Até o momento, a maioria das
críticas têm sido negativas. Uns
dizem que a história deixa a desejar, outros
dizem que os atores são medíocres,
mas todos concordam em uma coisa: não há
como comparar os dois novos episódios com
a trilogia antiga. O que parece para quem ainda
não viu o filme é que George Lucas
deixou órfãos vários fãs
de seu épico mitológico.
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George
Lucas passou por uma prova difícil em seu
treinamento Jedi deixando-se levar pelo Lado Negro
da Força ao realizar um Episódio
I quase inteiramente desvinculado da primeira
trilogia. Felizmente, ele ouviu o que críticos
e fãs bradaram em alto e bom som, o que
resultou em um Episódio II mais
próximo da saga iniciada em 1977.
Talvez
o exemplo mais claro disso esteja no núcleo
humorístico do filme, que "aposentou"
o ridículo Jar-Jar Binks e trouxe de volta
a dupla C-3PO e R2-D2. Enquanto aquele ser aquático
com jeito e sotaque jamaicanos agradava apenas
às crianças, a antiga dupla andróide
permite situações inusitadas que,
mesmo com idéias infantis, ficam muito
divertidas na concepção final.
Outra
decisão que agradou aos puristas da saga
foi a inserção de vários
elementos dos primeiros três filmes. Isso
era até esperado, uma vez que o Episódio
II está mais próximo cronologicamente
do Episódio IV. No entanto, o aparecimentos
dos tios que criaram Luke Skywalker em Tatooine,
as frases de efeito usadas anteriormente e até
mesmo a narrativa soam como uma volta às
origens e um repúdio à Ameaça
Fantasma.
Uma
diversão à parte é procurar
referências a outros filmes. As masi evidentes
são a estética de Blade Runner
na perseguição terrestre em Coruscant,
os casulos de Matrix na fábrica
de clones em Kamino e até mesmo a famosa
promessa de Scarlet O'Hara em Tatooine.
Quanto aos defeitos, o que se sobressai é
o dom que Lucas tem de transformar bons atores
em personagens sem expressão, bem como
o de tornar atores medícres em astros.
Assim como sir Alec Guinness teve uma participação
meramente ilustrativa na primeira trilogia, Samuel
L. Jackson e Cristopher Lee são engessados
numa atitude de impassividade, característica
primordial em um sábio Cavaleiro Jedi,
que não deve se alterar nem nas cenas de
ação. Ewan McGregor foi dispensado
desta sobriedade no que pareceu ser uma tentativa
de resgatar algo da personalidade de Han Solo,
como as tiradas engraçadinhas em momentos
de tensão. Mesmo assim, esta passa longe
de ser sua melhor atuação, além
de torná-lo muito pouco parecido com o
Obi-Wan Kenobi exilado em Tatooine.
Quanto a Natalie Portman e Hayden Christensen,
parece que seguirão à risca os passos
de Carrie Fischer e Mark Hamill: entrarão
para a história do cinema, serão
reconhecidos por seus personagens, mas não
irão muito além. Nem o espírito
guerreiro de Portman, nem os olhares de mau de
Chistensen salvaram os dois de uma atuação
pífia.
Para
piorar, Lucas reservou ao casal a pior parte do
roteiro: a história de amor mais xarope
já vista em um filme de ação.
O romance tem pinceladas de irrealidade quando
destina à mulher a parte racional e ao
homem a parte emocional. Além disso, os
diálogos poderiam ter sido melhor trabalhados.
A grande parte das falas não querem dizer
nada e não levam a lugar algum. Se Lucas
queria dar um amor avassalador ao passado do sombrio
Darth Vader, falhou bravamente.
O
roteiro também poderia ter trabalhado melhor
a idéia de Anakin Skywalker ser mais habilidoso
que Obi-Wan Kenobi. Fora as perseguições
em que Anakin mostra-se um melhor piloto que seu
mestre, essa característica do aprendiz
só é relatada em diálogos,
fazendo parecer arrogância juvenil. Aliás,
muitos sentimentos hostis transmitidos por ele
ficariam melhor em um adolescente de 14 anos de
idade do que em um futuro Jedi de 20. Mesmo assim,
um dos pontos altos do filme está reservado
à Skywalker, quando ele deixa-se levar
por sentimentos não condizentes com um
Cavaleiro Jedi e, ao fundo, ouve-se a Marcha Imperial,
música-tema de Darth Vader.
No entanto, uma coisa é certa: esse filme
vai dar muito o que falar em rodinhas de fãs.
O que mais interessa é que agora sabe-se
de onde a história vai partir e aonde ela
vai chegar, deixando margem à especulação
para os próximos acontecimentos. Inclusive
imaginar se Lucas se renderá de vez ao
Lado Negro da Força ou deixará de
ser um Padawan para tornar-se um Cavaleiro Jedi.
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São
poucos os personagens que acompanham os seis longas
da saga, mas a maioria que está neste episódio
já apareceu no anterior. Confira quem são:
Obi-Wan
Kenobi (Ewan
McGregor) :
Um dos mais importantes cavaleiros Jedi, tem
grande participação em Ataque
dos Clones. Viu seu mestre Qui-Gon Jinn
ser assassinado em A Ameça Fantasma
e prometeu a ele que ensinaria as artes Jedi
para Anakin Skywalker. Esta será sua
maior decepção, uma vez que ele
ainda vai ver seu pupilo sucumbir ao Lado Negro
da Força, provavelmente no Episódio
III, e ser morto por ele em Uma Nova
Esperança.
Anakin
Skywalker (Hayden
Christensen):
Em A Ameaça Fantasma era um garotinho
virtuoso, repleto de bons sentimentos que sabia
pilotar pods como ninguém. Os
três filmes dessa nova trilogia giram
em torno dele e de como se tornará o
monstruoso Darth Vader. Agora ele tem 20 anos,
não é tão disciplinado
quanto deveria, embora suas habilidades sejam
excepcionais, e vai ter um romance com a senadora
Padmé Amidala.
Padmé
Amidala (Natalie
Portman):
A ex-rainha de Naboo, que foi protegida por
Qui-Gon Jinn e Obi-Wan Kenobi em A Ameça
Fantasma, agora representa seu planeta no
Senado Galáctico. Sempre teve as melhores
intenções com relação
à República e passou os últimos
dez anos dedicando-se somente à política,
sem se preocupar com sua vida pessoal. A reaproximação
dela e Anakin deve mudar isso.
Yoda
(voz de Frank Oz): Um dos membros do Conselho
Jedi, conta com mais de 800 anos de idade e
experiência de sobra. Uma de suas habilidades
é sentir a presença do Lado Negro
da Força. Neste episódio, ele
suspeitará que um o Lado Negro está
por trás de uma conspiração.
Conde
Dookan (Christopher
Lee):
Foi o mestre de Qui-Gon Jinn, mas suas crenças
pessoais bateram de frente como Conselho Jedi.
Por achar que o Conselho não devia ser
tão servil à Repúplica
corrupta, renunciou sua condição
de cavaleiro há dez anos. Agora ele é
o cabeça do Movimento Separatista e vai
convencer muita gente a aderir à Reforma.
Senador
Palpatine (Ian
McDiarmid): A
essa altura do campeonato já não
é mais novidade que ele se tornará
o Imperador, única pessoa acima de Darth
Vader na primeira trilogia. Neste episódio,
deve continuar fazendo-se de lobo em peles de
cordeiro para conseguir o poder supremo.
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Com
quatro filmes da saga terminados, é inevitável
que o autor faça referências aos
outros episódios. Preste atenção
nas curiosidades que rolam na Internet e, quando
for ao cinema, veja se são verdadeiras:
- Esta
é a primeira vez que Yoda foi inteiramente gerado
por computador. Frank Oz foi chamado apenas
para ajudar na voz do personagem.
- Quando
Anakin e o Obi-Wan perseguem o assassino wannabe
de Padmé num bar em Coruscant, note que no vídeo
mais à direita está passando o
jogo Star Wars Episode 1 Pod Racers.
- As
guerras do clone foram mencionadas pela princesa
Leia durante seu discurso gravado a Obi-Wan
Kenobi através de R2-D2 em Guerra nas Estrelas
- Uma Nova Esperança, de 1977.
- Samuel
L. Jackson tem as letras "B.M.F." gravadas no
punho de seu sabre de luz. B.M.F. é a abreviação
para a expressão "Bad Mother Fucker"
e estava escrita na carteira de Jules, o personagem
de Jackson em Pulp Fiction.
- Quando
C-3PO diz "Parece que ele tem uma mensagem de
um Obi-Wan Kenobi. Mestre Anakin, você
sabe de que ele está falando?" faz uma
homenagem a suas próprias palavras sobre
a mensagem da princesa Leia para Obi-Wan Kenobi
em Uma Nova Esperança.
- A
cena final onde Amidala e Anakin olham para
o lago em Naboo com R2-D2 e C-3PO à direita,
é um reprodução da cena
final de Episódio V - O Império
Contra-Ataca, na qual Luke e Leia olham
de dentro da nave para o espaço com R2-D2
e C-3PO à direita.
- Anakin
Skywalker diz "Eu tenho um mau pressentimento
sobre isto" quando está amarrado na arena.
Estas palavras aparecem também nos Episódios
I, IV, V e VI.
- Quando
a nave de Anakin e de Padmé aterrisa em Naboo,
uma nave parecida com a Millennium Falcon de
Han Solo pode ser vista na plataforma de aterrisagem.
- Na
conversa que Anakin tem com Amidala antes dele
ir procurar sua mãe, são mostradas
as sombras dos dois. A dele parece com a de
Darth Vader.
- Obi-Wan
diz a Anakin: "Você será a morte
para mim". Efetivamente, em Uma Nova
Esperança, Obi-Wan é morto
por Anakin, já transformado em Darth
Vader.
- O
personagem Count Dooku teve o nome alterado
nas legendas em português para Conde Dookan.
Obviamente a pronúncia em inglês
continuou a mesma.
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