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Fpolis, 05/07/2002

O Pacto dos Lobos

Título Original: Le Pacte Des Loups
País: França
Ano: 2001
Duração: 142 minutos
Suspense / 14 anos
Direção
: Christophe Gans
Elenco:
Samuel Le Bihan, Vincent Cassel, Emilie Dequenne, Monica Bellucci, Jérémie Rénier e Mark Dacascos.
Site Oficial
Homem Aranha


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O cinema francês tem apresentado grandes resultados nos últimos anos. Uma prova disso é o filme que estréia em Florianópolis nesta sexta. Sucesso em seu país de origem, O Pacto dos Lobos foi muito bem recebido pela crítica nos Estados Unidos e também aqui no Brasil.

Ninguém fala em super produção, nem mesmo em filmes daqueles que você sai achando que é um dos melhores que já viu. É um filme tecnicamente bem elaborado e tampouco há comentários negativos a respeito.

Tão difícil quanto fazer comentários é sua classificação, variando entre um filme de terror e um épico francês. É um tipo europeu que pouco se vê por aqui. O filme de Christophe Gans tem sido considerado único em sua categoria.

Já é motivo bastante para ficar curioso e ser visto. Além disso, há todo o caráter histórico da França do século XVIII, com sua aristocracia vivendo em cenários e vestindo figurinos de época.

Dentre os atores principais destacam-se a bela Mônica Bellucci (Malena) e Mark Dacascos. Este último protagoniza as cenas com artes marciais, que acrescentam um "condimento" a mais na mistura feita por Gans.

Um filme classificado como "deliciosamente estranho" só mesmo assistindo para tirar conclusões próprias. Justamente por isso é a sugestão da semana.


Crítica

A cena violenta que marca o início faz você pensar que irá realmente assistir um filme de terror. Alguma coisa - que mais parece uma força sobrenatural - ataca uma senhorita e lança sua cabeça violentamente contra uma rocha. Logo depois aparecem dois cavaleiros e um deles dá um show de artes marciais, pondo ao chão vários homens que violentavam outra moça.

Tampouco faltam cenas de amor e outras de muita sensualidade, estas em longas seqüências feitas em um bordel. E é com toda essa mistura que Christophe Gans fez Pacto dos Lobos. Por incrível que pareça: o trabalho deu certo. É o tipo de filme que você não vê sentido em inúmeros acontecimentos, mas mesmo assim acaba achando pelo menos interessante.

Os cavaleiros são Grégoire de Fronsac (Samuel Le Bihan) e Mani (Mark Dacascos) - um naturalista francês e seu assistente, que são contratados pelo rei da França para encontrar e matar uma "besta" que aterroriza uma região nas montanhas francesas. De Fronsac representa o racionalismo e se contrapõe ao aristocrata Jean Francois (Vincent Cassel), que logo se mostra mais perigoso que a própria besta.

Dentre as mulheres também há dois opostos: A misteriosa cortesã Sylvia (Monica Bellucci), que utiliza seu corpo como instrumento de trabalho - não como prostituta como todos acabam pensado e Madeiline (Emilie Dequenne), bela, doce e frágil. Ambas encantam Fronsac, mas ele se apaixona mesmo por esta última.

Pelo que você leu até aqui, parece que estamos falando o tempo todo do mesmo filme? A resposta dá mais uma idéia de como é a trama.

O que enriquece ainda mais o trabalho do diretor francês é a magnífica qualidade do filme. Para as cenas de luta são utilizadas algumas técnicas já vistas em O Tigre e o Dragão de Ang Lee. A câmera, freneticamente movimentada nos ataques da besta, também foi recurso utilizado por Ridley Scott em Gladiador.

A besta é que não convence. No pouco que ela aparece, tem-se a impressão que foram economizados recursos gráficos para torná-la mais real. Talvez para manter a originalidade do filme. Mas com ou sem besta ele já estava bastante original.

Um ponto tido como de extrema criatividade do diretor foi a interessante transposição das imagens de um seio feminino em montanha coberta de neve. Mas aqui no Brasil já vimos o Hans Donner fazendo isso.

A crítica estadunidense chegou a dizer que não fosse a língua, parecia um filme feito por eles. Infelizmente esse é também o pensamento que prepondera por aqui. Por outro lado, demonstra que os maiores produtores de cinema no mundo estão abrindo os olhos para o cinema que vem de fora. O espectador é que ainda tem receio de assistir esses filmes.


 

   

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