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Os
filmes do também dramaturgo David Mamet
são daqueles que normalmente conquistam
a crítica e o público. Tudo de maneira
habitual, sem muito alarde. O Assalto repete
o feito. É um ótimo filme, mas não
obteve nos EUA uma bilheteria digna do trabalho
que é.
As
atenções se voltam certamente ao
protagonista Gene Hackman, mas seus auxiliares,
os criminosos Bobby (Delroy Lindo) e Pinky (Ricky
Jay) são coadjuvantes talentosos que fazem
o grupo de atores ser o ponto mais forte da película.
O que torna o grupo imperfeito é a atriz
Rebecca Pidgeon, que faz a esposa de Joe (Hackman),
faltou-lhe sensualidade para ser uma criminosa
no cinema.
A
cena inicial, quando a trupe assalta uma joalheria
é meticulosa, assim como deve ser o planejamento
para um crime como aquele vingar. Os bandidos,
no entanto, são carismáticos e como
até certa parte do filme não matam
ninguém, fazem você torcer para que
eles acabem bem. A parte mais violenta do filme
acontece ao final, uma espécie de acerto
de contas. Mas tudo com muita sutileza, nada como
filmes do tipo Pulp Fiction ou Snatch
- Porcos e Diamantes.
Um
problema é o grande número de "surpresas".
Elas acontecem a toda hora o que cansa um pouco.
Nada que torne o filme ruim, mas isso talvez devesse
ser mais bem aproveitado. Os diálogos são
muito bons. É um filme que vale a pena
assistir em casa novamente, prestando atenção
em cada detalhe das falas. Isso, por outro lado,
pode também contar negativamente, já
que torna o filme denso em frases daquelas que
você fica com vontade de anotar.
É
um filme inteligente, cheio de ação
e suspense, não se resume ao divertimento
e só peca pelo excesso de acontecimentos
mirabolantes e reviravoltas. Fica a marca das
boas atuações. Pode-se até
dizer que O Assalto sem Hackman, Lindo
e De Vito não seria um bom filme.
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