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Mr.
Deeds é baseado no clássico O Galante
Mr. Deeds (1936), do diretor Frank Capra. Não
vi o primeiro, por isso aviso que não farei
comparações.
O
primeiro ponto é dizer, mais uma vez, que
tudo depende de sua intenção ao
ir ao cinema. Pelo trailer, pela própria
cara do protagonista (Adam Sandler) você
já sabe que se trata de uma comédia,
com piadas bobas, repetidas, e previsíveis.
Mas
tudo isso pode ser divertido, como é o
caso do filme em questão. Sandler é
um ator irreverente, faz muito bem o papel e arranca
sim várias risadas do espectador mais descontraído.
Ele faz Longfellow Deeds, caipira dono de uma
pizzaria no interior de New Hampshire, que um
dia é surpreendido pela notícia
que é herdeiro de um tio milionário.
Com o interesse da imprensa no assunto, entra
na história a jornalista Babe Bennett que
se apaixona pelo novo rico.
A
Herança de Mr. Deeds tem todos os defeitos
que falei, mas é um filme bem dirigido,
com atores desenvoltos e uma trilha sonora que
vale a pena.
Talvez
a história de amor não devesse ter
crescido tanto, ficaria melhor enfatizar as trapalhadas
de Mr. Deeds perdido em Nova York. Mas o filme
tem que vender e um romance água com açúcar
sempre ajuda.
Quem
esperava o pior possível se surpreende.
Claro que sem Sandler o filme não seria
o mesmo. Ele é carismático - muito
mais que Jim Carey - e se firma como um bom ator
de comédias em Hollywood.
Contando
que Capra ganhou seu segundo Oscar de melhor diretor
com Mr. Deeds, a tarefa de Steven Brill (Little
Nicky) não era fácil. Digamos que
ele fez um bom trabalho, mas que não espere
premiação.
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