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Chega
o final de mais um ano e com ele mais uma dose
de magos, bruxos e feitiços advindos da
criatividade interminável da escritora
J. K. Rwoling. Nos trailers apresentados antes
do filme, mais magia: a segunda etapa do Senhor
dos Anéis (baseado na obra de Tolkien,
que inspirou a criadora de Harry Potter). Até
a Xuxa, que inacreditavelmente continua levando
milhões de pessoas ao cinema, no embalo,
novamente irá explorar os duendes.
Confesso
que ao saber a duração do filme
(2h e 40min) pensei em desistir. Mas escolha foi
realmente a melhor e o novo Harry Potter se mostrou
um bom programa para final de semana. O trabalho
deste ano é longo, mas também mais
divertido e bem feito. As falhas passam despercebidas
(como a continuação da cena na qual
os protagonistas encontram a primeira mensagem
nas paredes: os dois amigos correm logo atrás
de Potter; na seqüência demoram muito
para a chegar) e os pontos positivos sobressaem.
Não é somente um emaranhado de efeitos
especiais, mas um filme bom para o que se propõe.
Daniel
Radcliffe, escolhido na primeira série
para incorporar o bruxo, está evidentemente
mais maduro, tanto fisicamente como na atuação.
É interessante perceber como todos cresceram
bastante desde o ano passado. Dizem até
que Radcliffe deve perder o papel, se rapidamente
perder as feições de garoto.
É
Ron (Rupert Grint) amigo de Harry, quem arranca
as primeiras gargalhadas da platéia. Apesar
de ser exagerado nas expressões - muito
teatral - é um dos personagens mais simpáticos
deste segundo episódio. Se você acha
que ele é parecido com alguém e
não lembra, só pode estar pensando
no ator Mickey Rooney.
O
destaque é a menina Hermione (Emma Watson).
A atriz que faz a amiga CDF de Harry Potter é
o melhor ponto do filme, fazendo falta num momento
em que não pode estar com os meninos (para
eles e para a os espectadores). Dependendo do
quanto crescer também poderá perder
o papel. Por enquanto mantém o tom da menina
doce.
O
personagem mais falado, no entanto, é Dolby,
o elfo doméstico nascido em programas de
computador. A criaturinha aparece logo no começo,
fazendo a vida de Potter na casa dos tios (novamente
Richard Harris e Fiona Shaw) ainda mais caótica.
A criaturinha, que sofre de problemas com auto-estima,
é um tanto quando excêntrica, mas
o destaque é a qualidade da animação.
O
episódio da Câmera Secreta traz novos
atores que ajudaram bastante. Um deles é
o ótimo Kenneth Branagh, que faz o vaidoso
professor Lockhart. Adorado pelas mulheres, o
loiro escreve livros contando vantagens sobre
si mesmo. O outro é o vilão Lucius
Melfoy (Jason Isaacs), pai do menino rival de
Potter, Draco Melfoy.
O
filme não é cansativo, mas poderia
sim ter sido menos longo. O diretor Chirs Columbus
não quis perder nenhum detalhe do livro,
parece não saber que no cinema nem tudo
é importante. A cena com as aranhas poderia
ser encurtada, assim como a batalha final entre
Potter e o "monstro" da Câmera
Secreta.
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