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Fpolis, 12/06/2002

Infidelidade

Título Original: Unfaithful
País: EUA
Ano: 2002
Duração: 124 minutos
Drama / 14 anos
Direção
: Adrian Lyne
Elenco:
Richard Gere, Diane Lane, Olivier Martinez e Eric Per Sullivan.
Página Oficial
Homem Aranha


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O filme que pré-estréia neste dia dos namorados tem a paixão como assunto principal. Mas como o título sugere, o sentimento é provindo de uma relação extraconjugal.

Connie (Diane Lane) acaba se apaixonando pelo livreiro francês Paul Martel (Olivier Martinez) e fica dividida entre o sexo e o sentimento de culpa para com o marido (Richard Gere). O casal de amantes protagoniza as cenas mais tórridas do enredo.

O diretor Adrian Lyne persegue os sentimentos femininos novamente, como fez nos sucessos 9 ½ Semanas de Amor, Proposta Indecente e Atração Fatal. Pelo currículo do diretor, o filme tem tudo para ser mais um sucesso do gênero. Além disso, está entre os dez mais assistidos nos Estados Unidos.


Crítica do filme

A infidelidade feminina nunca foi tão falada no Brasil como na época em que Nelson Rodrigues estreava suas primeiras peças. O dramaturgo gostava tanto de explorar a intimidade da mulher, que se transvestia em Suzana Flag, a pseudo-jornalista que respondia perguntas do público feminino. A traição por parte das mulheres era, no entanto, fruto de muita repressão dos maridos, que traíam sem culpa.

O que choca ainda mais em Infidelidade, é que o esposo ofendido é daqueles que segue à risca o modelo do esposo sonhado por todas as mulheres. Edward Sumner (Richard Gere) é do tipo charmoso, romântico, dedicado à família e, principalmente, apaixonado pela mulher. São casados há onze anos, têm um filho, vivem em uma bela casa no subúrbio de Nova Iorque, com cachorro, jardim e todo o aparato colocado à disposição das famílias típicas nos filmes ianques.

Os momentos iniciais, em que os dois parecem muito bem casados, tornam-se uma espécie de suspense, pois você só fica esperando o problema aparecer. E tudo muda quando o diretor Adrian Lyne coloca Paul Martel (Olivier Martinez) para revirar a vida do casal. Gere, que no cinema sempre fez o galã austero, faz pela primeira vez o papel do marido que, além de traído, passa agir como um tolo completo.

A mulher é Constance ou Connie Sumner (Diane Lane), que interpreta com grande saber o papel da mulher dividida entre o afeto e o sexo casual, a volúpia e a culpa. Quando ela volta para casa, após a primeira noite com o amante, há uma ótima seqüência de suas expressões. Fica nítido que o peso da traição é vencido pelas lembranças do que acabou de acontecer.

Lyne mantém seu estilo. Você poderá inclusive ter lembranças de 9 ½ Semanas de Amor, principalmente nas ocasiões em que o sexo acaba acontecendo, em lugares nada comuns. A segunda parte do filme é completamente diferente, tornando a história melhor a cada surpresa, fazendo o enredo render além do esperado.

Fica claro que, apesar de prender o espectador com cenas de pura lascívia, Lyne é moralista e faz a história de Connie e Paul acabar como tragédia. Mostrando justamente o desejo avassalador como engodo à traição, Lyne talvez não tenha conseguido provar que o traidor sempre acaba mal. A lição pode ser machista mesmo, que mulher gosta mais é de cafajeste e que os "bonzinhos" acabam se dando mal.


 

   

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