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Título Original:
The Time Machine
País: Estados Unidos
Ano: 2002
Duração: 95 minutos
Ficção-Ação/14 anos
Direção: Simon Wells
Elenco:
Guy Pearce, Samantha Mumba, Jeremy Irons, Orlando
Jones, Mark Addy, Sienna Guillory, Phyllida Law
e Omero Mumba.
Página
Oficial |
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A
Máquina do Tempo é baseado na obra do inglês
H. G. Wells, cujo livro homônimo foi adaptado
para o cinema pela primeira vez em 1960. Na época
o filme era estrelado por Rod Taylor (Assim
Caminha a Humanidade). Outros sucessos do
autor, como A Ilha do Doutor Moreau, A
Guerra dos Mundos e O Homem Invisível,
também foram transformados em película.
A
versão atual é dirigida por Simon Wells, bisneto
do escritor. Nela Guy Pearce (Amnésia)
é quem faz Dr. Alexander Hartdegen, o cientista
transtornado com a possibilidade de poder viajar
no tempo, podendo assim recuperar a namorada morta.
Como se não bastasse a tragédia, Hartdegen comete
um equívoco e é enviado para um futuro bem diferente
daqueles que fantasiamos. Segunda feira a gente
conta como foi.
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Sabe
aquela história do autor que morre e fica
"agonizando" na tumba ao ver o que fazem
com sua obra? Pois é o que deve ter acontecido
com o inglês H.G. Wells se ficou sabendo
o que fizeram com sua novela A Máquina
do Tempo, publicada em 1895 e adaptada pela segunda
vez para o cinema.
É
difícil encontrar alguma coisa do qual
se possa falar bem desta atual versão.
Primeiro que tudo parece uma grande sessão
da tarde. O mocinho Alexander Hartegen (Guy Pearce)
é um cientista que, motivado por uma tragédia
pessoal, inventa uma máquina do tempo.
A partir daí ele viaja para algumas épocas
distintas e percebe que não é possível
mudar sua sina.
Alexander
passa por um ano onde um colapso lunar muda a
história da Terra. Em meio a tanta desordem
comete um erro e sua máquina vai parar
depois do ano 800 mil. Para esta época
H.G Wells inventou um planeta dominado por duas
tribos rivais, os elóis e os morlocks.
No filme, o primeiro grupo conta com a bela Mara
(Samantha Mumba) com quem o cientista-herói
naturalmente se apaixona. O inimigo é Uber-Morlock
(Jeremy Irons), que habita um mundo subterrâneo.
O
diretor Simon Wells e o roteirita John Logan parecem
não ter conseguido dar a seriedade necessária
para a história. Provavelmente não
banalizaram o clássico de H.G Wells de
propósito. Mas tentaram fazer um filme
de aventura para adolescentes, adaptando o que
não servia para isso.
Os
efeitos especiais é que dão um pouco
mais de qualidade ao filme. Ao contrário
da máquina da trilogia "De Volta para
o Futuro" (Robert Zemeckis, 1985, 89 e 90),
que aterrissava no mesmo local na época
em questão, a engenhoca de Hartegen fica
parada e o cenário ao redor é modificado.
As cenas de construção e desconstrução
do mundo são o ponto mais interessante
do filme. Aí é que devem ter ido
parar os U$ 70 milhões da produção.
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