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Título Original:
The Scorpion King
País: Estados Unidos
Ano: 2002
Duração: 92 minutos
Ação/14 anos
Direção: Chuck Russel
Elenco:
Dwayne "The Rock"Johnson, Michael Clarke
Duncan, Kelly Hu, Steven Brand e Grant Heslov.
Página
Oficial |
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O
filme que estréia nacionalmente nesta sexta-feira
já provou ser bom de bilheteria. Pelo menos
nos Estados Unidos, onde foram arrecadados U$
36,2 milhões na semana de estréia,
quebrando o recorde no mês de abril, que
antes era de Matrix, com U$ 27,8 milhões
em 1999.
O motivo para tantos espectadores está
no astro principal, o campeão de luta livre
Dwayne
Johnson, conhecido como The Rock. Dizem que ele
é uma mistura de Steven Seagal com Arnold
Schwarzenegger e que veio para substituir o último.
Por aí já dá para imaginar
muita pancadaria e pouca história.
O guerreiro título da película teve
uma rápida aparição em O
Retorno da Múmia. Pelo jeito causou
boa impressão. Resta saber se aqui no Brasil
o filme terá o mesmo retorno. Creio que
só como entretenimento, e na falta de uma
opção melhor quem sabe...
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O
sucesso da estréia nos Estados Unidos deve
ter sido única e exclusivamente por causa
do fascínio daquele povo pelos seus campeões
de luta livre. O filme em geral não tem
nada que nunca foi visto, pelo contrário,
peca pela repetição. Mas também
não resta dúvida que a idéia
do diretor Chuck Russel (O Máskara)
não era fazer algo extraordinário,
que fizesse o público sair do cinema refletindo.
O Escorpião Rei é um bom
filme para assistir comendo pipoca...
Mathayus
(Dwayne "The Rock" Johnson) é
contratado para matar a feiticeira Cassandra (Kelly
Hu). Esta utiliza seus poderes para auxiliar o
tirano Memnon (Steven Brand) em suas estratégias
de guerra para expandir seus domínios.
Logo de início, Mathayus percebe que a
mulher não é digna de ser morta
por causa do déspota, passando então
a mudar seus planos. No caminho encontra Arpid
(Grant Heslov), um ladrão de cavalos que
é o "trapalhão" da história
e Balthazar (Michael Clarke Duncan), outro guerreiro
que acaba lhe ajudando.
Johnson
até leva jeito para o tipo de filme. Mas
tem ainda muito que aprender. O primeiro passo
certamente é melhorar sua "máscara".
A sobrancelha, por exemplo, está no mesmo
lugar o tempo todo, mostrando toda sua inexpressão.
Se bem que quem disse que "The Rock"
precisa ser expressivo? Ele tem tantos ou mais
músculos que Schwarzenegger e o carisma
que faltava em Stallone.
É tão carismático, aliás,
que até atrapalha um pouco. É permanente
a cara de bonzinho. A mesma impressão se
tem com Balthazar, principalmente para quem lembra
de seu papel em À Espera de Um Milhagre.
Mesmo com as cicatrizes por toda o rosto, o guerreiro
parece inofensivo.
O
resto é como uma espécie de Conan
- o Bárbaro, com alguns toques de A
Múmia e seu posterior retorno. Interessantes
são algumas lutas ao som de um heavy metal
bem diferente das trilhas de filmes como esse.
As fugas impossíveis, o herói que
sai ileso de batalhas com um exército inteiro,
a donzela protegida, e até beijos ao luar
são itens que não faltam. Parece
que até hoje nenhum diretor soube fazer
diferente. Se é que houve algum que tentou.
Afinal, parece ser esta a fórmula para
filmes como esse.
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