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Fpolis, 10/12/2002

Uma Onda no ar

Título Original:Uma Onda no Ar
País: Brasil
Ano: 2002
Duração: 92
min
Drama / 12 anos
Diretor
: Helvécio Ratton
Elenco: : Alexandre Moreno, Babu Santana, Adolfo Moura, Benjamim Abras, entre outros.
Site Oficial



Crítica

O filme tem alguma coisa de Cidade de Deus, afinal, trata de problemas sociais, tráfico de drogas e vida na favela. Isso já tem lhe rendido um grande público, seguindo a febre causada pelo primeiro filme. O assunto é o favorito do cinema nacional dos últimos tempos. Mas Uma Onda no Ar, assim como O Invasor, deve ter uma passagem meteórica por Florianópolis.

Títulos como Ônibus 174, de José Padilha e Madame Satã, de Karim Ainouz, que abordam temas parecidos, a gente só fica esperando. Por isso, melhor valorizar o pouco do cinema nacional de qualidade que chega por aqui.

Uma Onda no Ar retrata também o caos social, o subúrbio, mas tudo de uma forma diferente dos filmes que estão na moda. É uma fita que dá ao espectador o "tempo de reflexão", comum no cinema mais tradicional. Digo isso, pois há quem ache filmes como Cidade de Deus muito rápidos. Há quem diga que não é um filme, mas um grande vídeo clipe. O importante é que o país produza filme para todos os gostos.

Uma diferença importante também, é que o tema é tratado com mais profundidade. Este filme mostra não só do tráfico nas favelas e o envolvimento de policiais. Há também algo que se encontra por trás, a exemplo do "colarinho branco".

A história é baseada em fatos reais, sobre a criação da Rádio Favela, emissora clandestina colocada no ar durante a transmissão de A Voz do Brasil, em Belo Horizonte, no início dos anos 80. Misael dos Santos, criador da rádio, foi preso na época e toda a história rendeu um roteiro para o diretor Helvécio Ratton (Menino Maluquinho).

A fita anda muito bem no exterior também. Representou o país no Festival de Flanders, na Bélgica, em San Sebastian, na Espanha e agora integra a mostra oficial do Festival Internacional de Amiens, na França.

O trabalho, captado em 16mm e transportado depois para 35, dá ao assunto uma realidade ainda maior, algumas cenas parecem um documentário. Mas é filme para o grande público também. O argumento é sobre um tema atual e o tempo para pensar não consome a ação do filme. Vale bem mais que o ingresso!



 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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