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Fpolis, 26/04/2002

O ESCORPIÃO REI

Título Original: The Scorpion King
País: Estados Unidos
Ano: 2002
Duração: 92 minutos
Ação/14 anos
Direção
: Chuck Russel
Elenco:
Dwayne "The Rock"Johnson, Michael Clarke Duncan, Kelly Hu, Steven Brand e Grant Heslov.
Página Oficial
Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma

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O filme que estréia nacionalmente nesta sexta-feira já provou ser bom de bilheteria. Pelo menos nos Estados Unidos, onde foram arrecadados U$ 36,2 milhões na semana de estréia, quebrando o recorde no mês de abril, que antes era de Matrix, com U$ 27,8 milhões em 1999.
O motivo para tantos espectadores está no astro principal, o campeão de luta livre Dwayne Johnson, conhecido como The Rock. Dizem que ele é uma mistura de Steven Seagal com Arnold Schwarzenegger e que veio para substituir o último.
Por aí já dá para imaginar muita pancadaria e pouca história.
O guerreiro título da película teve uma rápida aparição em O Retorno da Múmia. Pelo jeito causou boa impressão. Resta saber se aqui no Brasil o filme terá o mesmo retorno. Creio que só como entretenimento, e na falta de uma opção melhor quem sabe...


Crítica do filme

O sucesso da estréia nos Estados Unidos deve ter sido única e exclusivamente por causa do fascínio daquele povo pelos seus campeões de luta livre. O filme em geral não tem nada que nunca foi visto, pelo contrário, peca pela repetição. Mas também não resta dúvida que a idéia do diretor Chuck Russel (O Máskara) não era fazer algo extraordinário, que fizesse o público sair do cinema refletindo. O Escorpião Rei é um bom filme para assistir comendo pipoca...
Mathayus (Dwayne "The Rock" Johnson) é contratado para matar a feiticeira Cassandra (Kelly Hu). Esta utiliza seus poderes para auxiliar o tirano Memnon (Steven Brand) em suas estratégias de guerra para expandir seus domínios. Logo de início, Mathayus percebe que a mulher não é digna de ser morta por causa do déspota, passando então a mudar seus planos. No caminho encontra Arpid (Grant Heslov), um ladrão de cavalos que é o "trapalhão" da história e Balthazar (Michael Clarke Duncan), outro guerreiro que acaba lhe ajudando.
Johnson até leva jeito para o tipo de filme. Mas tem ainda muito que aprender. O primeiro passo certamente é melhorar sua "máscara". A sobrancelha, por exemplo, está no mesmo lugar o tempo todo, mostrando toda sua inexpressão. Se bem que quem disse que "The Rock" precisa ser expressivo? Ele tem tantos ou mais músculos que Schwarzenegger e o carisma que faltava em Stallone.
É tão carismático, aliás, que até atrapalha um pouco. É permanente a cara de bonzinho. A mesma impressão se tem com Balthazar, principalmente para quem lembra de seu papel em À Espera de Um Milhagre. Mesmo com as cicatrizes por toda o rosto, o guerreiro parece inofensivo.
O resto é como uma espécie de Conan - o Bárbaro, com alguns toques de A Múmia e seu posterior retorno. Interessantes são algumas lutas ao som de um heavy metal bem diferente das trilhas de filmes como esse. As fugas impossíveis, o herói que sai ileso de batalhas com um exército inteiro, a donzela protegida, e até beijos ao luar são itens que não faltam. Parece que até hoje nenhum diretor soube fazer diferente. Se é que houve algum que tentou. Afinal, parece ser esta a fórmula para filmes como esse.


 

   

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