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Fpolis, 16/08/2002

Insônia

Título Original: Insomnia
País: Estados Unidos
Ano: 2002
Duração: 118 minutos
Suspense / 12 anos
Diretor
: Christopher Nolan
Elenco:
Al Pacino, Robin Williams, Hilary Swank, Maura Tierney e Martin Donovan.
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O filme foi extensamente anunciado durante os últimos meses e há grande expectativa em relação ao "filmão" que está por vir. Mas cautela! Insônia deve ser um filme comum, o elenco premiado é que causa a maior parte desse bulício.

São três atores premiados, Al Pacino (melhor ator em Perfume de Mulher), Robin Williams (melhor coadjuvante em Gênio Indomável) e Hilary Swank (melhor atriz em Meninos não Choram). Pelo elenco é muito difícil imaginar um filme ruim.

Al Pacino faz um policial competente, que é contratado juntamente com seu companheiro (Martin Donavan) para investigar um caso no Alasca. É sol do ártico que tira o sono de seu personagem, e que dá o título ao filme.

O diretor é Christopher Nolan, o mesmo do ótimo Amnésia. A diferença é que agora ele trabalhou para produtores de Hollywood, com orçamento garantido, ao contrário do filme anterior, que surpreendeu rendendo muito além do orçamento.

Um detalhe importante: o bandido é o personagem de Robin Williams e é sempre difícil assisti-lo fazendo papéis sérios. Só mesmo indo ao cinema para saber se ele consegue botar medo.


Crítica

O diretor Chis Nolan passou de um ótimo filme da linha dos independentes - Amnésia, para um bom filme tipicamente holywoodiano. É a impressão que se tem ao assistir Insônia. O filme é bom, mantém o suspense que prende o espectador, só que não apresenta nada de novidade.

A mensagem é essencialmente a fragilidade da vida. O assassinato sobre o qual a trama gira em torno foi por motivo banal. Os personagens matam também sem saber se queriam/deveriam ou não ter feito isso. Há uma seqüência interessante em que o policial Will Dormer (Al Pacino) cai no mar em um lugar encoberto por toras de madeira. O personagem demora alguns longos minutos para conseguir voltar à tona, fazendo você sentir aquela agonia, de quem está de baixo d'água e não consegue respirar.

Aquele sol incessante e as belíssimas paisagens em vez de transmitir alegria, dão ao filme um interessante caráter lúgubre. Parece que a morte ronda o local, muito discretamente.

Al Pacino faz sempre muito bem os seus papéis, em Insônia não é diferente. O problema é que as pessoas sempre esperam ver algo como em Perfume de Mulher. O mesmo acontece com Hilary Swank, a policial local tem um papel normal e sua atuação não pode ser comparada com a complexidade da personagem de Meninos não Choram.

O mais interessante no policial Dormer é que ele chega na cidadezinha do Alasca como estrela. Nas primeiras horas adianta o trabalho que os policiais locais não fizeram em dias. Só que também rapidamente deixa que seus tormentos pessoais, somado ao fato de não conseguir dormir, tomem conta de seu trabalho. É um personagem que tenta agir racionalmente, mas seu lado humano avassalador contraria as exigências de seu trabalho.

A grande surpresa foi o ator Robin Williams. Confesso que gostei dele fazendo o vilão. Acho que ele até tem mais cara de maníaco psicótico, melhor que o bobalhão se vestindo de babá. Sua atuação foi linear, um ótimo trabalho. O problema, mais uma vez, é a forma como o público encara o personagem. Mesmo com toda a competência dos atores, melhor esquecer de seus papéis anteriores antes de ir ao cinema. Pelo menos no caso de Williams.


 

   

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